TRXF11: análise completa, dividendos, riscos e preço justo em 2026

Vendo vídeos dos influencers das finanças, vi que o Economista Sincero estava comprando o TRXF11 em março, e recentemente caiu muito, e resolvi estudar um pouco ele. Pra começar, eu baixei o relatório que ele compartilhou no vídeo, podem ver ele aqui, na época a recomendação era de compra até preço teto de R$ 105,28, e o fundo estava cotado em R$93,10, hoje o fundo está cotado em R$ 71,89.



 Apesar da grande queda após as mancadas da gestora, no checklist o FII ainda está 100%.

  

Compartilhada a origem da minha curiosidade, vamos ao que descobri com base nos últimos relatórios gerenciais.

E atenção! Não é recomendação de compra ou venda! 

Pra começar, por que a cota caiu tanto em agosto?

O principal gatilho foi a desconfiança do mercado em relação à estratégia de expansão da TRX, especialmente à 13ª emissão de cotas e à rentabilidade das aquisições anunciadas.
 
Em 5 de agosto, o TRXF11 anunciou uma emissão inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões, com possibilidade de chegar a R$ 10 bilhões considerando o lote adicional. O preço de subscrição ficou em R$ 94,39, incluindo os custos de distribuição.

O mercado reagiu mal por vários motivos:

  • Preço baseado em patrimônio que poderia estar desatualizado. A emissão foi precificada usando como referência o valor patrimonial anterior. O CEO da TRX reconheceu publicamente que poderia ter sido mais adequado realizar uma reavaliação extraordinária dos imóveis antes da oferta.

  • Diluição patrimonial. Emitir cotas abaixo do valor patrimonial por cota pode reduzir o patrimônio por cota dos investidores existentes.

  • Complexidade das Operações. Algumas aquisições envolviam estruturas com outros fundos imobiliários, cotas de fundos geridos por terceiros, pagamento parcelado e financiamento. No caso do portfólio ligado à Cyrela, a estrutura anunciada previa a criação de fundos e o pagamento em dinheiro ou por compensação via subscrição de cotas. 
  • Diluição de participação e poder de voto. Uma emissão de tamanho tão grande pode alterar substancialmente a participação relativa dos cotistas que não acompanham a oferta.
  • O uso de cotas como pagamento virou um risco adicional. Quando a cotação do TRXF11 caiu muito abaixo do preço de emissão, ficou mais difícil sustentar a economia originalmente negociada com os vendedores.
  • Sócios da Gestora acusados de fraude. A denúncia envolve supostas irregularidades em outro fundo, entre 2014 e 2019, com prejuízo estimado em até R$ 18,9 milhões.  
Há uma distinção essencial: captar bilhões não é necessariamente ruim. O problema é captar esse volume se os ativos comprados não gerarem retorno suficiente para compensar a diluição, os custos financeiros e os riscos adicionais.
 
Resumo dos prováveis motivos da queda

As fontes mais úteis para aprofundar o episódio são a análise do BB Investimentos, de 24 de agosto, a entrevista da InfoMoney com o CEO da TRX, de 22 de agosto e o relatório gerencial oficial de agosto.
 

Sobre o TRXF11

O TRXF11 é um dos fundos imobiliários de gestão ativa que ampliaram significativamente seu portfólio nos últimos anos. Sua estratégia combina imóveis de varejo, centros logísticos, participações em shopping centers e outros segmentos imobiliários, buscando gerar renda recorrente e ganhos com a compra e venda de ativos.

O fundo apresenta características interessantes para investidores de longo prazo: contratos de locação extensos, vacância baixa, diversificação crescente e imóveis ocupados por empresas conhecidas. Entretanto, a expansão acelerada, o uso de operações estruturadas, o custo das dívidas e a forte desvalorização das cotas em 2026 exigem uma análise que vá além do dividend yield.

O relatório gerencial de setembro, divulgado em 6 de outubro de 2026, mostra um fundo que passou por uma transformação relevante em escala e composição da carteira, especialmente após a 13ª emissão de cotas.

 

https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/downloadDocumento?id=1341443&CodigoTipoInstituicao=1

Como o fundo gera renda?

 O TRXF11 possui uma estratégia de gestão ativa. Ele compra, desenvolve, vende e mantém participações em imóveis, combinando receitas recorrentes de aluguel com ganhos extraordinários de capital e rendimentos de investimentos imobiliários indiretos.


A exposição a diferentes setores é um ponto favorável. O fundo não depende exclusivamente de supermercados ou lojas de rua: também possui imóveis logísticos, shopping centers, hospitais e outros ativos.

Essa diversificação, porém, precisa ser interpretada com cuidado. Ter imóveis em vários segmentos não significa automaticamente ter receitas igualmente distribuídas, pois determinados locatários, grupos econômicos ou operações podem representar parcelas relevantes do resultado.

A qualidade dos contratos

No relatório de setembro, 56,53% da receita por tipo de contrato é classificada como atípica. O restante está distribuído entre contratos típicos de logística, shopping centers e imóveis comerciais. O IPCA representa o principal índice de reajuste, com participação de 82,64%. 

Contratos atípicos costumam oferecer maior proteção contratual em caso de rescisão antecipada, frequentemente com multas mais robustas. Isso pode reduzir o risco de saída prematura do locatário, mas não elimina o risco de inadimplência, renegociação ou dificuldade para substituir o ocupante ao término do contrato.

A duração média de 11,06 anos é outro fator favorável à previsibilidade das receitas. Por outro lado, contratos longos não garantem que o aluguel permanecerá economicamente competitivo nem que o inquilino continuará financeiramente saudável por todo o período.

