sábado, 14 de maio de 2022

Breve estudo de FoFs de FIIs

Continuando no assunto do post anterior, depois de revisar minha carteira, conversando com o Neto do Velho Barreiro, resolvi fazer um breve estudo dos Fundos de Fundos, os FoFs no setor imobiliário, pra ver se acho um que me interesse, já que os FoFs andam bem descontados em relação aos seus investimentos, algo parecido com o que acontece com a Itaúsa que geralmente negocia com desconto também.

Começando o estudo olhando as taxas de administração/gestão, ordenei a tabela nessa coluna e temos os "mais baratos" da gestora Inter, sendo que eles tem um FII para fundos de papel (ITIP11), que são os FII que investem em CRI principalmente, e tem outro FOF para FIIs de tijolos, o ITIT11. Curiosamente em seguida temos FoFs dos bancões, BB e Bradesco, com taxa de 0,5% e carteiras bem parecidas de investimentos. E o mais caro é o da BTG, com 1,25% de taxas.

Ordenando pelas taxas

Obs.: Na coluna %FIIS ficou 0% no ITIP11, mas na verdade é 100%, e todos de papel por isso 100% FIIs CRI.  

Ordenando pelos cotistas, BCFF11 é o campeão disparado. Esse FoF é um dos mais antigos, senão o mais antigo da lista, existe desde 2009. Ele também é o que tem maior taxas, 0,15% de administração, 1,1% de gestão, e mais tarde vi que tem ainda 0,3% de escrituração, então na verdade são 1,55% a.a.

Número de cotistas

Olhando a liquidez, logicamente o que tem mais cotistas ficou com a melhor liquidez também, a ordem dos FoFs quase não mudou aqui.

Liquidez, volume negociado

Preço sobre o Valor patrimonial, dados do site Fundamentus devem estar bem próximos do real. Todos os fundos com preço abaixo do seu valor patrimonial, principalmente os que tem mais FIIs de tijolos.

P/VP (clique pra ampliar)

Uma das coisas interessantes de observar olhando as maiores posições, é que as gestoras compram seus próprios FIIs na maioria dos FOFS. Exemplo a Hedge (HFOF) tem 3 primeiras posições com seus próprios FIIs, Suno tem SNCI11 na primeira posição, RBRF11 tem o RBRL11 na primeira posição e assim por diante.

Outra coisa que percebi é que minha carteira de FIIs atual tem muitos dessas principais posições dos FOFs, acho que isso é uma coisa boa. 

Alguns FoFs focam em ativos destinados a investidores qualificados, coisas que normalmente nós não temos acesso, como por exemplo o BCFF11 tem algumas coisas que eu nunca tinha visto, como EZTB, REPE, alguém conhece? Não sei dizer se isso é uma coisa boa ou não, já que não tenho conhecimento nem informações acerca deles pra avaliar corretamente, então é um motivo pra eu não comprar esse FOF.

Se eu fosse pra escolher um dessa lista, acho que o que mais me agradou foi o ITIT11, pela baixa taxa e pela metodologia pra montar a carteira, que segue um índice. Particularmente penso que uma metodologia bem definida não deixa margem pro emocional e deve dar resultado melhor, além de evitar que a gestora de preferência pelos próprios FIIs ganhando taxas 2x.

Pra concluir, fiquei com uma dúvida, considerando que muitos FIIs já estão com P/VP abaixo de 1, e os FOFs também estão, me parece que isso dá um duplo desconto? Se for isso mesmo, aí fica interessante.

Até o futuro!

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Revisando a carteira de FIIs

Olá a todos!

Após refletir um pouco sobre meu desempenho nos investimentos, resolvi que é hora de revisar a minha carteira, uma das coisas que percebi nessa revisão foi na parte dos fundos de investimento imobiliários, olhando os rendimentos e taxas, vi que há uma certa correlação entre FIIs que cobram altas taxas de gestão/administração com a baixa rentabilidade, no quesito DY pelo menos, conforme imagem abaixo.

