Fechamento 88 - Acompanhamento Mensal da Carteira

Olá!! Alles blau?? 

Trabalho de blogueiro 

Neste mês de julho estive bem ativo aqui no blog, foram 5 publicações:

  • Quando vender uma ação no longo prazo? A resposta ...
  • A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira
  • Lojas Renner (LREN3): lucro voltou, mas por que a ...
  • Ciclos de Mercado: Como Identificar em Qual Fase E...
  • Taxa de Atratividade Mínima: o segredo por trás do...
  • Comentem aí se gostaram dos vídeos gerados por IA, fiz dois este mês, particularmente eu achei que a qualidade final ficou melhor, principalmente o áudio. Também, se eu fosse narrar, o vídeo teria mais informações, comentários das minhas experiências pessoais, ficaria mais longo, há prós e contras.

    Resolvi dar uma cara nova para o canal e resolvi usar aqui no blog a mesma capa, para padronizar, mudei todo o tema com fundo escuro, mas temas escuros para leituras fica muito cansativo, aí voltei e ficou só a imagem do topo escura. Também tirei os adsense do automático, era toda hora anúncio pulando na tela.

    Os investimentos no mês 

    O dólar fechou o mês em queda -2,68% cotado a R$ 5,08, a taxa Selic atual está em 14,25% ao ano, o Ibovespa subiu 3,68% em julho, já S&P500 ficou estagnado, com alta de 0,09%. Os títulos públicos seguem com taxas altas, alguns IPCA+8%, apesar de que o IPCA desacelerou, a prévia da inflação oficial de julho de 2026 (o ⁠IPCA-15) registrou alta de 0,06%.


     

    Aportes e Compras 

    Comecei o mês comprando um pouco de Tesouro Educa+ 2042, R$ 491,12. Na metade do mês enviei 3k para XP, onde comprei 22 cotas do FII HGLG11, decidi voltar aportar em fundos para respeitar a minha política anual de investimentos, essa classe de ativos estava ficando para trás. 

    No final do mês, verifiquei que tinha um saldo na conta e fiz mais um aporte de 2k na caixinha turbinada do nubank, que funciona como minha reserva de emergência. Com isso, meus aportes somaram R$ 5.491,11 em julho, bem acima dos 3k planejados, mas é necessário para recuperar a média depois do resgate de maio.

    IPCA + 7,57% é difícil resistir

     
    By Notebooklm :)

    Com isso, minha carteira está aderente ao que me planejei.

    Situação em 01/08/2026

     

    Rentabilidade

    Fechei o mês com -0,11% pela minha planilha, terceiro mês negativo, essas taxas do tesouro estão batendo na carteira.


     

     Aqui dá pra ver que o tesouro direto foi o que acabou puxando a rentabilidade pra baixo de novo.

    Rentabilidades pelo site status invest

    Proventos

    Recebi poucos proventos, R$ 338,71 pelo status invest.

    Pelo portal do investidor da B3, onde constam apenas os proventos recebidos no Brasil, foi 298,94.

    Falando em B3, parece que tiveram problemas com os sistemas dia 31, as negociações da bolsa foram suspensas, tomara que não seja nada muito grave.

    Mensagem do portal do investidor B3 hoje 👀

    Gráfico de evolução anual de proventos do Brasil:
     


     

    Mais 5 meses e lá se foi o ano, pessoal, era isso que tinha pra hoje, tudo de bom para vocês!! 

     

    Update 1: Testes com IAs do Google 

    De forma experimental, pedi para o Notebooklm criar um vídeo desse post, por descuido meu, ele gerou em inglês, mas é bem possível que tenha algum visitante do exterior por aqui, então vou postar igual. 

     

    Continuando meus testes, pedi para o Notebooklm criar slides com base nesse post, e em seguida, pedi para converter os slides em video, segue abaixo o resultado, isso é fantástico!!  

     


    Mais tarde gravarei o fechamento normal, em português, na voz do autor, apesar de não ficar um áudio tão bom, a ideia é contar minha história mesmo. Abs

    Quando vender uma ação no longo prazo? A resposta de Philip Fisher

     Olá, fiz um video usando recursos da IA, pra falar sobre a hora certa de vender uma ação!

    A IA usou como base o texto desse post antigo, https://bilionariodozero.blogspot.com/2019/11/quando-vender-uma-acao.html, que recomendo fortemente a leitura!


