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Comparação do SCHG vs SCHD e questões tributárias

Olá a todos!!

Como vocês sabem, gosto de fazer alguns estudos, nos últimos meses andei pensando bastante sobre o que fazer com minha carteira no exterior, em relação as questões tributárias que vão mudar ano que vem, e também buscando oportunidades melhores.

Ao que tudo indica, a isenção que a gente tinha nas vendas abaixo de 35k por mês acabará, e a única vantagem que ouvi falar é sobre compensar prejuízos, me falaram que não tinha antes e agora terá...

Acabei me deparando com um ETF de crescimento da Charles Schwab, o SCHG, de vereda fui comparar ele com meu ETF preferido, SCHD, voltado para dividendos, e vi que nos últimos anos SCHG foi melhor.


Faz sentido né, afinal ele é de "crescimento".

No gráfico de drawdown abaixo você percebe que, nos anos mais recentes, a queda máxima do SCHG foi perto dos -35% enquanto SCHD na faixa dos -15%, então SCHG é muito mais arriscado.


Poucos momentos SCHD teve quedas maiores que SCHG, e com pouca diferença, setas azuis.

A tributação dos dividendos hoje é 30%, o que reduz bastante o retorno do SCHD, estou pensando que adicionar mais empresas de crescimento na carteira e que paguem menos dividendos pode ser vantagem, então adicionar o SCHG na carteira me pareceu fazer sentido, e para vocês?

Por outro lado, com o fim da isenção, vamos pagar 15% sobre o lucro na venda, então um ETF que dá mais valorização da cota teria essa "desvantagem", uma dúvida que tenho é se é possível deduzir os 30% de imposto retido dos dividendos quando vende com lucro, se isso for possível não será tão ruim manter o SCHD.

Comparação dos dividendos

 

Seria SCHG uma alternativa ao VOO?

Tenho na carteira de ETFs o VOO, que replica S&P500, comparando ele com SCHG, SCHG foi melhor nos últimos 10 anos.

SCHG ganhando do VOO (S&P500)

Aprofundando um pouco mais no SCHG, a composição dele é bastante exposta ao setor de tecnologia, o que explica ele ganhar do VOO, já que as ações das Microsoft, Apple, Google, Facebook etc cresceram muito nessa última década.

Agora a pergunta de 1 milhão de dólares: Setor de tecnologia vai continuar entregando um resultado melhor que os outros setores nas próximas décadas?

Se a resposta for SIM, acredito que é uma boa ideia fazer a troca do VOO pelo SCHG. Mas como eu não faço a mínima ideia, um ETF mais diversificado/neutro como o VOO é mais sensato.

Com base nisso tudo, este é um ETF que me pareceu muito interessante, principalmente se mantido junto com o SCHD, já que eles não se sobrepõem, mas no final, devido a dúvidas sobre o futuro, pra mim creio que um ETF mais neutro seja o melhor no momento.

SCHG E SCHD, apenas 3% das posições iguais

Agora, pensando em carteiras tipo ETF da Paz, se fosse pra ter só 2 ETFs, talvez estes 2 fossem uma boa opção pra quem busca crescimento e dividendos. Pra quem quer algo mais neutro, um VT ou VTI+VXUS, para economizar alguns centavos em taxas, seriam as melhores opções.

ReVar

Também tem outra novidade, ano que vem teremos um sistema novo para pagar imposto das operações na bolsa, tal do Programa Auxiliar de Apuração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física incidente sobre operações de Renda Variável - ReVar, pelo que entendi seremos obrigados a preencher nossos ativos neste sistema, informando o preço médio e se tem prejuízos a compensar, depois cadastrar todas operações, e então o sistema irá fazer as contas automaticamente pra você.

Sistema bastante semelhando as calculadoras de IR que tem por aí, será o fim delas?

Governo cada vez melhorando mais seus sistemas para cobrar impostos.

Referências

Gráficos de comparação: 

  1. https://portfolioslab.com/tools/stock-comparison/SCHG/SCHD
  2. https://portfolioslab.com/tools/stock-comparison/SCHG/VOO
  3. https://www.etfrc.com/funds/overlap.php 

Dados do SCHG:

  1. https://schwab.bynder.com/m/77142c08e2817a40/
  2. https://www.schwabassetmanagement.com/products/schg

Novo aporte no Exterior

Olá!