Minha carteira de FIIs. Dados da planilha disponibilizada pelo Canal do Holder

KNRI11 e HGBS11 tem as maiores taxas de administração e os menores Dividend Yield da minha carteira, será coincidência?!. Os dois sofreram com a pandemia, o que justifica esse baixo provento, mas poderiam ter reduzido as taxas de administração já que o rendimento está ruim. GGRC11 apesar da taxa alta ainda consegue distribuir bons proventos. BRCR11 é uma desgraça, se olhar a cotação só cai, então esse tem que ficar na lista negra mesmo, antigamente eu pensava que era oportunidade quando um FII ficava caindo muito tempo, e por isso, usando a planilha de balanceamento, acaba comprando sempre mais... mas atualmente eu acho que esse FII tem problemas sérios e talvez nunca volte a subir.

Devido a isso, zerei a nota desses FIIs na minha planilha de balanceamento da carteira, ainda estou pensando se vendo esses FIIs e aporto nos melhores, ou simplesmente deixo eles quieto ali na carteira sem novos aportes, porque apesar do baixo rendimento, os imóveis são bons e estão com desconto se olhar o P/VP. Também olhando o relatório gerencial, alguns FIIs estão lentamente subindo os proventos, outros com lucros acumulados/não distribuídos, então quem sabe até o final do ano essa situação melhore.

Planilha de Balanceamento da Carteira

Essa é a segunda vez que estou revisando a minha carteira de FIIs, na primeira vez eu acabei tirando da carteira o XPCM11, SAAG11 e BBPO11, o BBPO11 está ruim mas nem tanto quanto eu imaginava que ficaria, SAAG teve fusão virou RBVA11... e XPCM11, segue vago com 80% de queda, então minha decisão foi boa na época.

E aí, o que vocês acham desses FIIs que zerei a nota? Manter ou vender?

Até o futuro!

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Estratégias, Psicologia, Rentabilidade

E aí meus queridos 16 leitores! Todos bem? 😀

Conversando com um amigo sobre investimentos, que está começando agora e decidiu ser "trader", eu disse para ele que não vale a pena ser trader, 99% deles perdem dinheiro, a história dos homens mortos não contam história e tal, mas olhando alguns gráficos da cotação de algumas empresas, e do próprio IBOV, as vezes tenho que concordar com os grafistas, de que investir com foco no curto prazo é uma alternativa interessante para o nosso Brasil, visto que ficamos patinando no lugar por muitos anos, famosos voos de galinha.


 

Fiquei imaginando se eu teria aguentado na estratégia Buy and Hold, comprando ETF BOVA11, por exemplo, durante 10 anos e tendo rentabilidade negativa durante uns 6 anos seguidos, 2010 até 2016, difícil né?! Claro que se tivesse conseguido, a partir de 2016 a valorização teria sido muito satisfatória, mas então, vem o COVID e derruba tudo para o mesmo preço de 10 anos atrás. 

Imagina a tristeza desse investidor hipotético ao ver que depois de 10 anos a rentabilidade foi zero... claro que a recuperação nesses casos de crise sempre são rápidas, quase tão rápidas quanto a queda, exemplos anos de 2008/2009 e 2020, mas o psicológico deve ter abalado.

O que me preocupa agora é se nos próximos anos o Brasil vai passar por um período semelhante ao que passou entre 2010 e 2016, onde após a rápida recuperação depois de uma crise, o mercado ficou caindo lentamente esperando a recuperação da economia acontecer de fato. Ainda mais com a dificuldade do governo conter a inflação, com medidas populistas visando a reeleição, e as polêmicas que ainda devem surgir agora que começam as campanhas eleitorais, provavelmente muita CPI vai rolar.

Esse post vai contra o que tenho escrito aqui no blog até o momento, de seguir a mesma estratégia por muitos e muitos anos, focando no LONGO PRAZO... mas acho interessante refletirmos um pouco mais sobre isso.

