Olá, fiz um video usando recursos da IA, pra falar sobre a hora certa de vender uma ação!
A IA usou como base o texto desse post antigo, https://bilionariodozero.blogspot.com/2019/11/quando-vender-uma-acao.html, que recomendo fortemente a leitura!
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Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.
Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos.
O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.
Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.
Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.
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| https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/ |
O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.
Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.
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| https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/ |
O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.
Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.
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| https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/ |
O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.
Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.
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| investidor10.com.br/fiis/KNRI11/ |
Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.
A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.
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| https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/ |
O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.
Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.
Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.
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| https://investidor10.com.br/fiis/recr11/ |
O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.
Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.
Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.
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| https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/ |
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| https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo |
A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.
Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.
Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.
Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.
A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.
O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo...
Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.
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| https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/ |
O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.
Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.
Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!
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| https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/ |
O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.
Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.
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| https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/ |
O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.
Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.
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| https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/ |
No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.
O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.
Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings.
Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.
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| https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/ |
O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.
Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.
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| https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/ |
Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.
O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.
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| https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/ |
Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.
Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.
Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.
Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor.
No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo.
Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira.
Até o futuro!
A Lojas Renner voltou a lucrar praticamente o mesmo que antes da pandemia, mas suas ações continuam valendo menos da metade do que já valeram. Será que o mercado está exagerando no pessimismo ou existe uma armadilha escondida?
Ontem vi uma publicação do Daniel Nigri (Canal Dica de Hoje) falando das Lojas Renner, e me chamou a atenção a relação de lucro x cotação. Como fica evidente na imagem abaixo, após os anos ruins de pandemia, o lucro voltou a subir, mas o preço segue baixo.
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| https://investidor10.com.br/acoes/lren3/ |
Vendi as minhas ações dela em 2021, quando foram vítimas de ataque hacker e aparentemente não tinham backup, ainda não posso acreditar nisso, mas decidi vender no lucro do que esperar pra ver o resultado. Também, devido à pandemia, os resultados da empresa estavam fracos, o que contribuiu para eu saltar fora. Olhando agora foi uma sorte enorme eu ter vendido, dali pra frente foi só ladeira abaixo.
Assim, resolvi dar uma rápida atualizada no meu estudo dela feito em 2019, na época, pré pandemia, os resultados dela eram maravilhosos, receitas crescendo sem parar e grande expansão.
Hoje a empresa cresce em um ritmo menor, reduziu suas dívidas e o patrimônio estabilizou.
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| https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=lren3&tipo=1 |
Em 2021, a Renner realizou uma oferta de ações (follow-on) e captou cerca de R$ 6,4 bilhões, uma das maiores ofertas da B3 na época. Esse dinheiro entrou diretamente no patrimônio líquido da empresa, elevando-o de cerca de R$ 5,5 bilhões para perto de R$ 9,5 bilhões. Fonte: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/lojas-renner-lren3-aumento-de-capital-confirmado-muito-grande-para-ser-apenas-crescimento-organico
O objetivo da captação era fortalecer o caixa para:
Isso também explica porque a dívida líquida ficou negativa de uma hora pra outra, e teve impacto no ROE, que nada mais é do que o retorno sobre o patrimônio, o patrimônio cresceu muito de uma vez, enquanto o lucro levou alguns anos para acompanhar. É por isso que o ROE da Renner caiu para a faixa de 10–14% após 2021.
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| https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=lren3&tipo=2 |
Em 2021 a margem líquida da empresa chegou próximo de zero no gráfico anualizado, no trimestral ficou negativo em 2020.
O lucro líquido voltou ao patamar pré-pandemia.
Olhando os resultados trimestrais, a empresa registrou apenas três trimestres de prejuízo na história recente. Dois deles foram consequência direta da pandemia. Já o prejuízo do 4T17 decorreu de um evento contábil extraordinário relacionado principalmente à Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) e à revisão de ativos e passivos fiscais.
Como visto nas imagens acima do site Fundamentus, a empresa não retomou o ROE antigo, mas vem crescendo de forma estável nos últimos trimestres, apesar da taxa SELIC em 14% e todos os riscos de inadimplência no Brasil, a operação da empresa me parece estar saudável.
Olhando o seu último Release, do 1T26, "Lojas Renner S.A. inicia o ano com margem bruta, lucro líquido
e geração de caixa recordes para um primeiro trimestre".
Olhar o resto dos números, dívida líquida negativa, indicadores de preços abaixo da média, crescimento de receita, ROE um pouco acima da SELIC, dividendo de 6,4%.