Qualidade dos imóveis e dos locatários

A carteira reúne empresas e operadores conhecidos, entre eles Mercado Livre, Assaí, Grupo Mateus, Albert Einstein, Shopee, DHL, Pão de Açúcar, Atacadão e Sírio-Libanês. O relatório também identifica receitas provenientes de lojistas de shopping centers e de grupos de locatários logísticos e corporativos.

Mas há uma ressalva importante: a reputação da marca não substitui a análise de crédito do locatário, e a qualidade física do imóvel não garante um bom preço de aquisição.

Para avaliar os ativos de maneira completa, é necessário considerar:
- Localização e acessibilidade, especialmente nos galpões logísticos.
- Qualidade construtiva, estado de conservação e necessidade de investimentos futuros.
- Relação entre o aluguel recebido e o valor de mercado do imóvel.
- Facilidade de encontrar outro locatário caso o atual desocupe o espaço.
- Concentração de receita por empresa e grupo econômico.
- Prazo de vencimento e condições de rescisão dos contratos.

Eu não tenho tempo nem habilidade pra fazer essa avaliação no momento atual. Do pouco que pesquisei, vi que o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA) foi homologado pela Justiça em 7 de outubro de 2026 e publicado em 20 de outubro de 2026. É um ponto de atenção.

Análise da distribuição de rendimentos

O relatório de setembro apresenta os seguintes números para o resultado:

Indicador

Setembro de 2026

Resultado operacional

R$ 74,22 milhões

Resultado operacional por cota

R$ 1,19

Distribuição por cota

R$ 0,93

Resultado operacional acumulado por cota em 12 meses

R$ 12,54

Distribuição acumulada por cota em 12 meses

R$ 11,80



Tem pago bem e mantém um rendimento acumulado.

Endividamento e risco financeiro

O endividamento merece atenção especial, porque o TRXF11 cresceu rapidamente por meio de aquisições e estruturas de financiamento imobiliário. 

No relatório de agosto de 2026, a estrutura financeira divulgada para o TRXF11 apresentava:

Indicador

Agosto de 2026

Total investido em ativos

R$ 9,77 bilhões

Saldo devedor das securitizações

R$ 2,91 bilhões

Securitizações / ativos

29,78%

Alavancagem líquida

22,99%

Custo médio da dívida indexada ao IPCA

IPCA + 7,13%

Custo médio da dívida indexada ao CDI

CDI + 1,75%

Ativos com liquidez

R$ 663,16 milhões

Necessidade de caixa para amortizações em 12 meses

R$ 88,82 milhões

Índice de liquidez corrente divulgado

7,47 vezes

O lado favorável: a gestão informava ativos líquidos suficientes para cobrir com folga a necessidade de caixa prevista para as amortizações dos 12 meses seguintes. O prazo médio da dívida também era longo, reduzindo a concentração imediata de vencimentos.

O lado preocupante: a alavancagem líquida de 22,99% e o custo das securitizações são relevantes. A dívida atrelada ao IPCA + 7,13% tem custo real elevado, enquanto a parcela atrelada ao CDI permanece sensível à taxa básica de juros.

É importante observar que esses são números de agosto, e não uma confirmação do endividamento após todas as operações de setembro. A nova composição da carteira precisa ser analisada junto das obrigações assumidas nas aquisições mais recentes.

Avaliação da gestora TRX

 A TRX Gestora de Recursos atua no mercado imobiliário desde 2007 e trabalha com originação, estruturação, aquisição, desenvolvimento e gestão de imóveis. O relatório de setembro destaca mais de R$ 20 bilhões captados em investimentos imobiliários, mais de 200 operações realizadas e mais de 350 mil investidores alcançados pela atuação da gestora.

A TRX apresenta experiência relevante em operações imobiliárias e uma estratégia ativa que pode gerar valor por meio da negociação de imóveis, contratos estruturados e reciclagem do portfólio.

Os pontos favoráveis são:

  • Experiência em operações de sale and leaseback e built to suit.

  • Capacidade de negociar aquisições e vendas de grande porte.

  • Ampliação da diversificação entre segmentos imobiliários.

  • Comunicação recorrente com investidores por relatórios gerenciais e webcasts.

Os pontos que merecem acompanhamento são:

  • Ritmo de expansão e qualidade dos preços pagos nas aquisições.

  • Custo e evolução do endividamento.

  • Dependência de ganhos de capital para complementar o resultado.

  • Execução das vendas planejadas e conversão de operações anunciadas em resultados efetivos.

  • Alinhamento entre crescimento do patrimônio, geração recorrente de caixa e distribuição por cota.

Também é relevante considerar as taxas divulgadas pelo fundo: administração de 1% ao ano sobre o valor de mercado e performance de 20% sobre o excesso dos rendimentos distribuídos em relação ao IPCA + 6% ao ano.

Notícias da Gestora
Acabei encontrando uma notícia bem negativa sobre os sócios da gestora, foram acusados de fraude alguns anos atrás. 
"O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na semana passada uma denúncia contra Luiz Augusto Faria do Amaral e José Alves Neto, sócios fundadores da gestora de fundos TRX. Eles são suspeitos de gestão fraudulenta, crime que envolve administrar recursos ou patrimônio em prejuízo dos interesses que deveriam ser protegidos, os cotistas dos fundos." Fonte: https://www.estadao.com.br/einvestidor/direto-da-faria-lima/mpf-denuncia-socios-fundadores-da-trx-por-suposta-gestao-fraudulenta-em-fundo
A TRX rejeitou as acusações, afirmando que as operações foram conduzidas de forma transparente e em conformidade com a legislação vigente à época. A denúncia ainda precisa passar pela análise judicial; não equivale a uma condenação. Fonte:  https://www.infomoney.com.br/onde-investir/trx-nega-acusacoes-do-ministerio-publico-sobre-gestao-fraudulenta-entenda-o-caso


Qual é o preço justo do TRXF11?