    E aí, gostaram do vídeo? 

    Abraços!!

    A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira

    Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.

    Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos. 

    XPML11 – A recuperação após a pandemia

    O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.

    Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.

    Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.

    https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/

    XPLG11 – Evolução gradual da renda

    O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.

    Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.

    https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/

    HGLG11 – Logística de alta qualidade

    O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.

    Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.

    https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/

     

    KNRI11 – Crescimento consistente ao longo do tempo

    O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.

    Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.

    investidor10.com.br/fiis/KNRI11/

    HGRU11 – Um dos históricos mais consistentes

    Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.

    A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.

    https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/


    RECR11 (Antigo UBSR11) – Dividendos elevados, porém mais cíclicos

    O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.

    Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.

    Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.

    https://investidor10.com.br/fiis/recr11/

    MXRF11 – Crescimento gradual e previsível

    O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.

    Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.

    Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.

    https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/

    Lista dos FIIs da carteira e seus indicadores atuais

    https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo
     

    Conclusão 

    A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.

    Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.

    Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.

     

    E os FIIs que saíram da carteira ao longo do caminho?

    Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.

    A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.

    BRCR11 – Recuperação operacional, mas fora da carteira

    O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo... 

    Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.

    https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/

    XPCM11 – Um exemplo de que nem todo FII dá certo

    O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.

    Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.

    Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!

    https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/

    GGRC11 – Venda por estratégia tributária

    O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.

    Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.

     

    https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/


    HGRE11 – Um bom fundo que acabou saindo

    O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.

    Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.

    https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/

    No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.

    HGBS11 – Um ciclo completo no segmento de shoppings

    O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.

    Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings. 

    Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.

    https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/

     

    SAAG11 → incorporação pelo RBVA11

    O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.

    Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.

     

    https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/

     Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.

     

    BBPO11 – Outro bom fundo que acabou saindo

    O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.

    https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/
     

    Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.


    O principal aprendizado

    Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.

    Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.

    Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor. 

    No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo. 

     

    Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira. 


      

    Até o futuro!

    Lojas Renner (LREN3): lucro voltou, mas por que a ação continua tão barata?

    A Lojas Renner voltou a lucrar praticamente o mesmo que antes da pandemia, mas suas ações continuam valendo menos da metade do que já valeram. Será que o mercado está exagerando no pessimismo ou existe uma armadilha escondida?

    Ontem vi uma publicação do Daniel Nigri (Canal Dica de Hoje) falando das Lojas Renner, e me chamou a atenção a relação de lucro x cotação. Como fica evidente na imagem abaixo, após os anos ruins de pandemia, o lucro voltou a subir, mas o preço segue baixo.

     

    https://investidor10.com.br/acoes/lren3/

    Vendi as minhas ações dela em 2021, quando foram vítimas de ataque hacker e aparentemente não tinham backup, ainda não posso acreditar nisso, mas decidi vender no lucro do que esperar pra ver o resultado. Também, devido à pandemia, os resultados da empresa estavam fracos, o que contribuiu para eu saltar fora. Olhando agora foi uma sorte enorme eu ter vendido, dali pra frente foi só ladeira abaixo. 

     


    Atualizando o estudo

    Assim, resolvi dar uma rápida atualizada no meu estudo dela feito em 2019, na época, pré pandemia, os resultados dela eram maravilhosos, receitas crescendo sem parar e grande expansão. 

    Hoje a empresa cresce em um ritmo menor, reduziu suas dívidas e o patrimônio estabilizou.

    https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=lren3&tipo=1

    Em 2021, a Renner realizou uma oferta de ações (follow-on) e captou cerca de R$ 6,4 bilhões, uma das maiores ofertas da B3 na época. Esse dinheiro entrou diretamente no patrimônio líquido da empresa, elevando-o de cerca de R$ 5,5 bilhões para perto de R$ 9,5 bilhões. Fonte: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/lojas-renner-lren3-aumento-de-capital-confirmado-muito-grande-para-ser-apenas-crescimento-organico

    O objetivo da captação era fortalecer o caixa para:

    • acelerar a expansão das lojas;
    • investir em tecnologia e digitalização;
    • realizar aquisições (como o Repassa);
    • manter uma posição financeira muito robusta para aproveitar oportunidades de crescimento.