Historicamente, no longo prazo a bolsa sempre sobe, mas as vezes, o prazo para vermos os resultados é muito longo e o psicológico do investidor sofre muito, e esse é um dos motivos que precisamos diversificar os investimentos por classes de ativos, ter renda fixa e quem sabe diversificar em diferentes estratégias de investimentos também?

Algumas ideias diferentes que me vem a cabeça agora são aquelas carteiras anuais, do tipo "Dogs  of the Dow" e a fórmula mágica do Joel Greenblatt, também os robôs que montam sua carteira por objetivos como o Warren, além de estratégias quantitativas com estudos estatísticos do mercado, que foi onde eu comecei conhecer sobre os investimentos 14 anos atrás, mas será que vale a pena mudar de estratégia no meio do caminho? Só com uma bola de cristal pra responder.

Pensando um pouco mais sobre esse assunto, a diversidade de estratégias, a dificuldade de escolher uma, dúvidas do meio do percurso, acho que isso explica a grande quantidade de blogs da finansfera que são abandonados após poucos anos. 

No fim, controlar as emoções e o psicológico me parece ser o mais difícil, e o mais importante.

Após 3 anos desta carteira de investimento, eu estou com a rentabilidade histórica de 0,25%, mas sigo aportando acreditando que meu prazo para o resgate ainda é longo o suficiente para que as sementes virem árvores, e as árvores deem frutos, com um pouco de sorte, espero que em breve consiga uma rentabilidade histórica superior a inflação, ainda mais porque em teoria isso é fácil, bastaria comprar TD IPCA+...e desconsiderar a marcação a mercado né :)

Até o momento tenho conseguido atingir minhas metas através de aportes crescentes, então não estou muito preocupado, mas já começo a pensar em alternativas para buscar melhores resultados no futuro.

Abraços!

sábado, 30 de abril de 2022

Fechamento de Abril

Olá gente boa!

O aporte de abril foi 500 em ações e 500 em FIIs, e teve a remessa pro exterior de 5k que saiu da renda fixa. As operações de abril foram a compra de ações da Fluery, que estão caindo forte e achei interessante comprar, apesar que continuam caindo após eu ter comprado 😒 e cotas do FII HGLG11. Também enviei uma grana para o exterior, conforme já comentado neste post, aproveitando o dólar "barato", e me parece que desta vez meu timing foi perfeito! Dólar subiu legal depois dessa remessa, pena que o VOO caiu.

Também fiz a troca de EGIE3 por LJQQ3 conforme já comentado no post anterior. Enfim, resumo das operações no print da planilha abaixo.

Operações realizadas 2022

Nas duas últimas colunas adicionei a variação em relação ao meu preço médio acumulado e também em relação à compra, só pra ver como estão indo meus investimentos, dá pra ver que no preço médio está tudo vermelho o que não é bom. Estes dias alguém me pediu pra compartilhar essa planilha,  sinceramente eu acho ela tão simples que achei desnecessário compartilhar, mas se alguém quiser pode fazer uma cópia,  compartilhei no Google drive neste link: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1BKEcc2dqtUqLU73YMPVoGiUzBCfPIXOBJVn_Vfet3vM/edit?usp=sharing

A forma de uso é copiar ela pro seu drive e depois editar a vontade, igual a planilha de balanceamento da carteira. Eu uso esta planilha pra controlar meus preços médios, como eu faço poucas movimentações deixei todos ativos em uma tabela, mas daria pra criar uma para cada ativo se você faz muitas operações, pra facilitar e evitar erros na hora de procurar a última operação com o ativo, mantendo uma planilha pra cada ativo dá pra deixar automático a fórmula pra preço médio acumulado e quantidade acumulada... enfim, bom proveito!

O resultado de abril ficou -5,7% nas ações; +1,37% nos FIIs; -14% nas criptomoedas; +0,88% no exterior e +0,6% na renda fixa. No consolidado -1% em abril.