Para estimar o preço justo, vou utilizar uma abordagem baseada na renda anual por cota e no dividend yield exigido pelo investidor. É um método simples, adequado para uma primeira avaliação de um FII de renda, mas depende de a distribuição ser sustentável.

Método 1: Avaliação pelo rendimento anual

O fundo distribui R$ 0,93 por cota ao mês, e a gestão indicou uma faixa de R$ 0,90 a R$ 0,93 para os 12 meses seguintes. Considerando a manutenção de R$ 0,93, temos:

Renda anual = 0,93 x 12 = R$ 11,16

A fórmula utilizada é: Preço justo = Renda anual por cota / Yield exigido 

Como o fundo apresenta riscos de endividamento, execução das aquisições e volatilidade dos resultados, considero razoável trabalhar com uma faixa de yield exigido entre 11,5% e 12,5% ao ano para esta estimativa ilustrativa.

Supondo Juro de 8% e Prêmio de risco de 4, ou supondo que o DY exigido fosse 12%, a fórmula ficaria assim: Preço justo estimado = 11,16 / 0,12 = R$ 93,00



https://bilionariodozero.blogspot.com/p/calculadora-de-preco-teto.html



Entretanto, esse resultado deve ser tratado como um cenário condicionado à manutenção dos rendimentos. Se a distribuição cair, o valor justo diminui proporcionalmente. Por exemplo, com R$ 0,90 por mês e yield exigido de 12%, o preço justo seria de R$ 90,00.

Método 2: Comparação com o valor patrimonial

O valor patrimonial divulgado para setembro foi de R$ 95,99 por cota, contra cotação de R$ 71,79. Isso significa que o investidor comprava a cota com desconto de aproximadamente 25,2% em relação ao patrimônio contábil.

Esse desconto é expressivo, mas o valor patrimonial não é necessariamente o preço pelo qual todos os imóveis poderiam ser vendidos. Avaliações imobiliárias dependem de premissas de mercado, e o valor econômico das participações indiretas e das obrigações financeiras também influencia o patrimônio atribuível aos cotistas.

Por isso, não considero adequado simplesmente afirmar que a cota vale R$ 95,99 porque esse é o valor patrimonial. O método de renda oferece uma referência independente, enquanto o valor patrimonial serve como uma segunda métrica para avaliar a margem de segurança.

Minha estimativa final

Preço de referência

R$ 71,79

Preço justo central estimado

R$ 93,00

Faixa estimada

R$ 89 a R$ 97

Margem de segurança sobre o valor central

22,8%

A margem de segurança de 22,8% corresponde ao desconto do preço de referência em relação ao preço justo central estimado. Ela não deve ser confundida com uma probabilidade de ganho.

O preço de R$ 93,00 é uma estimativa baseada na renda, não uma avaliação independente dos imóveis por fluxo de caixa descontado. Para uma avaliação mais robusta, seria necessário projetar os aluguéis, as despesas, as amortizações, os investimentos futuros e os ganhos de capital de cada segmento, além de estimar o valor residual dos ativos.


Principais riscos que o investidor deve acompanhar

Risco de mercado e de juros

O aumento das taxas exigidas pelos investidores pode reduzir o valor das cotas, mesmo que os aluguéis permaneçam em dia. O desconto patrimonial não impede novas quedas.

Risco de endividamento

O custo das securitizações é relevante, e o fundo precisa gerar retorno suficiente para remunerar os cotistas após juros e demais despesas. A expansão pode aumentar esse risco caso não seja acompanhada de disciplina financeira.

Risco de crédito e concentração

A diversificação por imóveis e setores é positiva, mas a saúde financeira dos principais locatários continua determinante. Problemas de um grande grupo podem afetar a receita, as renegociações e o valor dos imóveis.

Risco de sustentabilidade dos dividendos

O resultado mensal sofre influência de receitas extraordinárias e de investimentos indiretos. É necessário verificar se o caixa recorrente sustenta os R$ 0,93 por cota sem depender continuamente de vendas de ativos.

Risco de execução e avaliação dos imóveis

Aquisições, obras e vendas podem sofrer atrasos, condições suspensivas ou mudanças de preço. A venda frustrada de imóveis do GPA demonstra que uma operação anunciada não deve ser considerada financeiramente concluída antes de seu fechamento.


Conclusões Pessoais

Olhando os números, o FII parece ser bom, DY alto, baixa vacância, boa diversificação. O que chama atenção do lado negativo é a complexidade do fundo, alta alavancagem, a ganância dos gestores com taxa de 1% + taxa de performance, e principalmente as recentes notícias de fraude. 
 
O desconto em relação ao valor patrimonial inclui a desconfiança da gestora, talvez se trocar de gestora, reduzindo alavancagem, dessem uma simplificada no fundo, o desconto fosse menor.

Analisando a minha carteira pessoal, tenho alguns FIIs que também estão com pontos de atenção: inquilinos com recuperação judicial, queda na distribuição, estou pensando se é hora de eu trocar alguns?
   
Não é recomendação de compra ou venda!

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Até o futuro! 


Fato Relevante! OPA da Unifique

É isso aí meus colegas investidores!

Fato divulgado no dia 02/10, Unifique resolveu sair da bolsa, fez uma oferta pública para recomprar as ações listadas na bolsa por R$ 6,00, famoso OPA, uma pena que mais uma empresa boa não quer sócios, eu até entendo o lado do controlador, tem muitas obrigações, principalmente por ser listado no Novo Mercado, e se eles tem condições de recomprar as ações, num preço menor que seu IPO, com certeza é um baita lucro para o controlador.   

