Sou grande fã do Benjamin Graham (nascido Grossbaum), que foi um dos mentores do
Warren Buffett, teve uma infância difícil e conseguiu fazer carreira no
mercado de ações, tendo escrito alguns livros que até hoje são
traduzidos e vendidos no mundo todo, devido aos seus ensinamentos
atemporais.
Agora estou relendo o livro "O investidor inteligente", e logo de começo temos a seguinte frase:
O investidor inteligente é um realista que vende para os otimistas e compra dos pessimistas.
Fiquei pensando sobre, parece simples, mas é extremamente complexo saber quando o mercado é otimista e quando é pessimista, olhando gráficos do passado até parece óbvio, mas fazer isso "ao vivo", é complicado!
Você, meu estimado leitor, tem alguma ideia de como fazer isso?
Achei curioso ter essa frase no começo do livro, fiquei me perguntando se não seria o momento de eu vender umas ações da minha carteira que estão nas suas máximas históricas? (Weg?) E comprar algumas que estão caindo a semanas? (Hypera? Mdias?) Seria o Graham alguém que recomenda ficar girando a carteira?
Não é bem assim que funciona, precisaria estudar muito e descobrir exatamente o VALOR REAL da empresa, pra poder decidir se o mercado está pessimista ou otimista em relação a ela.
Complicou né?!
Eu já fiz um post aqui sobre uma fórmula do Graham para descobrir o preço justo, mas conforme comentei no post, se for seguir isso a risca, vai deixar de fora muitas empresas boas, por exemplo, eu nunca teria comprado Weg, que é hoje a posição que mais valorizou na minha carteira, porque ela está sempre "cara".
Pra quem sonha em performar melhor que a média, só resta muito estudo e boa sorte!
Mais pra frente (no livro), o autor recomenda fortemente que você esqueça tudo isso e
faça compras periódicas, de algum ETF de baixo custo, comprando em mercados de alta e de baixa, fazendo
um preço médio, justamente
devido a grande dificuldade em acertar a hora certa de comprar e vender.
Talvez aqui no Brasil a melhor solução seja tentar replicar algum índice, aproveitando corretoras sem custo, comprando as ações na mesma proporção do IBOVESPA, IDIV ou outro índice que goste, digo isso porque eu ainda tenho um pouco de resistência com ETFs brasileiros😜, mas penso que é só questão de tempo até que eu retome a carteira dos ETFS da Paz.
Outra opção mais "fácil" é comprar as suas empresas favoritas e depois esquecer, conforme estudo da Fidelity, quem morreu ou esqueceu que comprou ações performou melhor que a média! 😁
Aproveitando a releitura deste ótimo livro, estou pensando em voltar com estudos das empresas, dando uma nota para elas de acordo com estes critérios do Graham, e fazer uns videos pro canal, só postagem de fechamento mensal creio que seja super entediante, eu mesmo não assisto :)
Este é um clássico do mundo dos investimentos, Jeremy Siegel fez um ótimo estudo do mercado de ações e títulos americanos, compilando dados de 200 anos, e nos traz informações muito importantes sobre risco de cada classe de investimento.
Foi com base nos dados deste livro que eu decidi a alocação 50% RF e 50% RV variável, foi uma adaptação minha, muitos que leram este livro acabam por escolher 100% renda variável, mas se você observar com atenção, embora as ações no longo prazo sempre venceram os títulos, tem alguns períodos da história onde títulos que pagam inflação+ conseguem ganhar, principalmente no curto prazo, então pensei em utilizar isso pra balanceamento da carteira.
Para investimentos com prazo acima de 10 anos, as ações sempre venceram os títulos e letras desde 1802. Para períodos acima de 17 anos, as ações nunca ofereceram um retorno negativo.
Uma das minhas anotações no Kindle sobre o livro
Abaixo tirei mais uma captura do livro, espero que não tenha problemas em compartilhar isso, mas achei essa parte muito relevante para o investidor, dependendo do tempo que pretende manter seus investimentos, há um percentual ideal para cada tipo de investimento que faz com que seu risco seja mínimo, com base nos retornos em cada horizonte de tempo.
Foi com base nestes estudos que montei a página sobre alocação, que eventualmente eu ainda edito e dou umas melhoradas. Warren Buffett disse uma vez que o horizonte de tempo que ele considera ideal para um investimento é para sempre. Quando eu morrer, não é necessário vender os ativos, simplesmente passarão a meus herdeiros, então nesse caso Buffett tem razão.
