TRXF11: análise completa, dividendos, riscos e preço justo em 2026

Vendo vídeos dos influencers das finanças, vi que o Economista Sincero estava comprando o TRXF11 em março, e recentemente caiu muito, e resolvi estudar um pouco ele. Pra começar, eu baixei o relatório que ele compartilhou no vídeo, podem ver ele aqui, na época a recomendação era de compra até preço teto de R$ 105,28, e o fundo estava cotado em R$93,10, hoje o fundo está cotado em R$ 71,89.



 Apesar da grande queda após as mancadas da gestora, no checklist o FII ainda está 100%.

  

Compartilhada a origem da minha curiosidade, vamos ao que descobri com base nos últimos relatórios gerenciais.

E atenção! Não é recomendação de compra ou venda! 

Pra começar, por que a cota caiu tanto em agosto?

O principal gatilho foi a desconfiança do mercado em relação à estratégia de expansão da TRX, especialmente à 13ª emissão de cotas e à rentabilidade das aquisições anunciadas.
 
Em 5 de agosto, o TRXF11 anunciou uma emissão inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões, com possibilidade de chegar a R$ 10 bilhões considerando o lote adicional. O preço de subscrição ficou em R$ 94,39, incluindo os custos de distribuição.

O mercado reagiu mal por vários motivos:

  • Preço baseado em patrimônio que poderia estar desatualizado. A emissão foi precificada usando como referência o valor patrimonial anterior. O CEO da TRX reconheceu publicamente que poderia ter sido mais adequado realizar uma reavaliação extraordinária dos imóveis antes da oferta.

  • Diluição patrimonial. Emitir cotas abaixo do valor patrimonial por cota pode reduzir o patrimônio por cota dos investidores existentes.

  • Complexidade das Operações. Algumas aquisições envolviam estruturas com outros fundos imobiliários, cotas de fundos geridos por terceiros, pagamento parcelado e financiamento. No caso do portfólio ligado à Cyrela, a estrutura anunciada previa a criação de fundos e o pagamento em dinheiro ou por compensação via subscrição de cotas. 
  • Diluição de participação e poder de voto. Uma emissão de tamanho tão grande pode alterar substancialmente a participação relativa dos cotistas que não acompanham a oferta.
  • O uso de cotas como pagamento virou um risco adicional. Quando a cotação do TRXF11 caiu muito abaixo do preço de emissão, ficou mais difícil sustentar a economia originalmente negociada com os vendedores.
Há uma distinção essencial: captar bilhões não é necessariamente ruim. O problema é captar esse volume se os ativos comprados não gerarem retorno suficiente para compensar a diluição, os custos financeiros e os riscos adicionais.
 
Resumo dos prováveis motivos da queda

As fontes mais úteis para aprofundar o episódio são a análise do BB Investimentos, de 24 de agosto, a entrevista da InfoMoney com o CEO da TRX, de 22 de agosto e o relatório gerencial oficial de agosto.
 

Sobre o TRXF11

O TRXF11 é um dos fundos imobiliários de gestão ativa que ampliaram significativamente seu portfólio nos últimos anos. Sua estratégia combina imóveis de varejo, centros logísticos, participações em shopping centers e outros segmentos imobiliários, buscando gerar renda recorrente e ganhos com a compra e venda de ativos.

O fundo apresenta características interessantes para investidores de longo prazo: contratos de locação extensos, vacância baixa, diversificação crescente e imóveis ocupados por empresas conhecidas. Entretanto, a expansão acelerada, o uso de operações estruturadas, o custo das dívidas e a forte desvalorização das cotas em 2026 exigem uma análise que vá além do dividend yield.

O relatório gerencial de setembro, divulgado em 6 de outubro de 2026, mostra um fundo que passou por uma transformação relevante em escala e composição da carteira, especialmente após a 13ª emissão de cotas.

 

https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/downloadDocumento?id=1341443&CodigoTipoInstituicao=1

Como o fundo gera renda?