Já pro acionista minoritário nem tanto, principalmente pra quem entrou no IPO que vai sair no prejuízo. Por isso que muita gente não compra no IPO, uns 20 anos atrás era moda entrar no IPO e sair nos primeiros dias, vendendo pra quem não conseguiu participar do IPO, mas é uma loteria. Melhor aguardar uns anos pra ver o resultado. 

https://www.rad.cvm.gov.br/ENET/frmDownloadDocumento.aspx?Tela=ext&numSequencia=1098753&numVersao=1&numProtocolo=1574047&descTipo=IPE&CodigoInstituicao=1


 

O preço de R$ 6,00 é justo?

Eis a questão! Particularmente, eu acho pouco, empresa bem administrada, setor interessante, crescendo lucro e receita, acho que daria pra pagar um pouco mais. 

https://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=FIQE3&tipo=2

 

O fato relevante dá prazo de 15 dias para requerimento de convocação de assembleia especial de acionistas, para que possam deliberar sobre uma nova avaliação da empresa. Também, pra OPA acontecer,  a Resolução CVM 215 estabelece, entre outros requisitos, que mais de 2/3 das ações elegíveis precisam aceitar a OPA ou concordar expressamente com o cancelamento do registro.

Inicialmente pensei que seria fácil pra empresa fechar o capital, visto que a Unitá detém 65% das ações, e o Fabiano Busnardo que é um dos donos também possui mais 4,27%, mas pelo que descobri parece que a Unitá não vota nesse caso, e o Fabiano também não vota, pois é um dos controladores da companhia e também possui participação direta na Unitá. 

Então, na realidade, o quórum da OPA será formado pelas ações em circulação, que atualmente representam 24,99% da companhia. Mas nem todas necessariamente entrarão no cálculo: somente as ações dos acionistas que se habilitarem para o leilão serão consideradas ações elegíveis. 

Principais acionistas

Para o quórum da OPA, só entram as ações dos minoritários que se habilitarem para o leilão. A CVM chama essas ações de "ações elegíveis". 

§ 5º  Para fins do disposto neste artigo, consideram-se ações elegíveis as ações em circulação cujos titulares se habilitem para o leilão de OPA, na forma do art. 25, § 1º, ou, no caso de dispensa de leilão, aquelas cujos titulares formalizem manifestação por meio de procedimento alternativo para adesão previsto no instrumento de OPA.  Resolução CVM 215

O denominador é formado pelas ações elegíveis, ou seja, pelas ações dos minoritários que se habilitarem para participar do leilão.

Por exemplo:

Cenário 1 — poucos minoritários participam

  • 10% se habilitam;
  • 7% aceitam vender;
  • 3% recusam.

Temos: 7 / 10 = 70% → ultrapassa 2/3.

A OPA poderia atingir o quórum.

Cenário 2 — muitos minoritários participam

  • 30% se habilitam;
  • 18% aceitam;
  • 12% recusam.

Temos: 18 / 30 = 60% → não chega aos 2/3.

Nesse caso, o cancelamento não alcançaria o quórum normal.

 

O que farei? 

No momento vou seguir acompanhando os novos fatos divulgados, tenho uma posição relevante da minha carteira nessa empresa, e gostaria de continuar com ela por mais tempo, mas se os controladores não querem sócios, não temos o que fazer, o melhor é pular fora e partir pra outras. 

Meu preço médio nela é R$ 3,92, se tiver que vender a R$ 6,00 que seja, pelo menos fiz um lucro, sem contar os dividendos.

Já tive essa experiência com a ENBR3 que fechou capital uns anos atrás, curiosamente com dinheiro da venda de ENBR3 eu acabei comprando FIQE3 na época 😀

https://bilionariodozero.blogspot.com/2023/04/fechamento-de-marco-2023.html


 

UPDATE 21/10/2026

Acabei de ver nos emails que os cotistas pediram a reavaliação da empresa, tem boas chances dessa OPA não sair, ou se sair talvez a gente receba um pouco mais!


Fato Relevante
Pedido de Convocação de Assembleia Especial de
Acionistas Titulares de Ações em Circulação

A Unifique Telecomunicações S.A. (“Companhia”) (B3: FIQE3), em cumprimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), na Resolução CVM nº 44, de 23 de agosto de 2021, conforme alterada (“Resolução CVM 44”), e na Resolução CVM nº 215, de 29 de outubro de 2024, conforme alterada (“Resolução CVM 215”), informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, em 15 de outubro de 2026, após o encerramento do pregão da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, pedido formulado por acionistas titulares, em conjunto, de mais de 10% (dez por cento) das ações em circulação de emissão da Companhia, para a convocação de assembleia especial (“Assembleia Especial”), nos termos do artigo 4º-A da Lei das Sociedades por Ações, a fim de deliberar sobre a realização de nova avaliação para determinação do valor das ações ordinárias de emissão da Companhia, no âmbito da oferta pública unificada de aquisição de ações anunciada pelo acionista controlador da Companhia em 2 de outubro de 2026, visando à conversão do registro de companhia aberta da categoria “A” para a categoria “B” e à saída do Novo Mercado (“OPA”).

O Conselho de Administração da Companhia reunir-se-á oportunamente para apreciar o pedido recebido, cuja íntegra consta do Anexo I a este Fato Relevante, e deliberar sobre a convocação da Assembleia Especial.