    Isso também explica porque a dívida líquida ficou negativa de uma hora pra outra, e teve impacto no ROE, que nada mais é do que o retorno sobre o patrimônio, o patrimônio cresceu muito de uma vez, enquanto o lucro levou alguns anos para acompanhar. É por isso que o ROE da Renner caiu para a faixa de 10–14% após 2021.

    https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=lren3&tipo=2

    Em 2021 a margem líquida da empresa chegou próximo de zero no gráfico anualizado, no trimestral ficou negativo em 2020.

    O lucro líquido voltou ao patamar pré-pandemia.  

     

    Olhando os resultados trimestrais, a empresa registrou apenas três trimestres de prejuízo na história recente. Dois deles foram consequência direta da pandemia. Já o prejuízo do 4T17 decorreu de um evento contábil extraordinário relacionado principalmente à Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) e à revisão de ativos e passivos fiscais.


    Como visto nas imagens acima do site Fundamentus, a empresa não retomou o ROE antigo, mas vem crescendo de forma estável nos últimos trimestres, apesar da taxa SELIC em 14% e todos os riscos de inadimplência no Brasil, a operação da empresa me parece estar saudável.

    Olhando o seu último Release,  do 1T26, "Lojas Renner S.A. inicia o ano com margem bruta, lucro líquido
    e geração de caixa recordes para um primeiro trimestre".

     

    Olhar o resto dos números, dívida líquida negativa, indicadores de preços abaixo da média, crescimento de receita, ROE um pouco acima da SELIC, dividendo de 6,4%.


    Se o lucro voltou, por que a ação continua barata? 

    Na minha visão, o mercado continua precificando um cenário bastante conservador para o varejo. Alguns fatores ajudam a explicar esse desconto: 
    • juros elevados reduzem o consumo;
    • mercado teme aumento da inadimplência;
    • crescimento menor do varejo;
    • menor expectativa de expansão em comparação ao período pré-pandemia;
    • investidores ainda lembram do período muito ruim entre 2020 e 2022.

    E qual o preço justo?

    Certo, até aqui tudo parece bom, resolvi calcular o preço teto pela fórmula do Bazin, ficaria próximos dos R$ 7,60, com a cotação atual em R$ 14,29 não estaria barata. 

    Vamos testar outras fórmulas, preço justo com base nos lucros, considerando um P/L justo de 10, multiplica pelo Lucro por Ação (LPA) R$ 1,48 temos R$ 14,80, bem próximo do preço atual. Se considerar que o P/L justo seria 12, o preço justo já sobe para R$ 17,80.

    Olhando o site Meus Dividendos vi que tem uma versão nova, com informações interessantes de preço, print abaixo:

    https://www.meusdividendos.com/acao/LREN3

    Como pode ser observado, dependendo da metodologia utilizada, a ação pode parecer cara, justa ou barata. Isso mostra a importância de entender quais premissas cada modelo utiliza, recomendo a leitura do meu post recente Taxa de Atratividade Mínima: o segredo por trás do preço justo de uma ação.

    Conclusão

    Depois de atualizar meu estudo, não encontrei uma empresa em dificuldades, muito pelo contrário. Encontrei uma companhia financeiramente sólida, com dívida líquida negativa, lucro recuperado e geração de caixa consistente.

    O que ainda existe é um mercado bastante cético em relação ao varejo brasileiro, principalmente por causa dos juros elevados.

    Pelos dividendos, a ação ainda não parece barata. Pelo lucro, entretanto, ela já negocia próxima do que considero um preço justo.

    Por isso, a Renner voltou para minha lista de empresas que merecem acompanhamento. Caso a cotação continue oferecendo uma boa relação entre preço e qualidade, ela poderá voltar a receber aportes no futuro, desde que eu encontre espaço dentro da minha Política de Investimentos, atualmente a classe ações já está acima do planejado.... 

    E você, acredita que o mercado ainda está sendo excessivamente pessimista com a Renner ou acha que a empresa merece negociar com esse desconto? Deixe sua opinião nos comentários. 

    Bons investimentos a todos! 

    Postagens em alta

    Fechamento 88 - Acompanhamento Mensal da Carteira

    Olá!! Alles blau??  Trabalho de blogueiro  Neste mês de julho estive bem ativo aqui no blog, foram 5 publicações: Quando vender uma ação no ...