- juros elevados reduzem o consumo;
- mercado teme aumento da inadimplência;
- crescimento menor do varejo;
- menor expectativa de expansão em comparação ao período pré-pandemia;
- investidores ainda lembram do período muito ruim entre 2020 e 2022.
Certo, até aqui tudo parece bom, resolvi calcular o preço teto pela fórmula do Bazin, ficaria próximos dos R$ 7,60, com a cotação atual em R$ 14,29 não estaria barata.
Vamos testar outras fórmulas, preço justo com base nos lucros, considerando um P/L justo de 10, multiplica pelo Lucro por Ação (LPA) R$ 1,48 temos R$ 14,80, bem próximo do preço atual. Se considerar que o P/L justo seria 12, o preço justo já sobe para R$ 17,80.
Olhando o site Meus Dividendos vi que tem uma versão nova, com informações interessantes de preço, print abaixo:
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| https://www.meusdividendos.com/acao/LREN3 |
Depois de atualizar meu estudo, não encontrei uma empresa em dificuldades, muito pelo contrário. Encontrei uma companhia financeiramente sólida, com dívida líquida negativa, lucro recuperado e geração de caixa consistente.
O que ainda existe é um mercado bastante cético em relação ao varejo brasileiro, principalmente por causa dos juros elevados.
Pelos dividendos, a ação ainda não parece barata. Pelo lucro, entretanto, ela já negocia próxima do que considero um preço justo.
Por isso, a Renner voltou para minha lista de empresas que merecem acompanhamento. Caso a cotação continue oferecendo uma boa relação entre preço e qualidade, ela poderá voltar a receber aportes no futuro, desde que eu encontre espaço dentro da minha Política de Investimentos, atualmente a classe ações já está acima do planejado....
E você, acredita que o mercado ainda está sendo excessivamente pessimista com a Renner ou acha que a empresa merece negociar com esse desconto? Deixe sua opinião nos comentários.
Bons investimentos a todos!
Uma das maiores vantagens de um investidor não é prever o futuro, mas entender o momento do mercado. Os preços dos ativos raramente se movem em linha reta. Em vez disso, eles passam por ciclos impulsionados por fatores econômicos e, principalmente, pelo comportamento humano.
Benjamin Graham dizia que, no curto prazo, o mercado é uma máquina de votar; no longo prazo, uma máquina de pesar. Isso acontece porque emoções como medo e ganância fazem os preços se afastarem do valor justo durante boa parte do tempo.
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| Imagem Resumo |
É o momento em que as notícias são extremamente negativas, investidores vendem a qualquer preço e muitos acreditam que "dessa vez é diferente". Historicamente, é quando surgem as melhores oportunidades para quem investe pensando no longo prazo.
Sinais:
A economia começa a mostrar sinais de melhora, mas o sentimento ainda é de cautela. Os investidores mais pacientes iniciam suas compras antes da maioria perceber a mudança.
Sinais:
Os preços sobem continuamente, o otimismo domina o mercado e cresce a sensação de que "investir ficou fácil". Nessa fase, muitos investidores entram apenas porque os preços continuam subindo.
Sinais:
Quando as expectativas ficam exageradas, basta uma decepção para iniciar uma realização de lucros. O ciclo então recomeça.
Nenhum indicador é perfeito, mas alguns ajudam bastante:
O cenário de julho de 2026 parece mais próximo de uma fase intermediária entre recuperação e maturidade, e não de uma euforia clássica.
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| https://www.oceans14.com.br/acoes/historico-pl-bovespa |
A Selic voltou para um patamar próximo de 15% ao ano, apesar das quedas recentes, ainda um dos mais elevados da última década.
O IBC-Br (uma proxy do PIB) continua crescendo em 12 meses, porém a curva perdeu força.
A taxa de desemprego caiu significativamente desde 2021 e permanece em níveis historicamente baixos, aqui eu abro um parênteses, pois tem muita gente na informalidade sem procurar emprego formal.
Depois da forte expansão de 2024 e início de 2025, a concessão de crédito perdeu intensidade.
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| https://www.bcb.gov.br/estatisticas |
No acumulado de 2026 até junho:
Esse comportamento indica que o dinheiro continua migrando para ativos de menor risco. Em um verdadeiro mercado de euforia, normalmente ocorre o contrário: investidores retiram recursos da renda fixa para aumentar exposição à bolsa.