Em decorrência do referido pedido de convocação da Assembleia Especial, o processo de registro da OPA perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) encontra-se suspenso a partir da presente data, nos termos do artigo 40, inciso I, da Resolução CVM 215.

A Companhia reafirma o seu compromisso de manter seus acionistas e o mercado em geral informados sobre desdobramentos relevantes dos assuntos aqui tratados.

Timbó, 16 de outubro de 2026
Luiz Bogo Junior
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

 

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Até o futuro! 

FLÁVIO DAY: O DIA EM QUE O MERCADO BRASILEIRO DISPAROU

Que loucura! Nunca tinha visto uma alta forte desse jeito, euforia total! 😀

O mercado brasileiro viveu um dia fora da curva nesta segunda-feira (05/10/2026).

Após o resultado do 1º turno das eleições presidenciais, os investidores reagiram fortemente às novas perspectivas para o cenário político e econômico. O movimento ganhou até um apelido no mercado: “Flávio Day”.

🚀 Ibovespa: chegou a 209.605 pontos, novo recorde histórico, com alta superior a 8% no intraday.

💵 Dólar: chegou a cair mais de 4%, ficando abaixo de R$ 5,00.

📉 Juros futuros: forte fechamento da curva. O DI Jan/28 chegou a recuar cerca de 77 pontos-base pela manhã.

🏦 Tesouro Prefixado 2032: a taxa caiu de 14,15% para 12,95%, uma queda de 1,20 ponto percentual — uma das maiores quedas diárias já registradas.

📊 Tesouro IPCA+ 2050: passou de IPCA + 7,06% para IPCA + 6,32%, recuo de 0,74 ponto percentual.

📈 Ações: bancos, varejo e Petrobras estiveram entre os destaques. BTG, Magazine Luiza e B3 chegaram a registrar altas superiores a 20% no início do pregão.




💡 E o que isso significa para o investidor?


Quando as taxas de juros caem, os títulos de renda fixa já comprados a taxas mais altas podem se valorizar pela marcação a mercado. Ao mesmo tempo, a queda dos juros tende a beneficiar ativos de maior risco, como ações e FIIs.

Mas atenção: o mercado está precificando expectativas, não certezas. O segundo turno ainda está pela frente e a volatilidade deve continuar elevada.

O pregão de hoje mostra, mais uma vez, como política, juros, câmbio e Bolsa estão diretamente conectados.

📌 Você aproveitou as taxas altas da renda fixa antes dessa queda?


💰 Bilionário do Zero — O caminho da liberdade financeira.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fechamento 90: Setembro de 2026

Olá a todos!

Entramos no último trimestre do ano, com a carteira voltando pra dentro da meta estipulada.

Rentabilidade 

Setembro foi bem positivo nos segmentos de ações (3,57%) e tesouro direto (4,48%), onde tenho a maior parte da carteira, foi negativo no exterior (-4,79%), onde o FED aumentou as taxas de juros, fazendo com que XLRE e VGLT caíssem. Esse aumento da taxa básica de juros americana, tende a atrair capital pros EUA, então o resto do mundo vai ter que manter suas taxas de juros mais altas, para atrair investidores.

 

Rentabilidade de Setembro

Planilha de Rentabilidade e Meta Financeira
 

A rentabilidade consolidada no statusinvest foi de 1,61%, na minha planilha de controle deu 2,75%. O acumulado foi de R$ 261.989,73, muito próximo da meta de R$ 261.995,40. 

 

https://bilionariodozero.blogspot.com/p/evolucao-patrimonial.html

Aqui no Brasil, o Copom reduziu a taxa SELIC em 0,25 p.p. para 13,75%, foi bom para o mercado, mas depois dessa alta americana, provavelmente será difícil reduzir daqui pra frente. Além disso, o petróleo segue em alta, acredito que após as eleições, o preço dos combustíveis por aqui vai disparar, gerando mais inflação.
 

Petróleo segue em alta com os conflitos do Oriente Médio


Olhando pro cenário econômico, provavelmente teremos taxas altas por mais tempo, o que deve prejudicar muitas empresas com margens de lucro pequenas, como varejo, e construtoras onde os clientes dependem de financiamentos. Por outro lado, seguradoras devem lucrar mais com os rendimentos, e se o dólar se valorizar, empresas de commodities e exportadoras devem lucrar mais.

Um fato recente que impactou as ações foi a proibição das bets, disparou preço da MGLU (+61%), até a falecida LJQQ3 disparou, pois o mercado acredita que se o povo parar de perder dinheiro em apostas, vão voltar a gastar nas lojas tradicionais. Eu acho que deveriam terminar inclusive com Loterias da Caixa. 

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/28/mp-proibe-bets-e-determina-encerramento-das-operacoes-em-30-dias

Então tivemos nesse mês notícias bem positivas pro mercado aqui no Brasil, e algumas negativas no exterior, vamos ver como ficam as coisas nesse último trimestre.

 

Rentabilidades Mensais da Carteira no Sistema Status Invest


Transações

Fiz um aporte de 3.030,29 no Tesouro Educa+ 2042, aproveitando as taxas altas, 7,36% nessa compra.

Depois vi que tinha um bom saldo de dividendos e proventos recebidos, resolvi reinvestir o saldo da XP no IFRA11, que comecei comprar recentemente, e na Clear resolvi comprar LREN3, que estava de olho já algum tempo pelo fato que o lucro vs cotação está bem distante, conforme já demonstrei no estudo dela feito em julho. 

Transações

Próximos investimentos 

Desde o ano passado, estou estudando investir em fundos de PGBL, porque no PGBL você pode deduzir até 12% da sua renda bruta anual tributável na declaração do Imposto de Renda, e eu estou pagando demais. Claro que no futuro o imposto virá sobre o valor total investido, mas pelas minhas contas, ainda é vantagem. Se investir 12k por ano, terei uma redução de 3.300 no imposto de renda a pagar (27,50%). 