 O TRXF11 possui uma estratégia de gestão ativa. Ele compra, desenvolve, vende e mantém participações em imóveis, combinando receitas recorrentes de aluguel com ganhos extraordinários de capital e rendimentos de investimentos imobiliários indiretos.


A exposição a diferentes setores é um ponto favorável. O fundo não depende exclusivamente de supermercados ou lojas de rua: também possui imóveis logísticos, shopping centers, hospitais e outros ativos.

Essa diversificação, porém, precisa ser interpretada com cuidado. Ter imóveis em vários segmentos não significa automaticamente ter receitas igualmente distribuídas, pois determinados locatários, grupos econômicos ou operações podem representar parcelas relevantes do resultado.

A qualidade dos contratos

No relatório de setembro, 56,53% da receita por tipo de contrato é classificada como atípica. O restante está distribuído entre contratos típicos de logística, shopping centers e imóveis comerciais. O IPCA representa o principal índice de reajuste, com participação de 82,64%. 

Contratos atípicos costumam oferecer maior proteção contratual em caso de rescisão antecipada, frequentemente com multas mais robustas. Isso pode reduzir o risco de saída prematura do locatário, mas não elimina o risco de inadimplência, renegociação ou dificuldade para substituir o ocupante ao término do contrato.

A duração média de 11,06 anos é outro fator favorável à previsibilidade das receitas. Por outro lado, contratos longos não garantem que o aluguel permanecerá economicamente competitivo nem que o inquilino continuará financeiramente saudável por todo o período.

Qualidade dos imóveis e dos locatários

A carteira reúne empresas e operadores conhecidos, entre eles Mercado Livre, Assaí, Grupo Mateus, Albert Einstein, Shopee, DHL, Pão de Açúcar, Atacadão e Sírio-Libanês. O relatório também identifica receitas provenientes de lojistas de shopping centers e de grupos de locatários logísticos e corporativos.

Mas há uma ressalva importante: a reputação da marca não substitui a análise de crédito do locatário, e a qualidade física do imóvel não garante um bom preço de aquisição.

Para avaliar os ativos de maneira completa, é necessário considerar:
- Localização e acessibilidade, especialmente nos galpões logísticos.
- Qualidade construtiva, estado de conservação e necessidade de investimentos futuros.
- Relação entre o aluguel recebido e o valor de mercado do imóvel.
- Facilidade de encontrar outro locatário caso o atual desocupe o espaço.
- Concentração de receita por empresa e grupo econômico.
- Prazo de vencimento e condições de rescisão dos contratos.

Eu não tenho tempo nem habilidade pra fazer essa avaliação no momento atual. Do pouco que pesquisei, vi que o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) foi homologado pela Justiça em 7 de outubro de 2026 e publicado em 20 de outubro de 2026. É um ponto de atenção.

Análise da distribuição de rendimentos

O relatório de setembro apresenta os seguintes números para o resultado:

Indicador

Setembro de 2026

Resultado operacional

R$ 74,22 milhões

Resultado operacional por cota

R$ 1,19

Distribuição por cota

R$ 0,93

Resultado operacional acumulado por cota em 12 meses

R$ 12,54

Distribuição acumulada por cota em 12 meses

R$ 11,80



Tem pago bem e mantém um rendimento acumulado.

Endividamento e risco financeiro

O endividamento merece atenção especial, porque o TRXF11 cresceu rapidamente por meio de aquisições e estruturas de financiamento imobiliário. 

No relatório de agosto de 2026, a estrutura financeira divulgada para o TRXF11 apresentava:

Indicador

Agosto de 2026

Total investido em ativos

R$ 9,77 bilhões

Saldo devedor das securitizações

R$ 2,91 bilhões

Securitizações / ativos

29,78%

Alavancagem líquida

22,99%

Custo médio da dívida indexada ao IPCA

IPCA + 7,13%

Custo médio da dívida indexada ao CDI

CDI + 1,75%

Ativos com liquidez

R$ 663,16 milhões

Necessidade de caixa para amortizações em 12 meses

R$ 88,82 milhões

Índice de liquidez corrente divulgado

7,47 vezes

O lado favorável: a gestão informava ativos líquidos suficientes para cobrir com folga a necessidade de caixa prevista para as amortizações dos 12 meses seguintes. O prazo médio da dívida também era longo, reduzindo a concentração imediata de vencimentos.