Os ETFs receberam uma captação muito expressiva.
| https://data.anbima.com.br/publicacoes/boletim-de-fundos-de-investimento/fundos-de-investimento-registram-saida-liquida-de-53-bilhoes-em-junho |
Há valorização dos ativos em relação aos anos anteriores, porém o comportamento dos investidores ainda é predominantemente cauteloso. A forte preferência por fundos de renda fixa e ETFs, aliada à continuidade dos resgates em fundos de ações, indica que ainda não há uma migração ampla para ativos de maior risco, característica típica de períodos de euforia.
No exterior, especialmente nos Estados Unidos, parte das empresas de tecnologia já apresenta avaliações bastante elevadas, enquanto setores mais tradicionais permanecem com preços mais moderados. Isso significa que o mercado não transmite uma mensagem única: existem bolsões de euforia (principalmente em algumas empresas ligadas à inteligência artificial) convivendo com ativos que ainda oferecem margens de segurança interessantes. Para o investidor fundamentalista, esse costuma ser um ambiente em que a seletividade faz muito mais diferença do que simplesmente "comprar o mercado".
Além dos indicadores econômicos e do fluxo de capital, existem fatores estruturais que ajudam a explicar por que o mercado brasileiro ainda não vive um ambiente típico de euforia.
A trajetória das contas públicas continua sendo uma das maiores preocupações dos investidores. Um déficit fiscal persistente e o crescimento da dívida pública aumentam a percepção de risco do país, pressionando a curva de juros e reduzindo o valor presente dos ativos financeiros.
Enquanto houver dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal, é difícil que o mercado entre em um ciclo prolongado de otimismo.
À medida que as eleições presidenciais de 2026 se aproximam, cresce a incerteza em relação à condução da política econômica nos próximos anos. O mercado costuma reagir menos ao resultado em si e mais à imprevisibilidade sobre temas como responsabilidade fiscal, reformas estruturais e estabilidade institucional.
Historicamente, períodos eleitorais aumentam a volatilidade dos ativos.
O Brasil vive uma mudança demográfica importante: a população está envelhecendo e a taxa de natalidade vem diminuindo. Esse processo reduz o crescimento potencial da força de trabalho e aumenta os desafios para a Previdência Social e para as contas públicas.
Por outro lado, o envelhecimento também altera o perfil dos investidores. Uma parcela crescente da população tende a priorizar aplicações de menor risco e geração de renda, favorecendo ativos como títulos públicos, debêntures incentivadas e fundos imobiliários.
O elevado nível de endividamento das famílias e das empresas limita a capacidade de consumo e investimento. Com juros elevados, uma parcela maior da renda é destinada ao pagamento de financiamentos, reduzindo a demanda por bens e serviços e desacelerando a atividade econômica.
Esse cenário ajuda a explicar por que, mesmo com um mercado de trabalho relativamente forte, a expansão da economia ocorre de forma mais moderada.
Tentar adivinhar o topo ou o fundo do mercado é praticamente impossível. Em compensação, reconhecer quando o sentimento está dominado pelo medo ou pela euforia pode melhorar significativamente a qualidade das decisões.
Como dizia Warren Buffett:
"Seja ganancioso quando os outros têm medo e tenha medo quando os outros são gananciosos."
Quem aprende a identificar os ciclos deixa de reagir às emoções do mercado e passa a utilizá-las a seu favor.
Entender o ciclo não serve para tentar acertar o topo ou o fundo do mercado. Serve para ajustar expectativas, evitar decisões emocionais e identificar quando o risco e o retorno começam a ficar desequilibrados. Quanto mais disciplinado for o investidor durante as diferentes fases do ciclo, maiores serão as chances de construir patrimônio de forma consistente ao longo dos anos.