Essa semana terminei de preencher a minha declaração do imposto de renda e confesso que as vezes dá vontade de vender tudo e ficar só com 2 ou 3 ativos, e o pior é que se tivesse ficado só na renda fixa neste curto período de tempo que mantenho o blog (3 anos) estaria com rentabilidade melhor, mas não adianta chorar pelo leite derramado, por enquanto ainda pretendo seguir a estratégia diversificada e ver no que vai dar.

Uma coisa que estou pensando em "gastar" um tempo são jogos que dão NFTs, eu vi que no final do ano passado nosso colega blogueiro Stark estava ganhando dinheiro com "Cryptocars, Cryptoplanes, Bomb Crypto", só que atualmente todas essas NFTs estão com valores próximos de zero, espero que ele tenha saído no lucro mas não tivemos mais notícias dele desde então... mas de qualquer forma, vou experimentar já que tem muitos jogos que não tem custo e ver se dá pra ganhar algo mesmo.

Se funcionar mês que vem eu conto pra vocês!

terça-feira, 26 de abril de 2022

Adicionando Microcaps na Carteira

Olá queridos leitores!

Apesar da minha vontade de vender tudo e ficar só com ETFs pra facilitar minha vida na declaração do imposto de renda no próximo ano, os ETFs por aqui ainda são muito concentrados em alguns setores e tem algumas microcaps que me chamam a atenção e não participam de ETFs que eu saiba...

Atenção! Não é recomendação de compra e venda, apenas minhas ideias particulares.

KEPL3 quase faliu
As microcaps são empresas pequenas listadas na bolsa, pequenas comparadas com as outras... tem pouca liquidez e as vezes sofrem altas ou quedas muito fortes, variando mais de 100% pra cima, ou 50% pra baixo em poucos dias, então antes de investir é necessário conhecer e acompanhar o negócio de perto, e também um gerenciamento de risco (diversificação).

Quando eu comecei os investimentos na bolsa lá por volta de 2008, eu gostava muito de operar a KEPL3, QUERIA SER TRADER KKK, ela era um mico da bolsa, com grandes chances de falir, mas como dizem, alto risco = possibilidade de alto retorno. Tive momentos felizes e infelizes com ela, foi um belo aprendizado. Agora nos últimos anos ela deu uma boa melhorada com as boas safras de soja e preços elevados da soja, conseguiu se reerguer. Ela vende silos.

Eu gosto desse tipo de investimento, com os devidos cuidados, acho interessante assim como as criptomoedas, dá pra por um pouquinho de dinheiro aplicado... e dessa  resolvi aportar foi nas Lojas Quero Quero.

Negociada pelo código LJQQ3, essa é uma rede de lojas que vende de tudo um pouco, mas principalmente material de construção, móveis e eletrodomésticos. Essas lojas existem a muito tempo aqui na minha região e eu já fui cliente algumas vezes. Ela tem uma concorrência forte com as Lojas Becker aqui na região, que geralmente tem preços menores. Ano passado a empresa abriu capital na bolsa (IPO) e começou a se expandir, criaram alguns centros de distribuição e estão crescendo a um bom ritmo, apesar disso a cotação dela vem caindo forte por diversos fatores e talvez seja oportunidade.

Cotação até subiu forte depois do IPO, mas agora devolveu

Olhando minha carteira eu tinha 3 ações do setor de energia elétrica, que é provavelmente o meu setor favorito pensando em dividendos, tinha EGIE3, ENBR3 e EQTL3. Gosto muito das 3 empresas e não tive grandes sustos com nenhuma delas até o momento, mas pensando em diversificação e balanceamento da carteira resolvi que era hora de me desfazer de uma delas e usar o dinheiro para a LJQQ3. A escolhida foi a Engie, que é considerada por muitos a melhor empresa do setor de energia elétrica da bolsa. O motivo da venda foi a queda do lucro no ano passado e consequentemente, ficou com o P/L mais esticado dentre as 3 empresas que tenho no setor, basicamente isso.