O lado preocupante: a alavancagem líquida de 22,99% e o custo das securitizações são relevantes. A dívida atrelada ao IPCA + 7,13% tem custo real elevado, enquanto a parcela atrelada ao CDI permanece sensível à taxa básica de juros.

É importante observar que esses são números de agosto, e não uma confirmação do endividamento após todas as operações de setembro. A nova composição da carteira precisa ser analisada junto das obrigações assumidas nas aquisições mais recentes.

Avaliação da gestora TRX

 A TRX Gestora de Recursos atua no mercado imobiliário desde 2007 e trabalha com originação, estruturação, aquisição, desenvolvimento e gestão de imóveis. O relatório de setembro destaca mais de R$ 20 bilhões captados em investimentos imobiliários, mais de 200 operações realizadas e mais de 350 mil investidores alcançados pela atuação da gestora.

A TRX apresenta experiência relevante em operações imobiliárias e uma estratégia ativa que pode gerar valor por meio da negociação de imóveis, contratos estruturados e reciclagem do portfólio.

Os pontos favoráveis são:

  • Experiência em operações de sale and leaseback e built to suit.

  • Capacidade de negociar aquisições e vendas de grande porte.

  • Ampliação da diversificação entre segmentos imobiliários.

  • Comunicação recorrente com investidores por relatórios gerenciais e webcasts.

Os pontos que merecem acompanhamento são:

  • Ritmo de expansão e qualidade dos preços pagos nas aquisições.

  • Custo e evolução do endividamento.

  • Dependência de ganhos de capital para complementar o resultado.

  • Execução das vendas planejadas e conversão de operações anunciadas em resultados efetivos.

  • Alinhamento entre crescimento do patrimônio, geração recorrente de caixa e distribuição por cota.

Também é relevante considerar as taxas divulgadas pelo fundo: administração de 1% ao ano sobre o valor de mercado e performance de 20% sobre o excesso dos rendimentos distribuídos em relação ao IPCA + 6% ao ano.



Qual é o preço justo do TRXF11?

Para estimar o preço justo, vou utilizar uma abordagem baseada na renda anual por cota e no dividend yield exigido pelo investidor. É um método simples, adequado para uma primeira avaliação de um FII de renda, mas depende de a distribuição ser sustentável.

Método 1: Avaliação pelo rendimento anual

O fundo distribui R$ 0,93 por cota ao mês, e a gestão indicou uma faixa de R$ 0,90 a R$ 0,93 para os 12 meses seguintes. Considerando a manutenção de R$ 0,93, temos:

Renda anual = 0,93 x 12 = R$ 11,16

A fórmula utilizada é: Preço justo = Renda anual por cota / Yield exigido 

Como o fundo apresenta riscos de endividamento, execução das aquisições e volatilidade dos resultados, considero razoável trabalhar com uma faixa de yield exigido entre 11,5% e 12,5% ao ano para esta estimativa ilustrativa.

Supondo Juro de 8% e Prêmio de risco de 4, ou supondo que o DY exigido fosse 12%, a fórmula ficaria assim: Preço justo estimado = 11,16 / 0,12 = R$ 93,00



https://bilionariodozero.blogspot.com/p/calculadora-de-preco-teto.html



Entretanto, esse resultado deve ser tratado como um cenário condicionado à manutenção dos rendimentos. Se a distribuição cair, o valor justo diminui proporcionalmente. Por exemplo, com R$ 0,90 por mês e yield exigido de 12%, o preço justo seria de R$ 90,00.

Método 2: Comparação com o valor patrimonial

O valor patrimonial divulgado para setembro foi de R$ 95,99 por cota, contra cotação de R$ 71,79. Isso significa que o investidor comprava a cota com desconto de aproximadamente 25,2% em relação ao patrimônio contábil.