Quando analisamos todos esses fatores em conjunto, o cenário fica mais claro:
O conjunto dos indicadores analisados sugere que o mercado brasileiro está em uma fase de transição entre a recuperação e a maturidade do ciclo.
| Indicador | Situação Atual | Leitura |
|---|---|---|
| 💰 Selic | Muito elevada | Cautela |
| 📊 Fluxo ANBIMA | Renda fixa lidera | Cautela |
| 📉 Fundos de ações | Resgates | Ainda sem euforia |
| 🏦 Crédito | Caro | Restritivo |
| 👷 Desemprego | Baixo | Economia resiliente |
| 📈 IBC-Br | Crescimento desacelerando | Maturidade |
| 🏛️ Fiscal | Preocupação | Restritivo |
| 🗳️ Eleições | Incerteza | Volatilidade |
| 💹 Valuation | Sem exageros | Neutro / Positivo |
A economia ainda cresce e o mercado de trabalho permanece resiliente, mas os juros elevados continuam limitando a expansão do crédito e incentivando os investidores a manterem uma postura cautelosa. Esse conjunto de indicadores não caracteriza um ambiente de euforia, e sim de otimismo moderado com seletividade, no qual ainda coexistem oportunidades em determinados ativos, mas sem o excesso de confiança típico do final de um ciclo de alta.
📌 Importante: o ciclo econômico e o ciclo do mercado financeiro nem sempre caminham juntos. A bolsa costuma antecipar os movimentos da economia em vários meses. Por isso, é possível que o mercado esteja subindo mesmo quando os indicadores econômicos ainda são fracos — e vice-versa.
Até o futuro!
Quando falamos em investir em ações ou fundos imobiliários, uma das perguntas mais importantes não é "qual empresa comprar?", mas sim:
"Quanto vale essa empresa para mim?"
Dois investidores podem analisar exatamente a mesma companhia e chegar a conclusões completamente diferentes sobre o preço máximo que estão dispostos a pagar. O motivo é simples: cada um possui uma Taxa de Atratividade Mínima (TAM) diferente.
É justamente essa taxa que transforma uma análise subjetiva em uma decisão baseada em números.
Neste artigo, você entenderá o que é a Taxa de Atratividade Mínima, como ela influencia o preço justo de um ativo e como utilizá-la em modelos bastante conhecidos, como o Modelo de Gordon e a Fórmula de Décio Bazin.
A Taxa de Atratividade Mínima é a rentabilidade anual mínima que você exige para investir em determinado ativo.
Em outras palavras, ela representa o retorno esperado para compensar os riscos daquele investimento.
Antes mesmo de analisar uma empresa, o investidor deveria responder à seguinte pergunta:
"Se meu dinheiro ficar investido durante muitos anos neste ativo, qual retorno mínimo considero satisfatório?"
Essa resposta será utilizada para calcular o preço justo ou preço teto do investimento.
Quanto maior for essa taxa:
menor será o preço máximo que você aceitará pagar;
maior será sua margem de segurança;
mais criterioso será o processo de seleção dos ativos.
Já uma taxa muito baixa pode fazer praticamente qualquer empresa parecer barata.
Não existe uma taxa correta para todos os investidores.
Ela depende de diversos fatores, como:
taxa básica de juros (Selic);
inflação esperada;
risco do setor;
estabilidade dos lucros;
potencial de crescimento da empresa;
perfil do investidor.
Uma empresa consolidada, com décadas de distribuição de dividendos, normalmente aceita uma taxa menor do que uma empresa pequena, cíclica ou altamente endividada.
Da mesma forma, quando os juros da economia estão elevados, muitos investidores aumentam sua Taxa de Atratividade, já que existem alternativas mais seguras oferecendo retornos elevados.
Imagine uma empresa que deverá pagar R$ 5,00 por ação em dividendos no próximo ano.
Se você exigir um retorno de 8% ao ano, estará disposto a pagar mais por essa ação do que alguém que exige 12%.
Isso acontece porque quanto maior o retorno esperado, menor precisa ser o preço de compra.
Esse conceito é utilizado em praticamente todos os modelos de valuation.
O Modelo de Gordon é um dos métodos mais utilizados para estimar o valor de empresas que apresentam crescimento estável dos dividendos.
Sua fórmula é:
Preço Justo = Dividendo Esperado ÷ (Taxa de Atratividade − Taxa de Crescimento)
Onde:
D = dividendo esperado para os próximos 12 meses;
r = taxa de atratividade;
g = crescimento esperado dos dividendos.
Imagine uma empresa que deverá distribuir R$ 5,00 em dividendos no próximo ano.
Você acredita que esses dividendos crescerão 4% ao ano e exige um retorno mínimo de 10%.
Temos:
Preço Justo = 5 ÷ (0,10 − 0,04)
Preço Justo = R$ 83,33
Agora imagine que você decida exigir 12% ao ano.
Preço Justo = 5 ÷ (0,12 − 0,04)
Preço Justo = R$ 62,50
A empresa continua exatamente a mesma.