Mesmo que o estudo do IVV vs IVVB11 mostrou que o IVVB11 é melhor, acabei por fazer um novo aporte no exterior, porque eu tenho objetivo de ter um pouco de capital fora do Brasil e também porque tenho outros ETFs que acho interessantes para investir no exterior e que aqui no Brasil não tem, além da pequena vantagem tributária.

Spread no envio
 

Enfim, peguei aquele dinheiro que tinha resgatado do CDB e enviei para a conta na Avenue, e depois fiz as seguintes compras: 3 SCHP; 1 VGLT e 2 VOO. São os mesmos ativos que tinha comprado ano passado, só aumentei um pouco a posição.

Aporte no exterior

Neste período que investi no exterior a taxa de juros acabou subindo no mundo todo e os ETFs de renda fixa tiveram queda nas cotações, atualmente estou com rentabilidade negativa em ambos, só o VOO que está levemente positivo. 

Pra ver como a gente se engana, eu acreditava que exatamente o contrário aconteceria quando montei essa posição, era pra o VOO ter caído e então eu venderia os ETF de renda fixa e compraria mais VOO, aconteceu o contrário, assim decidi manter a posição nos 3 ETFs por enquanto, esperando a taxa de juros cair e a cotação dos ETF VGLT e SCHP subirem, aí vou me desfazer de um deles, no post do ano passado a ideia era vender SCHP, mas agora acho que provavelmente será o VGLT que vai cair fora, pensando que a inflação está subindo os títulos atrelados a inflação podem acabar tendo vantagem...

Até o futuro!

Primeiras compras no exterior

Olá, continuando o post do primeiro aporte no exterior, vou compartilhar agora as primeiras compras.

Cotação do ETF VOO

Eu decidi investir através de ETFs no exterior, que são Fundos de Índices, ou seja, normalmente eles seguem algum índice como S&P, IBOV etc, ficando próximo a média do mercado. No exterior os ETFs pagam dividendos, diferente do que aqui no Brasil, onde o dividendo é somado no valor do ETF, esses dividendos do exterior são tributados em 30% na fonte, ainda não tenho certeza da forma de declarar isso para o Imposto de Renda, mas como a Avenue ajuda nessa parte, vou deixar para ver isso mais adiante 😲

Sobre as escolhas de ETFs no exterior, o que eu levei em conta neste primeiro momento foi:

  • ETFs de baixo custo, quanto menor as taxas melhor;
  • ETFs descorrelacionados, quando um sobe o outro cai, para redução de volatilidade da carteira (VOO e VGLT);
  • O momento atual da economia norte americana, com aumento da inflação/juros, todos acham que uma queda deve acontecer, mas ninguém sabe.

Por isso, acabei comprando muita renda fixa atrelada a inflação, e quando as quedas vierem, eu pretendo realocar isso para a renda variável pouco a pouco, tirando de SCHP e passando para VOO. A cotação do VOO me parece um pouco espichada com preço bem acima das médias já a alguns meses, o normal seria o preço voltar a média de tempos em tempos. 

As compras foram:

  • 1 cota de VOO por $408,72
  • 16 cotas de SCHP por $63,09 totalizando U$$ 1.009,44
  • 5 cotas de VGLT por U$$ 88,75 cada, totalizando U$$ 443,75.

 
Bom, agora a ideia é aguardar o tal retorno as médias do VOO, ou uma crise, para fazer o balanceamento e deixar 50% em "renda fixa" divididos entre VGLT e SCHP, e 50% em VOO. Lembrando que essas renda fixa de longo prazo variam bastante também, podendo ficar negativos em alguns períodos, então tudo aí é variável.

Eu comprei as cotas inteiras, a Avenue tem o sistema de poder comprar frações, mas outras corretoras não tem, e caso futuramente eu resolva transferir a custódia para outra, pensei de manter as cotas inteiras... assim sobrou um saldo de 5 dólares na conta do exterior.

Até o futuro!

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