Esse desconto é expressivo, mas o valor patrimonial não é necessariamente o preço pelo qual todos os imóveis poderiam ser vendidos. Avaliações imobiliárias dependem de premissas de mercado, e o valor econômico das participações indiretas e das obrigações financeiras também influencia o patrimônio atribuível aos cotistas.

Por isso, não considero adequado simplesmente afirmar que a cota vale R$ 95,99 porque esse é o valor patrimonial. O método de renda oferece uma referência independente, enquanto o valor patrimonial serve como uma segunda métrica para avaliar a margem de segurança.

Minha estimativa final

Preço de referência

R$ 71,79

Preço justo central estimado

R$ 93,00

Faixa estimada

R$ 89 a R$ 97

Margem de segurança sobre o valor central

22,8%

A margem de segurança de 22,8% corresponde ao desconto do preço de referência em relação ao preço justo central estimado. Ela não deve ser confundida com uma probabilidade de ganho.

O preço de R$ 93,00 é uma estimativa baseada na renda, não uma avaliação independente dos imóveis por fluxo de caixa descontado. Para uma avaliação mais robusta, seria necessário projetar os aluguéis, as despesas, as amortizações, os investimentos futuros e os ganhos de capital de cada segmento, além de estimar o valor residual dos ativos.


Principais riscos que o investidor deve acompanhar

Risco de mercado e de juros

O aumento das taxas exigidas pelos investidores pode reduzir o valor das cotas, mesmo que os aluguéis permaneçam em dia. O desconto patrimonial não impede novas quedas.

Risco de endividamento

O custo das securitizações é relevante, e o fundo precisa gerar retorno suficiente para remunerar os cotistas após juros e demais despesas. A expansão pode aumentar esse risco caso não seja acompanhada de disciplina financeira.

Risco de crédito e concentração

A diversificação por imóveis e setores é positiva, mas a saúde financeira dos principais locatários continua determinante. Problemas de um grande grupo podem afetar a receita, as renegociações e o valor dos imóveis.

Risco de sustentabilidade dos dividendos

O resultado mensal sofre influência de receitas extraordinárias e de investimentos indiretos. É necessário verificar se o caixa recorrente sustenta os R$ 0,93 por cota sem depender continuamente de vendas de ativos.

Risco de execução e avaliação dos imóveis

Aquisições, obras e vendas podem sofrer atrasos, condições suspensivas ou mudanças de preço. A venda frustrada de imóveis do GPA demonstra que uma operação anunciada não deve ser considerada financeiramente concluída antes de seu fechamento.


Conclusões Pessoais

Olhando os números, o FII parece ser bom. O que chama atenção é a complexidade do fundo, alta alavancagem, a ganância dos gestores com taxa de 1% + taxa de performance. Assim, o desconto em relação ao valor patrimonial parece que inclui a desconfiança da gestora, talvez  reduzindo alavancagem, dessem uma simplificada no fundo, o desconto fosse menor.

Analisando a minha carteira pessoal, tenho alguns FIIs que também estão com pontos de atenção: inquilinos com recuperação judicial, queda na distribuição, estou pensando se é hora de eu trocar alguns? As eleições trouxeram mais volatilidade e a percepção de risco reduziu com a possibilidade da direita vencer, quem sabe eu vendo alguma coisa agora e sobra um dinheiro pra investir em FIIs mais descontados.
  

E atenção! Não é recomendação de compra ou venda!

Fato Relevante! OPA da Unifique

É isso aí meus colegas investidores!

Fato divulgado no dia 02/10, Unifique resolveu sair da bolsa, fez uma oferta pública para recomprar as ações listadas na bolsa por R$ 6,00, famoso OPA, uma pena que mais uma empresa boa não quer sócios, eu até entendo o lado do controlador, tem muitas obrigações, principalmente por ser listado no Novo Mercado, e se eles tem condições de recomprar as ações, num preço menor que seu IPO, com certeza é um baita lucro para o controlador.   

