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A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira

Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.

Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos. 

XPML11 – A recuperação após a pandemia

O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.

Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.

Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.

https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/

XPLG11 – Evolução gradual da renda

O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.

Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.

https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/

HGLG11 – Logística de alta qualidade

O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.

Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.

https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/

 

KNRI11 – Crescimento consistente ao longo do tempo

O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.

Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.

investidor10.com.br/fiis/KNRI11/

HGRU11 – Um dos históricos mais consistentes

Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.

A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.

https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/


RECR11 (Antigo UBSR11) – Dividendos elevados, porém mais cíclicos

O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.

Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.

Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/recr11/

MXRF11 – Crescimento gradual e previsível

O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.

Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.

Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.

https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/

Lista dos FIIs da carteira e seus indicadores atuais

https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo
 

Conclusão 

A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.

Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.

Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.

 

E os FIIs que saíram da carteira ao longo do caminho?

Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.

A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.

BRCR11 – Recuperação operacional, mas fora da carteira

O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo... 

Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.

https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/

XPCM11 – Um exemplo de que nem todo FII dá certo

O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.

Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.

Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!

https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/

GGRC11 – Venda por estratégia tributária

O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.

Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.

 

https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/


HGRE11 – Um bom fundo que acabou saindo

O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.

Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/

No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.

HGBS11 – Um ciclo completo no segmento de shoppings

O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.

Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings. 

Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.

https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/

 

SAAG11 → incorporação pelo RBVA11

O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.

Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.

 

https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/

 Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.

 

BBPO11 – Outro bom fundo que acabou saindo

O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.

https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/
 

Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.


O principal aprendizado

Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.

Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.

Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor. 

No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo. 

 

Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira. 


  

Até o futuro!

Subscrição de FIIs: XPML12, HGLG12, MXRF12 vale a pena?

Fala investidores imobiliários, tudo bem?

Os gestores resolveram captar recursos, aproveitando que a maioria está sendo negociada muito próximo do valor patrimonial, 3 FIIs que tenho em carteira anunciaram subscrição e já recebi direitos de XPML12 e HGLG12, fiz uma rápida análise e vou compartilhar aqui minha decisão.

É importante ressaltar que esta análise tem fins educacionais e não deve ser considerada como uma recomendação de investimento. A decisão de participar ou não da subscrição é sua e deve estar alinhada com seus objetivos e perfil de investidor.

Vídeo no Canal

 

Subscrição no XP Malls FII  BVMF: XPML11 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 105,44 agora, e o valor para subscrição é R$ 112,61, sem considerar taxa de distribuição, então pra mim não faz sentido participar, prefiro comprar mais barato no mercado secundário do que participar desta oferta primária.

https://www.google.com/finance/quote/XPML11:BVMF

Anúncio: https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=997187&cvm=true

Ainda tem o detalhe que é destinada exclusivamente a investidores profissionais.

 

Subscrição no HGLG11 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 159,61, e o valor para subscrição é R$ 162,22, então é outro que não participarei, pelo mesmo motivo, no mercado é mais barato.

https://www.google.com/finance/quote/HGLG11:BVMF?window=1Y

 2 bilhões, o apetite está bom hein?!

Anúncio de Início

 

Subscrição no MXRF11 em 2025 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 9,60 agora, e o valor para subscrição é R$ 9,50, valor muito próximo do negociado no mercado, então também vou considerar que não compensa e não farei nada. Considerando a taxa de 1,48% de distribuição, 0,14 por cota, o valor deve ficar em R$ 9,64, acima do valor de mercado, pra quem for participar da oferta.

 

https://www.google.com/finance/quote/MXRF11:BVMF?window=1Y

Se a diferença fosse maior até poderia fazer arbitragem de subscrição, flipagem como dizem, que seria vender as cotas no mercado secundário após a data base e subscrever pelo preço menor...
 

https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1007569&cvm=true


Conclusões

Como podem ver, acabei decidindo ficar de fora das 3 subscrições, por causa do preço e pelo fato de que ao participar na emissão de novas cotas, elas demoram uns dias para entrar na custódia, e também já tem um tempo que não tenho feito novos aportes nesta classe de ativos, estou achando mais vantagem em outras classes.

UPDATE: Hoje vi isso na corretora XP, a própria corretora avisa que o preço de exercício é maior que o preço atual, então fica fácil ver que não compensa participar.

  

OFF TOPIC: Agora pouco também li essa notícia, de que a MP 1303 tem prazo até amanhã para ser votada, e o senador Calheiros tirou ela da mesa hoje, então tem uma chance de isso não acontecer tão cedo, se não me engano, na última versão da MP haviam mantido a isenção nos FIIs, mas é interessante acompanhar.

 

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Até o futuro meus amigos! 

Fechamento Janeiro de 2022

Olá galera!!

Janeiro começou com polêmicas nos Fundos de Investimentos Imobiliários (FII), MXRF11 teve que se explicar com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a cotação do FII caiu legal nos últimos dias, mas depois de muitos Youtubers se juntarem e comentarem o assunto ao vivo na internet, a questão ganhou muita repercussão e a CVM acabou por suspender a decisão anteriormente tomada, que loucura. A internet é forte mesmo.