Achei um fundo na XP com taxa anual de 0,25%, o Trend Pós-Fixado XP Seg Prev FIC FIRF PGBL/VGBL, CNPJ: 33.784.231/0001-92, também achei interessante esse do BTG com taxa zero, mas teria que abrir conta lá, inclusive eu já tinha aberto ano passado e acabei fechando porque tinha desistido da ideia, mas que bah! 

Carteira de Investimentos

Tudo dentro das metas de alocação por classe.


 Proventos

 Recebi 589,83 em setembro, até que foi bom.




Confesso que esqueci de usar a minha nova planilha, que em teoria ficou bem melhor que a velha planilha cheia de remendos, mas como já estou acostumado na velha, ainda não migrei de fato, nem sei se migrarei. 😅

 

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Até o futuro! 

 

Planilha de Gerenciamento da Carteira Grátis

Olá!

Depois de muito tempo fazendo pequenas melhorias na minha planilha de controle, ela ficou bagunçada 😅, resolvi criar uma versão nova da planilha de balanceamento da carteira, adicionando algumas funcionalidades e melhorando outras, penso que podemos chamar de Planilha de Gerenciamento da Carteira Básica, pois ainda faltam algumas coisas pra ficar 100%.

O sistema mais correto que temos atualmente é o da B3, o Portal do Investidor, na minha opinião, se você possui apenas investimentos no Brasil, ali vai aparecer praticamente tudo e não precisa de mais nada. Mas, se você quiser ter tudo na mão e não depender de terceiros, a boa e velha planilha me parece a melhor opção. Eu uso a planilha concomitantemente com diversos outros sistemas online de gerenciamento da carteira, e assim, eles se validam, se um deles der resultado muito diferente é porque lancei algo errado.

Buenas, a planilha nova foi feita usando Google Planilhas, e contém fórmulas do GoogleFinance para obter cotações de ativos e moedas, mas também é possível preencher de forma manual as informações de ativos não listados em bolsa, inclusive recomendo em alguns pontos preencher manual mesmo, pra evitar erros futuros. As vezes o Google Finance não carrega todas informações.

METAS

A primeira aba chama-se METAS. Nela você vai definir sua estratégia de alocação, preenchendo o percentual que pretende ter em cada Classe de ativos. Pintei de amarelo "Exterior" e coloquei uma nota na célula avisando pra não mexer no nome dessa classe, pois acabei usando em fórmulas, pra converter o valor dos investimentos no exterior para reais, pegando a cotação do dólar automaticamente, ou você pode preencher manual, vou explicar melhor depois.

 


Na mesma aba, temos mais uma tabela, chamada Cadastro de Ativos. Aqui você vai cadastrar cada ativo que pretende ter na carteira, e até os que já vendeu, caso faça como eu e preencha todo seu histórico nela. Aí quando for um ativo que já vendeu, na coluna ATIVO NA CARTEIRA? vai informar NÃO.

Vai preencher a CLASSE, com cuidado pra digitar certinho, pois a coluna META % vai dividir o % da carteira configurado na classe pelo número de ativos dela. Como no meu exemplo, tenho 3 ativos da classe RF IPCA, e defini 30% para essa classe, a planilha automaticamente calculou a meta de 10% pra cada. 

A coluna LIMITE MÁX tinha intenção de criar um aviso na aba CARTEIRA caso algum ativo passe do limite Máximo, mas por enquanto não desenvolvi essa parte.

A coluna BOLSA é opcional, exceto para ativos que você terá que preencher o valor investido ou VALOR ATUAL de forma MANUAL. Explico: nem todos investimentos tem como obter a cotação pelo Google Finance, então aquele CDB, LCI, tesouro direto etc, você vai precisar informar "MANUAL" na coluna BOLSA, e na coluna VALOR MANUAL, o valor daquele investimento. 

Eu optei por agrupar meus investimentos em RDB, LCI e LCA como sendo um único ativo, pois não ficou legal cadastrar as compras e vendas deles na planilha, então deixei manual. Os títulos do Tesouro eu tinha as informações antigas, da maioria, e consegui registrar, mas talvez fosse mais fácil ter agrupado tudo também. 

OPERAÇÕES

Eu tive a infeliz ideia de migrar todas as minhas operações para a nova planilha, foi um bom teste dela, mas levei muito tempo pra ajustar tudo, porque na minha planilha antiga faltavam informações.

As colunas iniciais são de preenchimento manual: DATA, TIPO, ATIVO, QUANTIDADE, PREÇO, CUSTOS, OBSERVAÇÃO. 

As outras colunas pintadas com fundo colorido são preenchidas automaticamente, mas deixei um aviso na coluna CÂMBIO, que se você tiver o CET = Custo Efetivo Total da suas operações de Câmbio, é melhor usar esse valor do que usar o valor do dia, vai ficar mais correto. E também, mesmo que a planilha busque o valor do dólar no dia, é interessante você copiar e colar somente valores, pra evitar que algum momento futuro o Google não traga essa informação e de erros na planilha.

 


Tipos de Operação

Como eu não tinha alguns dados bem do começo da carteira, criei um TIPO = Saldo inicial, que pode ser útil pra quem não quiser sair cadastrando todas operações antigas, e apenas controlar investimentos a partir de hoje. 

Além do tradicional tipo Compra e Venda, criei os tipos Aporte e Resgate, para informar aportes e resgates... a ideia aqui é usar isso para calcular a rentabilidade de forma mais correta.