Já pro acionista minoritário nem tanto, principalmente pra quem entrou no IPO que vai sair no prejuízo. Por isso que muita gente não compra no IPO, uns 20 anos atrás era moda entrar no IPO e sair nos primeiros dias, vendendo pra quem não conseguiu participar do IPO, mas é uma loteria. Melhor aguardar uns anos pra ver o resultado. 

https://www.rad.cvm.gov.br/ENET/frmDownloadDocumento.aspx?Tela=ext&numSequencia=1098753&numVersao=1&numProtocolo=1574047&descTipo=IPE&CodigoInstituicao=1


 

O preço de R$ 6,00 é justo?

Eis a questão! Particularmente, eu acho pouco, empresa bem administrada, setor interessante, crescendo lucro e receita, acho que daria pra pagar um pouco mais. 

https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=FIQE3&tipo=2

 

O fato relevante dá prazo de 15 dias para requerimento de convocação de assembleia especial de acionistas, para que possam deliberar sobre uma nova avaliação da empresa. Também, pra OPA acontecer,  a Resolução CVM 215 estabelece, entre outros requisitos, que mais de 2/3 das ações elegíveis precisam aceitar a OPA ou concordar expressamente com o cancelamento do registro.

Inicialmente pensei que seria fácil pra empresa fechar o capital, visto que a Unitá detém 65% das ações, e o Fabiano Busnardo que é um dos donos também possui mais 4,27%, mas pelo que descobri parece que a Unitá não vota nesse caso, e o Fabiano também não vota, pois é um dos controladores da companhia e também possui participação direta na Unitá. 

Então, na realidade, o quórum da OPA será formado pelas ações em circulação, que atualmente representam 24,99% da companhia. Mas nem todas necessariamente entrarão no cálculo: somente as ações dos acionistas que se habilitarem para o leilão serão consideradas ações elegíveis. 

Principais acionistas

Para o quórum da OPA, só entram as ações dos minoritários que se habilitarem para o leilão. A CVM chama essas ações de "ações elegíveis". 

§ 5º  Para fins do disposto neste artigo, consideram-se ações elegíveis as ações em circulação cujos titulares se habilitem para o leilão de OPA, na forma do art. 25, § 1º, ou, no caso de dispensa de leilão, aquelas cujos titulares formalizem manifestação por meio de procedimento alternativo para adesão previsto no instrumento de OPA.  Resolução CVM 215

O denominador é formado pelas ações elegíveis, ou seja, pelas ações dos minoritários que se habilitarem para participar do leilão.

Por exemplo:

Cenário 1 — poucos minoritários participam

  • 10% se habilitam;
  • 7% aceitam vender;
  • 3% recusam.

Temos: 7 / 10 = 70% → ultrapassa 2/3.

A OPA poderia atingir o quórum.

Cenário 2 — muitos minoritários participam

  • 30% se habilitam;
  • 18% aceitam;
  • 12% recusam.

Temos: 18 / 30 = 60% → não chega aos 2/3.

Nesse caso, o cancelamento não alcançaria o quórum normal.

 

O que farei? 

No momento vou seguir acompanhando os novos fatos divulgados, tenho uma posição relevante da minha carteira nessa empresa, e gostaria de continuar com ela por mais tempo, mas se os controladores não querem sócios, não temos o que fazer, o melhor é pular fora e partir pra outras. 

Meu preço médio nela é R$ 3,92, se tiver que vender a R$ 6,00 que seja, pelo menos fiz um lucro, sem contar os dividendos.

Já tive essa experiência com a ENBR3 que fechou capital uns anos atrás, curiosamente com dinheiro da venda de ENBR3 eu acabei comprando FIQE3 na época 😀

https://bilionariodozero.blogspot.com/2023/04/fechamento-de-marco-2023.html


 

UPDATE 21/10/2026

Acabei de ver nos emails que os cotistas pediram a reavaliação da empresa, tem boas chances dessa OPA não sair, ou se sair talvez a gente receba um pouco mais!