O único fator alterado foi a sua expectativa de retorno.
Um dos métodos mais populares entre investidores brasileiros foi desenvolvido por Décio Bazin em seu clássico livro Faça Fortuna com Ações. Estou devendo uma resenha desse livro aqui no blog, veja mais em Minha Biblioteca.
A lógica é extremamente simples:
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| Foto de Décio Bazin Fonte |
Na época em que escreveu o livro, Bazin utilizava uma taxa de 6% ao ano como retorno mínimo aceitável.
Dividendos anuais:
R$ 3,00 por ação
Com taxa de 6%:
Preço Teto = 3 ÷ 0,06
Preço Teto = R$ 50,00
Caso você exija 8% ao ano:
Preço Teto = 3 ÷ 0,08
Preço Teto = R$ 37,50
Novamente percebemos como a Taxa de Atratividade altera completamente o preço máximo de compra.
É importante lembrar que tanto o Modelo de Gordon quanto a Fórmula de Bazin trabalham com estimativas.
Elas dependem de hipóteses sobre:
crescimento futuro;
capacidade de geração de caixa;
distribuição de dividendos;
estabilidade do negócio;
cenário econômico.
Por isso, o preço justo deve ser visto como uma referência, e não como um número absoluto.
O ideal é combinar diferentes metodologias e sempre buscar uma boa margem de segurança antes de investir.
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| Imagem Resumo |
Pensando em facilitar esses cálculos, desenvolvi uma Calculadora Simplificada de Preço Teto, disponível gratuitamente aqui no blog.
Ela permite simular rapidamente diferentes cenários alterando:
dividendos;
taxa de atratividade (taxa livre de risco + prêmio de risco);
A ferramenta reúne, de forma simples, conceitos utilizados por investidores fundamentalistas e ajuda a comparar diferentes ativos antes de tomar uma decisão.
👉 Acesse a calculadora:
https://bilionariodozero.blogspot.com/p/calculadora-de-preco-teto.html
Uma das maiores dificuldades de quem começa a investir é decidir se uma ação está cara ou barata.
A resposta depende menos do preço de mercado e muito mais da rentabilidade que você espera obter.
É justamente por isso que a Taxa de Atratividade Mínima é tão importante: ela transforma expectativas em números e ajuda o investidor a definir um preço máximo de compra de forma racional.
Ferramentas como o Modelo de Gordon e a Fórmula de Décio Bazin mostram que pequenas mudanças na taxa de retorno exigida podem alterar significativamente o preço justo de um ativo.
No fim das contas, investir bem não significa comprar qualquer empresa de qualidade. Significa comprar boas empresas por preços que ofereçam um retorno compatível com seus objetivos e uma margem de segurança adequada.
E lembre-se: o melhor investimento nem sempre é aquele que promete o maior retorno, mas aquele que oferece a melhor relação entre preço, risco e rentabilidade esperada.
Olá! Metade do ano já se foi!!
Mês de junho foi exaustivo, estudando e trabalhando muito, além de diversos compromissos com a sociedade e família, graças a Deus tudo dando certo.
Copom reduziu a taxa Selic para 14,25% a.a., apesar da pressão externa na inflação, eu concordo com o Copom, essa taxa alta só prejudica as empresas, pode baixar um pouco mais. A inflação está alta mais pelo aumento do custo dos combustíveis do que por economia aquecida, é inflação de custo não de demanda.
Aportei 5 mil (reinvesti pra ser mais exato) na caixinha do nubank, que havia vencido no mês passado. Esta caixinha turbo rende 120% do CDI, vai vencer em 02/06/2027, mas talvez eu acabe resgatando antes, pois final de ano tenho algumas despesas extras previstas.
Em meados de junho vi as taxas do tesouro direto nas alturas, resolvi aportar mais um pouco no Educa+2042, R$ 604,23. Neste dia também resolvi comprar mais 12 cotas do XPLG11, fiz um aporte de 1k e junto com proventos foi o suficiente pra liquidar o negócio.
Mais próximo do final do mês olhei os saldos nas contas, resolvi reinvestir os proventos recebidos, comprei 28 ações preferenciais da Sanepar, para completar 600 ações SAPR4. No exterior reinvesti no XLRE, ETF de REITS, dá uma pena ver 30% dos rendimentos indo para o governo americano, mas é isso aí...
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| Extrato Dividendos recebidos exterior |
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| Ordem de compra XLRE |
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| Transações |
O total aportado foi de R$ 6.604,22. A rentabilidade ficou negativa em 1,69% pelas minhas contas.