 

Confesso que não tirei tempo para me aprofundar no assunto, mas a CVM tem função de regular o mercado e em teoria ela está lá para defender os direitos dos investidores, então acredito que dessa vez eles devem ter cometido algum equívoco, porque apesar de ser uma decisão do colegiado, acabaram voltando atrás.

Carteira de Investimento e Resultados

Os aportes foram 1000 reais para renda fixa da nu conta, 500 para ações e 500 para FIIs. Compras do mês foram 4 KNRI11 a R$ 136,50, 19 MXRF11 a R$ 10,01 e 31 PSSA3 à R$ 19,04. O resultado mensal fechou negativo em -1% em janeiro, principalmente devido ao mercado exterior, queda do dólar, e às criptomoedas que tiveram um mês bem negativo, 27% de queda na média das criptos.

 

Também uma questão que esqueci de comentar no fechamento de dezembro, a inflação em 2021 ficou em 10,06% medida pelo IPCA... então apesar do resultado anual ter sido ruim, considerando a inflação a rentabilidade real ficou -10,374%, apenas um pouco pior segundo a pela planilha que eu uso, feita pelo AdP!

Fevereiro a princípio estou pensando em comprar alguma coisa de cripto de novo e talvez enviar um pouco para o exterior, para aproveitar as quedas, mas ainda não decidi sobre isso então vou observar um pouco mais pra tentar descobrir se essa queda é oportunidade ou apenas o começo de uma tendência de baixa. 

Outra opção de investimento que eu tinha abandonado a princípio, o Tesouro Direto IPCA+ está pagando inflação mais 5% ao ano, o que dá cerca de 15% ao ano atualmente... ou 5% de rendimento real, me parece uma opção bem segura para o momento, podendo ter um pouco de perda no curto prazo caso os juros continuem subindo, mas no longo prazo acredito que os juros tendem a cair e assim o preço do título público vai subir nesse momento, dando uma rentabilidade ainda melhor do que a do vencimento, é de se pensar.

Até o futuro!


Aporte de Outubro (FIIs)

Olá a todos!

O aporte que seria no TD, apliquei em FIIs, a minha planilha estava conforme imagem abaixo, e resolvi seguir ela quase a risca para manter essa parte bem distribuída, só faltou comprar KNRI11, quem sabe alguma renda extra eu aporte nele nos próximos dias.

 

Carteira antes das Compras

Ordens executadas


Abaixo a planilha atualizada.

"O caminho do sucesso é a busca contínua pelo conhecimento."

Napoleon Hill


 Até!


Aporte de Renda Extra e Assuntos Aleatórios

 Olá!

Transferi hoje R$ 1.000,00 para conta da Clear e R$ 1.500,00 para conta da XP, somando com o aporte de 500 que fiz estes dias, este mês vai fechar em R$ 3.000,00 aportados. Esse dinheiro veio principalmente de renda extra e também devido a redução de gastos domésticos.

Eu recebi 12 MXRF12, que são direitos de subscrição de MXRF11, resolvi entrar nessa já que o valor do mercado hoje ainda está mais alto que o valor da subscrição, e pelo visto acho que não vai cair mais.

O prazo para receber os direitos de subscrição era no dia 3, então após esse dia o pessoal vendeu as cotas no mercado para recomprar mais barato na Oferta, eu devia ter feito isso também, mas não estou acompanhando o mercado tanto quando deveria, já comentei isso por aí, estou evitando passar o dia olhando cotação.

Feita a subscrição preciso deixar esse saldo de R$ 123,36 na conta da XP no dia 21/08. E o que fazer com o restante do aporte da XP? Em torno de R$ 1.464,00 é o que posso investir mantendo o saldo da subscrição, resolvi aportar quase tudo no tesouro direto, porque o investimento em renda variável está passando muito dos 50% planejados.

Olhando as opções, resolvi aportar no IPCA+ 2035, comprei 0,72 títulos no total de R$ 1.383,91. 3,77% é uma taxa baixa se for analisar, mas é um ganho acima da inflação, acho razoável, e já tenho muito no tesouro SELIC, que atualmente rende praticamente zero.

Interessante olhar o gráfico do preço do título, teve uma queda tremenda em março, eu devia ter aportado nessa época, mas acho que não tinha grana... recuperou tudo até julho e deu uma quedinha nos últimos dias, bem volátil essa minha renda fixa, esse título em especial é praticamente um FII de tijolo.

Preço do Tesouro IPCA+ 2035

Na parte das ações, fui pra minha planilha de balanceamento, minhas menores posições são B3, Ambev e Grendene atualmente, B3 é que tem tido melhores resultados, mas o P/L dela me assusta um pouco.