Fato Relevante
Pedido de Convocação de Assembleia Especial de
Acionistas Titulares de Ações em Circulação

A Unifique Telecomunicações S.A. (“Companhia”) (B3: FIQE3), em cumprimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), na Resolução CVM nº 44, de 23 de agosto de 2021, conforme alterada (“Resolução CVM 44”), e na Resolução CVM nº 215, de 29 de outubro de 2024, conforme alterada (“Resolução CVM 215”), informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, em 15 de outubro de 2026, após o encerramento do pregão da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, pedido formulado por acionistas titulares, em conjunto, de mais de 10% (dez por cento) das ações em circulação de emissão da Companhia, para a convocação de assembleia especial (“Assembleia Especial”), nos termos do artigo 4º-A da Lei das Sociedades por Ações, a fim de deliberar sobre a realização de nova avaliação para determinação do valor das ações ordinárias de emissão da Companhia, no âmbito da oferta pública unificada de aquisição de ações anunciada pelo acionista controlador da Companhia em 2 de outubro de 2026, visando à conversão do registro de companhia aberta da categoria “A” para a categoria “B” e à saída do Novo Mercado (“OPA”).

O Conselho de Administração da Companhia reunir-se-á oportunamente para apreciar o pedido recebido, cuja íntegra consta do Anexo I a este Fato Relevante, e deliberar sobre a convocação da Assembleia Especial.

Em decorrência do referido pedido de convocação da Assembleia Especial, o processo de registro da OPA perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) encontra-se suspenso a partir da presente data, nos termos do artigo 40, inciso I, da Resolução CVM 215.

A Companhia reafirma o seu compromisso de manter seus acionistas e o mercado em geral informados sobre desdobramentos relevantes dos assuntos aqui tratados.

Timbó, 16 de outubro de 2026
Luiz Bogo Junior
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

 

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Até o futuro! 

FLÁVIO DAY: O DIA EM QUE O MERCADO BRASILEIRO DISPAROU

Que loucura! Nunca tinha visto uma alta forte desse jeito, euforia total! 😀

O mercado brasileiro viveu um dia fora da curva nesta segunda-feira (05/10/2026).

Após o resultado do 1º turno das eleições presidenciais, os investidores reagiram fortemente às novas perspectivas para o cenário político e econômico. O movimento ganhou até um apelido no mercado: “Flávio Day”.

🚀 Ibovespa: chegou a 209.605 pontos, novo recorde histórico, com alta superior a 8% no intraday.

💵 Dólar: chegou a cair mais de 4%, ficando abaixo de R$ 5,00.

📉 Juros futuros: forte fechamento da curva. O DI Jan/28 chegou a recuar cerca de 77 pontos-base pela manhã.

🏦 Tesouro Prefixado 2032: a taxa caiu de 14,15% para 12,95%, uma queda de 1,20 ponto percentual — uma das maiores quedas diárias já registradas.

📊 Tesouro IPCA+ 2050: passou de IPCA + 7,06% para IPCA + 6,32%, recuo de 0,74 ponto percentual.

📈 Ações: bancos, varejo e Petrobras estiveram entre os destaques. BTG, Magazine Luiza e B3 chegaram a registrar altas superiores a 20% no início do pregão.




💡 E o que isso significa para o investidor?


Quando as taxas de juros caem, os títulos de renda fixa já comprados a taxas mais altas podem se valorizar pela marcação a mercado. Ao mesmo tempo, a queda dos juros tende a beneficiar ativos de maior risco, como ações e FIIs.

Mas atenção: o mercado está precificando expectativas, não certezas. O segundo turno ainda está pela frente e a volatilidade deve continuar elevada.

O pregão de hoje mostra, mais uma vez, como política, juros, câmbio e Bolsa estão diretamente conectados.

📌 Você aproveitou as taxas altas da renda fixa antes dessa queda?


💰 Bilionário do Zero — O caminho da liberdade financeira.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fechamento 90: Setembro de 2026

Olá a todos!

Entramos no último trimestre do ano, com a carteira voltando pra dentro da meta estipulada.