Desdobramentos de ações você pode usar o tipo Compra e deixar o valor do custo zero.

Inclui um tipo Bonificação, porque nesse caso o valor não pode ser zero, tem que ver o valor informado em fato relevante divulgado pela empresa, pois impacta no preço médio e no imposto de renda. 

A coluna ATIVO, é importante informar o mesmo nome que tem cadastrado na aba METAS, pra que a planilha possa preencher a coluna CLASSE corretamente. 

A última coluna FLUXO XIRR é auxiliar para o cálculo da rentabilidade vista na aba METAS.

CARTEIRA

Nesta aba, podemos visualizar a composição da carteira, de forma automática a planilha já calcula o preço médio das ações/FIIs, pega a cotação atual, e calcula a rentabilidade.

 


Tem que dar uma observada se não ficou vazio alguma cotação atual aí, se tiver pode ser útil dar F5 ou informar/desinformar a bolsa lá no cadastro dos ativos.

BALANCEAMENTO

Não poderia faltar uma aba de balanceamento, a função primordial da planilha antiga.

Na nova planilha, temos 2 tabelas de balanceamento. A primeira tabela você vai ver na aba das METAS, já avisa qual CLASSE precisa aporte, e nessa aba BALANCEAMENTO, vai mostrar os ativos que precisam aporte, então, após verificar a CLASSE, é interessante filtrar ela nessa tabela e ver qual ativo dela você precisa aportar para manter tudo de acordo com suas metas.



 EVOLUÇÃO

Aqui, por falta de algumas informações, deixei o preenchimento da coluna PATRIMÔNIO manual, também a primeira linha, DATA, é manual, pois a minha ideia aqui é fazer uma evolução mensal.

A planilha vai buscar aportes, resgates, e calcular a rentabilidade automaticamente, também inclui 2 colunas, de 0,5% e 1%, que servem para comparar a Evolução do Patrimônio, comparando com algum investimento fictício que rendesse 1% e 0,5% ao mês.


Existem muitas formas de calcular a rentabilidade, achei a mais interessante para o meu caso XIRR. Tem também uma outra chamada PWR, vale a pena pesquisar um pouco pra conhecer. Nessa planilha, a XIRR é usada e o resultado dela já aparece na aba METAS, no lado superior direito, mostrando o resultado em percentual ao ano. Os aportes e resgates, dependendo da forma que são tratados, impactam muito no cálculo da rentabilidade. Eu optei por considerar sempre aportes e resgates do mês anterior.

 GRÁFICOS

São muitos os gráficos possíveis aqui, mas considerei estes 2 mais interessantes pra começar, gráfico da Evolução do Patrimônio, comparando com rentabilidade de 0,5% ao mês e 1% ao mês, e gráfico de alocação por Classe.


 

COMPARTILHAMENTO

Uma cópia limpa da planilha está no meu drive, você pode acessar clicando aqui. Depois procure a planilha com nome Balanceamento da Carteira 2.0 - Cópia limpa conforme imagem abaixo.

 


Vale aqui as mesmas instruções que já dei no post antigo: clique no menu Arquivo, e fazer uma cópia, salve no seu Drive para poder editar.

Assim que possível farei um vídeo para o Youtube explicando melhor como usar ela, e até lá, vocês podem copiar e fazer sugestões/perguntas aqui nos comentários, tenho muitas ideias de melhorias nela, mas pode acabar ficando muito complexa.

 

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Até o futuro! 


Fechamento 89: Agosto foi Top!

Novidades no Blog

Este mês fiz umas brincadeiras nas planilhas, e acabei criar uma nova página aqui para o blog, o Painel de Mercado, a ideia inicial era apenas pegar as maiores altas e baixas de um período, mas o negócio foi evoluindo e virou isso aí, inclusive acabei criando um indicador de amplitude do mercado, que me indica a força do mercado nos últimos 12 meses, tenho acompanhado ele ao longo do mês, e percebi uma leve melhora neste indicador. 

Acabei incrementando um pouco mais e também criei um mini monitor de mercado, que vocês podem ver aqui no menu lateral do blog, se alguém tiver interesse em adicionar em seu blog comente aí que posso disponibilizar o código. Talvez eu faça um post específico explicando isso.

Além das mudanças, li releases das empresas que invisto, pesquisei sobre Bitcoin, quase que comprei um pouco antes dele explodir novamente, comprei um FI-Infra, o que gerou alguns posts:

E agora seguimos no 89º acompanhamento mensal da carteira, relativo a agosto de 2026.

Negócios Realizados

 

Situação das Ações no começo de Agosto

Olhando pra minha planilha de balanceamento da carteira, acima, teria várias candidatas pra receber o aporte, após 30 segundos de intensa análise, eu resolvi comprar mais 300 ações da Grendene pra completar meu objetivo de ter 1000 ações dela. 

Logo nos primeiros dias do mês saiu resultado trimestral da Grendene, achei ruim, mas considerando tudo que já analisei aqui e aqui, já era esperado, pois grande parte do lucro da empresa vinha dos rendimentos financeiros, então, após as enormes distribuições de dividendos, o lucro caiu, e a cotação também.

Este longo parágrafo é especial para meu eu do futuro: os motivos que me levaram a comprar Grendene foram o fato da empresa não ter muitas dívidas e os dividendos. No momento temos muitas empresas endividadas tendo que recorrer a recuperação judicial, eu não gosto desse tipo de investimento, ainda que o espírito de sardinha que vive em mim as vezes queira comprar alguma dessas porcarias pensando na possível recuperação. Então, no futuro se eu desanimar com as ações da Grendene e querer vender, provavelmente vou me questionar se tomei a decisão certa ao comprar, vou voltar nesses posts onde comprei ela pra ver o motivo da compra. BDZ do futuro, se a empresa ainda tiver pagando bons dividendos e sem dívidas, mantenha, se ela parar de pagar dividendos ou se endividar, pode vender. 