Eu comprei 1 ação da B3 a mais de 1 ano a R$ 42,93, acho que mesmo com esse preço alto em relação ao lucro, chegou a hora de comprar um pouco mais, então comprei 8 B3SA3F pelo preço de 60,71 cada, total R$ 485,68 sem contar taxas. Pra não entrar com todo aporte nesse ativo, comprei também Ambev, e deixei a Grendene de lado por mais uns dias. Apesar dos resultados ruins, pelo menos Ambev ainda é lucrativa, a Grendene teve um trimestre muito ruim, prejuízo entregou todo lucro do primeiro trimestre e mais um pouco.

Meu preço médio em Ambev era R$ 19,25, com essa compra a R$ 13,20, o preço médio caiu para aproximadamente R$ 14,37, o que ainda me deixa no vermelho pelo preço atual. Esse ativo vem sofrendo muito com a concorrência, ao que parece, mas ainda acredito nela. Com esse aporte Ambev se tornou minha maior posição nas ações.

Aproveitando o post, o site Funds Explorer lançou uma opção de acompanhar a carteira de FIIs ou então criar diversas carteiras só pra estudos, eu lancei minhas compras lá e achei bem interessante o trabalho deles, te mostra os dividendos recebidos, preço médio, evolução... bem parecido com o site meus dividendos mas tem algumas coisas a mais, como te dizer quando metros quadrados você possui, achei bem legal, segue alguns prints do sistema deles.



O que eu mais gostei foi do gráfico dos dividendos, saudades do BBPO11, SAAG11 acho que sai na hora certa, XPCM11 foi prego total.

Artigo de hoje foi meio longo, tive que pensar bastante sobre o que fazer com esse novo aporte, mas no final praticamente segui o que a planilha mandou.

Abraços!





Aporte de Janeiro/2020 e destaque para MXRF11

Olá!

MXRF11 bem volátil essa semana

Fiz o aporte programado para Janeiro, R$ 350,00, e para balancear a carteira, apliquei em Tesouro SELIC. Estive pensando em comprar mais títulos atrelados ao IPCA, mas estou com um pouco de medo em relação a taxa de juros, acredito que estamos bem próximos do fim das quedas, e que neste ano a taxa deve voltar a subir um pouco, então vou aguardar e ficar no SELIC pra não perder no curto prazo.

O tesouro SELIC é o único título público que você nunca irá perder dinheiro, não importa o prazo que ficar, já os outros tem marcação a mercado e podem variar, por isso tenho a maior parte do investimento de renda fixa nele, serve também como minha reserva de emergência/oportunidades.

UPDATE 2022! Atualmente o título tesouro SELIC está pagando uma taxa extra, portanto possui marcação a mercado também e se essa taxa aumenta o preço do título cai, podendo ter resultado negativo no curto prazo.

Uma surpresa boa neste mês foi o dividendo do MXRF11, veio R$ 0,13 por cota, 1,14% de DY no meu preço médio, R$ 11,37. Dia 6 vai integralizar as cotas da última emissão, nesse dia acredito que vai ocorrer a tal da flipagem que tanto falam nos fóruns e grupos por aí, achei um canal novo do youtube onde o autor gosta bastante desse FII, e já fez vários videos sobre ele, segue um interessante.




Eu acho que vai cair pra perto de 13 reais, esse FII é um dos maiores DY da bolsa hoje, então a hora que acabar a flipagem é bem capaz de subir ainda mais, pra ficar parecido com DY de outros FII de papel.

Bis bald!

Movimentações

Mês de Agosto as Ações tiveram uma boa queda nos preços, então resolvi dar uma rebalanceada na carteira, pra deixar mais próximo dos 50% RF e 50% RV.

Resgatei os títulos que tinha Juros Semestrais, por que não tenho interesse em receber esses juros no momento, prefiro que sejam reaplicados e rendam mais juros sobre juros.

Recebi alguns dividendos de Grendene e Itaúsa este mês, com isso, comprei uma ação da ITSA3, que no momento da compra estava praticamente mesmo preço que ITSA4, então optei pela ordinária. Caso ITSA4 venha a ficar mais cara que ITSA3 eu irei fazer a troca também, prefiro as ordinárias ^^

E com o saldo do resgate do Tesouro, mais o saldo dos dividendos dos FII que tinha na XP, comprei algumas cotas de FII.
Dei uma modificada na minha planilha de acompanhamento também, pegando o preço atual automaticamente do Google agora, o comando é =GOOGLEFINANCE("ITSA3")
As maiores baixas no momento são ABEV3, WEGE3, MDIA3 e XPCM11. Após essas movimentações a carteira ainda está em torno de 60% renda fixa e 40% renda variável, pretendo corrigir isso com os próximos aportes, focar em ações até alcançar o objetivo dos 50/50.

Uma ideia que tenho é evitar vender, pra evitar pagar impostos e taxas. Fazer o balanceamento com compras utilizando aportes mensalmente, e com vendas somente anualmente ou semestralmente, ainda preciso estudar mais pra ver qual modelo é mais vantajoso.

Semana que vem faço novo post com o aporte. Até.

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