Mais adiante o autor explica diversas formas de analisar o mercado, e como algumas análises prejudicaram os investidores. Por exemplo, antigamente era esperado que as ações pagassem um rendimento maior que os títulos, já que são mais arriscadas, só que de 1958 até 2009 o rendimento das ações foi menor que o rendimento pago pelos títulos, só que os retornos reais das ações foram em média 6% ao ano superiores aos títulos.
"As ações eram um direito sobre ativos reais cujos preços aumentavam com
a inflação, ao passo que os títulos de longo prazo não."
Uma questão que chamou minha atenção foi sobre as empresas boas pagadoras de dividendos, eu já li o livro do Decio Bazin, Faça Fortuna com Ações, e ele defende justamente investir em empresas que paguem mais dividendos do que a renda fixa, geralmente é difícil encontrar essas oportunidades, mas enfim, com base nos estudos do Siegel do mercado americano, as empresas que pagam mais dividendos são as que oferecem melhor retorno no longo prazo e menor beta, ou seja, menor risco.
Estudo realizado pelo autor separando em grupos de acordo com dividendos
É até complicado tentar resumir este livro, todo ele possui muitos dados estatísticos e conclusões sobre diversas formas de investir, então eu recomendo que todos leiam pelo menos 1x este livro, teriam muito mais informações interessantes pra compartilhar, mas aí o post ficaria muito longo.
Hoje terminei de ler um dos livros que havia começado ano passado, aproveitando os dias de confinamento (COVID-19) pra concluir tarefas. Gostei do livro, o autor traz diversos insights e exemplos de como priorizar o que realmente é importante, manter o foco e como ser essencialista.
É uma leitura rápida, apesar que eu demorei pra terminar, mas é interessante ler aos poucos e tentar implementar algumas ideias no seu dia a dia. Eu me identifiquei como um não essencialista em diversas partes do livro, em poucas me identifiquei como essencialista, refletir sobre isso já me ajudou a tomar algumas decisões neste ano, já cancelei algumas atividades que estavam tomando muito do meu tempo e que não contribuíam ou contribuíam pouco para minhas metas.
Como exemplo, eu participava de um grupo de danças que tinha ensaio todo Domingo, e apresentações quase todos finais de semana, apesar de ser uma atividade muito prazerosa, essa atividade também trazia uma carga de stress, pois isso é um compromisso entre diversas pessoas e faltar, prejudica todo o grupo. Do lado positivo, passava muito tempo com amigos queridos e de certa forma exercitava o corpo com a dança, bom pra saúde. Ao mesmo tempo, eu disse SIM para um convite de ser diácono na comunidade em que participo, o que me trouxe um problema, em algumas ocasiões eu teria que faltar ensaios ou faltar cultos, pois horários coincidiriam.
Se eu tivesse refletido antes, ou tivesse lido este livro antes, eu deveria ter dito NÃO para o convite de ser diácono, mas sendo um não essencialista, achei que conseguiria conciliar as 2 coisas. Eu pensei que conseguiria dar conta de tudo, afinal, eu sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo em minha vida, ensino médio concomitante com técnico, trabalho de dia e serviços freelance a noite (faço até hoje), etc, e acabei dizendo que iria pensar, sendo que quando vi, já estava envolvido e participando, então aqui ficou uma lição, precisava/preciso aprender a dizer NÃO.
O final dessa história foi que, para conseguir fazer algo bem feito, decidi dizer NÃO ao grupo de dança, que apesar de colaborar com minhas metas na área da saúde, prejudicavam as metas na área da FÉ e FINANCEIRA, sair todos finais de semana também tem um custo muito alto. No fim podemos até dizer que Deus escreve certo por linhas tortas, sendo que esse SIM me obrigou a dizer um NÃO para algo que estava contribuindo pouco nos meus objetivos de vida.
Não foi uma decisão fácil, decisão essa que poderia ter sido evitada se eu já fosse um essencialista por natureza. Tomar uma decisão importante hoje te livra de centenas de decisões no futuro, ao dizer Sim para uma coisa, automaticamente você está dizendo Não para centenas de outras coisas que poderia estar fazendo com aquele tempo, saber escolher o que realmente importa é necessário. É semelhante ao conceito de Custo de Oportunidade, ao comprar um carro melhor, estamos deixando de receber juros sobre esse dinheiro que gastamos, ao escolhermos aplicar o dinheiro em um tipo de investimento, automaticamente estamos dizendo Não a todos os outros, e por aí vai.
Lembrar que um SIM é igual a muitos NÃO pode facilitar na hora de dizer um Não.
Vou citar aqui alguns trechos do livro que achei muito interessantes.