Fonte: https://statusinvest.com.br/acoes/EGIE3

Abaixo peguei os dados do site Fundamentus de várias empresas do setor elétrico e pintei em amarelo as linhas das minhas posições, só pra comparar, tem muita empresa listada na B3 neste setor 😃

Clique pra ampliar e tentar ver algo, ou vai no site mesmo: https://www.fundamentus.com.br/resultado.php?segmento=25

A empresa continua sendo muito boa mas vendi ela por causa disso aí, preço um pouco mais alto em relação ao lucro. Também se olhar nos dados do site Fundamentus, a dívida em relação ao patrimônio na Engie também é maior do que nas outras 2, poderia ser mais um fator pra contribuir pra decisão, mas de verdade foi principalmente o P/L e a vontade de adicionar pequenas empresas na carteira.

Outro ativo que cheguei a olhar foi a FIQE3 do setor de telecomunicações, também empresa próxima de onde eu moro, eu vi que ela fez IPO recentemente e semelhante a LJQQ3, começou expandir, mas através da compra de concorrentes e outras empresas do mesmo setor, fazendo fusões/incorporações, uma estratégia que pode ser muito boa, se conseguirem administrar bem, pode ser um caso de crescimento tipo o da EQTL3 que faz isso no setor elétrico.


Também olhando o blog da colega Garota de Investimentos vi que ela tem comprado PETZ3 e dei uma espiada nela, setor de pet shops é algo que cresceu muito aqui no Brasil nos últimos anos, provavelmente vai continuar crescendo, então me parece ser uma boa opção dentre as microcaps pra diversificação da carteira, só achei o P/L um pouco elevado ainda, mas é normal considerando as expectativas de crescimento.

Fonte: https://www.fundamentus.com.br/resultado.php?segmento=11

 A PETZ até aparece no mesmo setor que a LJQQ pelo site Fundamentus, mas na verdade são de setores bem diferentes, comércio de produtos diversos engloba de tudo.

Bom pessoal, em resumo a mudança na carteira foi essa troca de EGIE3 por LJQQ3, e a possibilidade de adicionar mais algumas pequenas empresas futuramente, pensando que elas podem trazer algumas rentabilidades maiores do que as empresas que já estão consolidadas em seus setores. É praticamente impossível acertar a próxima Magalu ou Lojas Renner, mas podemos tentar. 

E vocês gostam de pequenas empresas? Tem algum mico em carteira?

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Novo aporte no Exterior

Olá!

Mesmo que o estudo do IVV vs IVVB11 mostrou que o IVVB11 é melhor, acabei por fazer um novo aporte no exterior, porque eu tenho objetivo de ter um pouco de capital fora do Brasil e também porque tenho outros ETFs que acho interessantes para investir no exterior e que aqui no Brasil não tem, além da pequena vantagem tributária.

Spread no envio
 

Enfim, peguei aquele dinheiro que tinha resgatado do CDB e enviei para a conta na Avenue, e depois fiz as seguintes compras: 3 SCHP; 1 VGLT e 2 VOO. São os mesmos ativos que tinha comprado ano passado, só aumentei um pouco a posição.

Aporte no exterior

Neste período que investi no exterior a taxa de juros acabou subindo no mundo todo e os ETFs de renda fixa tiveram queda nas cotações, atualmente estou com rentabilidade negativa em ambos, só o VOO que está levemente positivo. 

Pra ver como a gente se engana, eu acreditava que exatamente o contrário aconteceria quando montei essa posição, era pra o VOO ter caído e então eu venderia os ETF de renda fixa e compraria mais VOO, aconteceu o contrário, assim decidi manter a posição nos 3 ETFs por enquanto, esperando a taxa de juros cair e a cotação dos ETF VGLT e SCHP subirem, aí vou me desfazer de um deles, no post do ano passado a ideia era vender SCHP, mas agora acho que provavelmente será o VGLT que vai cair fora, pensando que a inflação está subindo os títulos atrelados a inflação podem acabar tendo vantagem...

Até o futuro!