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| Planilha de Controle Metas |
Com isso ainda estou abaixo da meta de valor acumulado, acho que este ano vai ser difícil bater, acabei gastando muito com impostos e saúde no primeiro semestre, e no segundo ainda tem mais.
As ações caíram no final do mês, as taxas do tesouro foi uma montanha russa, só o exterior que foi bem, dólar subiu.Recebi 684,86 segundo status invest.
E é mais ou menos isso aí, pelo que tenho previsto para o segundo semestre, provavelmente não vou conseguir atingir a meta de aportes de 3k mensais, mas com sorte talvez a meta de capital acumulado ainda seja possível de alcançar.
Até o futuro!
Olá!
Recentemente tive a oportunidade de participar de um evento onde trataram da Reforma Tributária, o foco do evento foi o impacto para os municípios, tem alguns que vão perder até 80% da suas receitas de ICMS e ISS quando vigorar 100% a nova regra do IBS, isso lá por 2077.
Mas durante o evento me ocorreu um detalhe importante, essa reforma tributária está afetando profundamente as empresas, não é apenas uma redistribuição dos impostos, muitas empresas vão ter benefícios tributários cortados.
A reforma tributária promete simplificar o sistema de impostos brasileiro, mas também deve encerrar grande parte dos incentivos fiscais estaduais que foram utilizados por décadas para atrair indústrias para determinadas regiões do país.
Entre as empresas listadas na bolsa que eu possuo posição, duas que merecem atenção dos investidores são a Grendene (GRND3) e a M. Dias Branco (MDIA3). Ambas possuem operações relevantes no Nordeste e historicamente se beneficiaram de incentivos ligados ao ICMS e a programas de desenvolvimento regional.
Com a extinção gradual desses benefícios até 2033, existe a possibilidade de aumento da carga tributária efetiva e pressão sobre as margens de lucro. Em uma análise preliminar, o impacto pode variar de 8% a 12% no lucro da Grendene e de 12% a 20% no lucro da M. Dias Branco, dependendo das compensações previstas na legislação e da capacidade de cada empresa em ganhar eficiência operacional.
Isso não significa que os negócios deixarão de ser atrativos. Tanto Grendene quanto M. Dias Branco possuem marcas fortes, escala relevante e posição consolidada em seus mercados. No entanto, a reforma tributária adiciona um fator de risco importante para investidores de longo prazo, especialmente aqueles que utilizam projeções de lucro para estimar o valor justo das ações.
Nos próximos anos, acompanhar a evolução das regras de transição e a estratégia das empresas para compensar a perda dos incentivos será fundamental para avaliar o real impacto da reforma sobre seus resultados.
Provavelmente isso explica um pouco a queda que tenho visto nessas ações, além de outros fatores como SELIC alta que está travando muita coisa.
| Data | O que acontece |
|---|---|
| 2026 | Início dos testes da CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) com alíquotas simbólicas. Sem impacto relevante na arrecadação. |
| 2027 | Extinção do PIS e da Cofins. Entrada em vigor da CBS. Criação do Imposto Seletivo ("imposto do pecado"). |
| 2029 | Início da transição do ICMS e ISS para o IBS. Benefícios fiscais estaduais começam a ser reduzidos gradualmente. |
| 2030 | Continuação da redução das alíquotas de ICMS e ISS e dos incentivos vinculados a esses tributos. |
| 2031 | Avanço da substituição do sistema antigo pelo IBS. Menor espaço para benefícios fiscais regionais. |
| 2032 | Último ano completo do ICMS e ISS. Incentivos fiscais estaduais praticamente extintos. |
| 2033 | Implantação total do IBS. Extinção definitiva do ICMS e ISS. Fim da guerra fiscal entre estados e municípios. |
Além da Grendene e da M dias Branco, outras empresas também merecem atenção, como a Tupy, Fras-le, Vulcabras entre outras.
A reforma tributária tende a simplificar o ambiente de negócios brasileiro, mas também elimina vantagens competitivas construídas ao longo de décadas. Para o investidor de longo prazo, entender quais empresas dependem de incentivos fiscais pode ser tão importante quanto analisar lucros, dividendos e crescimento.
Olá, fiz um video usando recursos da IA, pra falar sobre a hora certa de vender uma ação! A IA usou como base o texto desse post antigo, h...