Sobre Escolher:
Tornar-se essencialista exige a conscientização da capacidade de escolher. Quando esquecemos que temos livre-arbítrio, aprendemos a impotência. Pouco a pouco permitimos que nosso poder no seja tirado até nos tornarmos um elemento da escolha dos outros - ou até das nossas escolhas passadas.[...] quando abrimos mão do nosso livre-arbítrio, damos aos outros o poder e também a permissão explícita de escolher por nós.
Basicamente, este é o meu caso, eu deixei os outros escolherem o que eu deveria fazer com o meu tempo, talvez por eu não saber o que é essencial para mim, eu aceitei quase tudo que me sugeriram, desde aceitar participar em diretorias de bairro, de escola, de igreja, etc sendo que a maioria não eram essenciais para mim e acabaram tomando muito do meu tempo. Lógico que todas as atividades nos trazem grandes aprendizados, além de que aprender com os erros é uma forma de crescer.
Se você não sabe o que quer, então qualquer coisa serve. Saber o que é essencial e ter objetivos na vida é o básico pra poder começar escolher e não deixar que os outros escolham por você, sem isso você acaba trabalhando para resolver os problemas dos outros.
Sobre Dormir:
O melhor patrimônio de que dispomos para dar nossa contribuição máxima ao mundo somos nós. Se não investimos em nós mesmos - em nossa mente, nosso corpo e nosso espírito - prejudicamos a nossa ferramenta mais eficiente e confiável. Uma das maneiras mais comuns de prejudicar esse patrimônio, principalmente no caso de pessoas ambiciosas e bem-sucedidas, é dormir pouco.
Eu fiz muito isso na época de estudante, estudava o dia inteiro, trabalhava a noite, e ainda tinha projetos pra concluir de madrugada e finais de semana, foi um tempo que dormi muito pouco, amadureci e aprendi muito, mas descuidei da saúde e em uma piscada sofri um acidente de carro que poderia ter sido fatal, aprendi a lição.
Descomprometer-se:
A influência dos custos perdidos é a tendência de continuar investindo tempo, dinheiro e energia numa proposta que sabemos ser malsucedida só porque já gastamos um valor impossível de ser ressarcido. Isso pode facilmente se transformar em um círculo vicioso: quanto mais investimentos, mais decidimos a ver se dá certo e se o investimento rende. Quanto mais investimos em algo, mais difícil é deixá-lo para lá. [...] isso explica o fato de continuarmos a assistir um filme horroroso só porque já pagamos pelo ingresso; por que continuamos a pôr dinheiro na reforma de uma casa que parece nunca terminar; ...
Eu adicionaria aqui que as vezes nos apegamos a alguns investimentos ruins, e ficamos com medo de assumir a perda, eu ainda estou desenvolvendo meu modelo de investimentos e fico na dúvida nessa questão, alguns autores defendem permanecer em uma empresa mesmo se ficar ruim, pra não perder a alta no caso dela ter um turnaround e voltar a ser boa, enquanto outros dizem que se a empresa ficar ruim o melhor é sair fora e comprar empresas boas que vão render muito mais enquanto a outra volta... aqui o autor do livro parece concordar com o segundo caso: ele sugere pensar o seguinte: se eu ainda não tivesse investido nessa empresa, hoje eu investiria? O essencialista fica satisfeito em reduzir perdas enquanto o não essencialista detesta admitir erros e pensa que uma hora vai dar certo. Eu realmente fico na dúvida com essas questões, pois há muita divergência de opinião nesse sentido.
Prevenir (margem de segurança):
Na realidade, vivemos num mundo imprevisível. Mesmo longe de acontecimentos extremos como a fome, enfrentamos constantemente o inesperado. Não sabemos se o trânsito estará bom ou se haverá engarrafamento. Não sabemos se o voo vai atrasar ou será cancelado. Não sabemos se amanhã escorregaremos na calçada e quebraremos o braço. Do mesmo modo, no trabalho, não sabemos se um fornecedor vai se atrasar, se um colega nos deixará na mão [...] a única coisa que podemos esperar é o inesperado. Portanto, podemos aguardar a dificuldade acontecer para só então reagir ou então nos preparar e nos prevenir, criando uma margem de segurança.
O essencialista prevê, planeja, prepara-se para várias contingências. Espera o inesperado, cria uma margem de segurança para lidar com imprevistos e tem espaço para manobra quando acontecem, como é inevitável. [...] Quando ganha um dinheirinho extra, o não essencialista tende a gastá-lo em vez de guardar para tempos difíceis.
Aqui acho que todos nós que investimos já temos familiaridade com o conceito, margem de segurança e reserva de emergência fazem parte do nosso cotidiano, mas sempre podemos usar isso em outras áreas da vida, como manter distância do carro da frente, acrescentar um tempo a mais no prazo previsto para entrega de algum trabalho, sair com antecedência para não se atrasar devido a um imprevisto (pneu, engarrafamento etc) etc.