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Estudo IVV vs IVVB11 [CORRIGIDO] e Fechamento Mensal

Olá a todos!!!

Hoje resolvi aproveitar o fechamento do mês pra um breve estudo do IVV vs IVVB11. Apenas olhando a oscilação de ambos e também do dólar no último ano para ver se tem diferença. 

Neste último ano o dólar saiu de R$ 5,70 para R$ 4,70, e eu estou pensando em fazer um novo aporte mas aquele alto Spread (custo pra enviar o dinheiro para o exterior) me deixou desanimado, então resolvi fazer um estudo comparativo com o IVVB11 que é a mesma coisa que o IVV mas investindo direto aqui no Brasil.

O ETF IVV foi de 402,08 para 452,15 dólares.

E o IVVB11, ETF brasileiro que compra cotas do ETF IVV, foi de R$ 249,40 para R$ 231,77.


Fiz uns cálculos rápidos simulando um investimento de 10 mil reais, usando um Spread de 2,5% que foi o que me custou enviar o dinheiro para o exterior pela Avenue no ano passado. Bom, se minha lógica não estiver errada, quem investiu no exterior neste último ano se deu muito bem, a diferença foi muito maior do que eu esperava. CORREÇÃO: Encontramos o erro na cotação do dólar e a diferença se foi, no fim a diferença foi o spread.

Estudo corrigido!

Quem investiu 10 mil reais em IVVB11 conseguiu comprar cerca de 40 cotas deste ETF e teve a variação de -7% no período, sem necessidades de fazer cálculos aqui.

Quem investiu 10 mil reais no exterior, na transferência isso virou U$ 1.710,53, comprando IVV no fracionário deu pra comprar 4,25 cotas, convertendo pra reais ficou investido R$ 9.740,39, saindo com uma perda logo de cara no comparativo com quem comprou o IVVB11 diretamente aqui no Brasil.

No final de 1 ano, o IVV lá fora valorizou 12,45%, mas transformando isso em reais, resultou em R$ 9.031,70, (4,25*452,15*4,70) um resultado de -7,28%, por causa da queda do dólar.

Então, se fosse resgatar e pagar mais 2,5% de spread (taxas etc pra trazer o dinheiro de volta pro Brasil) o resultado do investimento lá fora teria sido pior nesse período de 1 ano, por causa dos custos. Obrigado ao FIRE Jovem que me ajudou a encontrar meu erro nesse breve estudo, eu tinha uma noção de que não poderia ser verdade o resultado que havia encontrado primeiro, onde o investimento direto no exterior tinha sido melhor mesmo considerando as taxas, não fazia sentido, agora sim com a cotação certa o resultado ficou bem mais próximo entre ambos ativos.

Ainda não posso acreditar nessa diferença, nos outros estudos que vi pela internet comparando esses dois ativos o resultado final sempre era muito próximo, talvez seja algo atípico por causa da queda do dólar? Se for isso talvez comprar o IVVB11 agora seja vantagem esperando que o GAP se feche? Eu estou achando que devo ter cometido algum erro e espero que me apontem o erro nos comentários 😅

Fechamento Mensal Março/22 +3%

Vamos para o fechamento agora. Finalmente um mês positivo nas ações, subiram 12,5%, nos FIIs a alta foi de 5%, mas no exterior o resultado foi ruim, queda de 11,6% por causa da queda do dólar e também o ETF VGLT que está caindo. As criptomoedas ficaram no zero a zero, renda fixa rendendo 0,7% e o resultado final foi 3% positivo.


Eu resgatei ontem o dinheiro de um CDB do PAGBANK, estou pensando em enviar esse dinheiro para o exterior.. Além disso no mês passado eu não fiz o aporte em ações nem em FIIs, apenas 1k em renda fixa e comprei 28 cotas de MXRF11 com rendimentos mensais dos FIIs aproveitando a baixa nos preços, paguei R$ 9,15 na cota. Devido ao resgate a coluna do aporte ficou negativa, -4258 reais.

Até o futuro!