Além de ações, aportei 2k na caixa turbinada do Nubank (120% do CDI) pra reforçar minha reserva de emergência, é provável que eu precise usar ela no final do ano, quando a cegonha chegar.  


Em meados de Agosto recebi o aluguel (proventos de FIIs) e resolvi comprar o IFRA11, fiz um breve estudo dele aqui. Em resumo, resolvi mergulhar o dedo do pé na piscina dos FI-INFRAs, pra sentir a temperatura na prática. A isenção de IR dos dividendos e nos ganhos de capital é algo que sempre achei interessante nessa classe, então este é o começo, comprei 3 cotas dele por 89 reais cada. No momento da compra ele tinha preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,93, 7% de desconto, e estava com DY de 12,4%. Minha segunda opção era o JURO11, e depois o CDII11, KDIF11, e mais alguns, mas achei o histórico do IFRA11 mais consistente e a carteira bem diversificada foram os pontos que me levaram a comprar ele em primeiro lugar, me passou mais segurança.

Ainda falando dos FI-Infras, descobri que no caso do IFRA11, a carta do gestor sai no site da B3 antes do que no site oficial, fiz todo o estudo com a carta de junho, e depois encontrei a de julho publicada na B3, inclusive o regulamento do fundo eu só encontrei no site da B3. 

Resgate Tesouro Educa+

De forma experimental, resolvi resgatar uma das aplicações em Tesouro Educa+, da XP, ele já vinha pagando mensalmente, com pagamentos crescentes inclusive. Solicitei o resgate total e em poucos minutos o dinheiro estava na conta, então se alguém tinha dúvida, se pode solicitar o resgate após o início dos pagamentos, a resposta é sim, pode.

Resgate

Na imagem abaixo, um print do mesmo Educa+ 2026, este comprei pelo Nubank, segue amortizando mensalmente.

Movimentações / Amortizações Educa+

Essas pequenas aplicações no Educa+ 2026 eu fiz com intuito de conhecer o produto mesmo, então por isso fiz esse resgate, pra ver como é na prática, e foi tudo muito tranquilo e fácil. Provavelmente seguirei comprando os vencimentos mais longos agora, pensando na faculdade das crianças.


Composição da Carteira

Composição da carteira no dia 31/08/2026.

 

Diversificação por classes

Ações
Nos últimos 30 dias FIQE3 caiu e FLRY3 subiu muito, FIQE caiu pra 6ª posição por ordem de tamanho da posição, no fechamento 84 ela era líder


ETF no exterior, quase comprei o IBIT esse mês, mas quando fui olhar a cotação do Bitcoin tinha subido 25% em uma semana e desisti, pensei de aplicar os proventos no IBIT, vou amadurecer a ideia

Fundos

A renda fixa não tenho gráfico, mas é composta principalmente por NTNB, Educa+, algumas LCI/LCA.

 

Evolução e Rentabilidade

Mês positivo, na metade do mês estava feia a coisa, mas no final recuperou muito bem, fechou em 1,63%. O total aportado foi 3k conforme a meta, 1k nas ações e 2k tesouro.


 

Rentabilidade se manteve entre 0,5% e 1%, rendendo 0,6% ao mês

Rentabilidade desde o início


Assuntos diversos 

Estive acompanhando quase diariamente o painel de mercado que criei usando planilha do google, e o mercado evoluiu de muito fraco para fraco, significa que ainda temos a grande maioria das ações negociadas mais perto das mínimas do que das máximas, pode ser interessante pra comprar, mas também pode ser um sinal da crise que se aproxima, muita recuperação judicial e mesmo com IPCA-15 negativo em agosto, os cortes da taxa de juros devem seguir bem lentos a espera dos desdobramentos do El nino na agricultura, das tretas globais e eleições locais. 

 

Em meados de agosto o índice de amplitude estava em -50% e a força em 26
Mercado subiu bem nos últimos dias de agosto

No dia 31/08/2026
 



Abaixo uns prints da planilha de origem dos dados.


A ideia original era essa planilha das top 10 altas e baixas

Pensando aqui se adiciono print desse painel todos os meses, para fins de gerar um histórico desse indicador. 

Vi o estudo do AA40 sobre usar o WRLD11 na carteira FIRE, um ótimo estudo dele por sinal, e a vontade que dá é vender tudo e aplicar em ETFs mesmo, como já fiz alguns estudos do tipo ETFs da Paz, tenho quase certeza que teria menos stress e mais retorno.

ETF da Paz https://investidor10.com.br/wallet/public/184345/return
 

Final de semana fiz uns backtestes de uma estratégia simples com FI-Infra, por ser isento de IR essa classe de ativos pode ser interessante pra operar, mas não gostei muito dos resultados dos meus testes, vou deixar quieto por enquanto. 

 

Ideias que testei mas não deram resultado bom, pelo menos não nos últimos 12 meses

Também vi que algumas corretoras cobravam IOF se vendesse o FIINFRA em menos de 30 dias, aparentemente por engano, mas não quis vender as minhas 3 cotas recém adquiridas só pra testar se na XP isso acontece também, alguém aí já vendeu FI-Infra em menos de 30 dias na XP? 

Começaram as campanhas políticas, e as entrevistas são o horror a parte. Já falei que criei uma conta do instagram? Era isso por hoje, abraço a todos e bons investimentos!

 

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Até o futuro! 


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