Rentabilidade 

Setembro foi bem positivo nos segmentos de ações (3,57%) e tesouro direto (4,48%), onde tenho a maior parte da carteira, foi negativo no exterior (-4,79%), onde o FED aumentou as taxas de juros, fazendo com que XLRE e VGLT caíssem. Esse aumento da taxa básica de juros americana, tende a atrair capital pros EUA, então o resto do mundo vai ter que manter suas taxas de juros mais altas, para atrair investidores.

 

Rentabilidade de Setembro

Planilha de Rentabilidade e Meta Financeira
 

A rentabilidade consolidada no statusinvest foi de 1,61%, na minha planilha de controle deu 2,75%. O acumulado foi de R$ 261.989,73, muito próximo da meta de R$ 261.995,40. 

 

https://bilionariodozero.blogspot.com/p/evolucao-patrimonial.html

Aqui no Brasil, o Copom reduziu a taxa SELIC em 0,25 p.p. para 13,75%, foi bom para o mercado, mas depois dessa alta americana, provavelmente será difícil reduzir daqui pra frente. Além disso, o petróleo segue em alta, acredito que após as eleições, o preço dos combustíveis por aqui vai disparar, gerando mais inflação.
 

Petróleo segue em alta com os conflitos do Oriente Médio


Olhando pro cenário econômico, provavelmente teremos taxas altas por mais tempo, o que deve prejudicar muitas empresas com margens de lucro pequenas, como varejo, e construtoras onde os clientes dependem de financiamentos. Por outro lado, seguradoras devem lucrar mais com os rendimentos, e se o dólar se valorizar, empresas de commodities e exportadoras devem lucrar mais.

Um fato recente que impactou as ações foi a proibição das bets, disparou preço da MGLU (+61%), até a falecida LJQQ3 disparou, pois o mercado acredita que se o povo parar de perder dinheiro em apostas, vão voltar a gastar nas lojas tradicionais. Eu acho que deveriam terminar inclusive com Loterias da Caixa. 

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/28/mp-proibe-bets-e-determina-encerramento-das-operacoes-em-30-dias

Então tivemos nesse mês notícias bem positivas pro mercado aqui no Brasil, e algumas negativas no exterior, vamos ver como ficam as coisas nesse último trimestre.

 

Rentabilidades Mensais da Carteira no Sistema Status Invest


Transações

Fiz um aporte de 3.030,29 no Tesouro Educa+ 2042, aproveitando as taxas altas, 7,36% nessa compra.

Depois vi que tinha um bom saldo de dividendos e proventos recebidos, resolvi reinvestir o saldo da XP no IFRA11, que comecei comprar recentemente, e na Clear resolvi comprar LREN3, que estava de olho já algum tempo pelo fato que o lucro vs cotação está bem distante, conforme já demonstrei no estudo dela feito em julho. 

Transações

Próximos investimentos 

Desde o ano passado, estou estudando investir em fundos de PGBL, porque no PGBL você pode deduzir até 12% da sua renda bruta anual tributável na declaração do Imposto de Renda, e eu estou pagando demais. Claro que no futuro o imposto virá sobre o valor total investido, mas pelas minhas contas, ainda é vantagem. Se investir 12k por ano, terei uma redução de 3.300 no imposto de renda a pagar (27,50%). 

Achei um fundo na XP com taxa anual de 0,25%, o Trend Pós-Fixado XP Seg Prev FIC FIRF PGBL/VGBL, CNPJ: 33.784.231/0001-92, também achei interessante esse do BTG com taxa zero, mas teria que abrir conta lá, inclusive eu já tinha aberto ano passado e acabei fechando porque tinha desistido da ideia, mas que bah! 

Carteira de Investimentos

Tudo dentro das metas de alocação por classe.


 Proventos

 Recebi 589,83 em setembro, até que foi bom.




Confesso que esqueci de usar a minha nova planilha, que em teoria ficou bem melhor que a velha planilha cheia de remendos, mas como já estou acostumado na velha, ainda não migrei de fato, nem sei se migrarei. 😅

 

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Até o futuro! 

 

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