O livro ainda cita diversos outros livros e exemplos, muitos que eu já tive o prazer de ler, e a conclusão é que "menos é mais", frase já muito conhecida por todos, mas muito difícil de implementar. O texto ficou mais longo do que eu esperava, então abaixo uma imagem que resume o livro, que encontrei na internet.. ainda assim, sugiro que todos leiam.
Acabei de ler o livro, Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliário, do André Bacci, li "gratuitamente" pelo Amazon Prime.
Neste livro o autor conta toda a sua experiência no setor de imóveis, começando pela explicação dos tipos de operações que são feitas no mercado de imóveis "tradicional", ou seja, investir diretamente nos imóveis, e que todas essas operações também podem ser feitas através de FIIs.
Achei bem interessante a explicação que ele trouxe de cada tipo de operação, por que pra nós que não trabalhamos com este setor, tem algumas coisas que não são muito óbvias, não fazem parte do nosso dia a dia, como por exemplo, imóveis Build to Suit, contratos atípicos etc.
Só pra exemplificar, confere esse trecho:
Trecho do livro
Ainda nesse primeiro capítulo o André explica as diferenças e faz alguns comentários sobre o funcionamento do mercado de renda variável, muito importante para o investidor iniciante não se apavorar com o "pisca pisca" das cotações e ficar girando a carteira.
Mais adiante temos toda questão de tributos e legislação relacionada com o tema, como isenção do Imposto de Renda sobre rendimentos dos FII negociados exclusivamente em bolsa, se o fundo tiver 50 cotistas ou mais, se o cotista tiver menos de 10% das cotas, e que seja pessoa física.
Também questões de imposto sobre operações com imóveis próprios: "Isento, se for o único imóvel da pessoa, o valor da venda for menor que R$ 440.000,00 e não tiver negociado nenhum imóvel nos últimos 5 anos (as três condições ao mesmo tempo);".
E por aí segue.
Destaquei também a relação entre os juros da economia e o valor das cotas, sempre que juros sobem, o valor das cotas caem, e quando o juro cai, o valor das cotas sobe. Percebi o mesmo movimento com os títulos do tesouro direto, que possuem marcação a mercado, com exceção do Tesouro SELIC, os outros fazem o mesmo movimento.
Em relação a regra de distribuição de 95% dos rendimentos no semestre, o autor comenta que isso gera uma distorção no final de cada semestre: "Que se o fundo distribuiu menos durante o semestre então o rendimento de virada será maior, mas se o fundo distribuiu a mais durante o semestre então o rendimento de virada será menor.". Eu percebi claramente isso final do ano passado, quando vários fundos aumentaram os rendimentos pagos, e agora em janeiro, voltaram a média.
Depois de explicar diversas formas de classificar imóveis, o autor chega no final do livro, trazendo as estratégias possíveis de se realizar através dos imóveis. Não vou entrar em muitos detalhes aqui, sugiro que leia o livro. Você pode comprar pelo site do autor, http://www.bacci.com.br/andre/introfii/. Ou se tiver assinatura da Amazon, pode ler no Kindle.
Hoje me deparei com um texto, que já havia lido alguns anos atrás, achei o link
em outro blog que eu tinha, e resolvi que sempre é bom reler este texto quando
pensar em vender uma ação, por isso vou copiar ele na íntegra aqui, de forma a
ter acesso fácil e caso a página original sair do ar um dia, ainda poderei
reler.
Quando Vender e Quando Não Vender uma Ação?
Por Philip Fisher
Tradução e adaptação de SER
O livro Common Stocks Uncommon Profits surgiu inicialmente em 1958. Nele
Philip apresenta a questão das ações de crescimento e explica as vantagens do
método "scuttlebutt" para aprender sobre as companhias através de conversas com
concorrentes, fornecedores e, particularmente, com ex-empregados. O livro está
cheio de conselhos práticos para investidores individuais sobre o que fazer e o
que não fazer. Neste texto, Fisher explica o que procurar numa candidata a
investimento e identifica as únicas razões para se vender uma ação.
Existem várias razões pelas quais um investidor poderá resolver vender suas
ações. Ele pode desejar adquirir uma casa nova ou financiar um negócio para seu
filho. Qualquer uma de tantas outras razões similares, do ponto de vista de se
conseguir um melhor padrão de vida, podem fazer com que a venda de ações seja
uma escolha sensata. Mas o motivo para uma venda como essas é muito mais de
caráter pessoal do que financeiro, e está muito além do propósito desse livro.
Os comentários que faremos a seguir são relativos a um único objetivo obter o
maior retorno em dólares sobre dólares investidos.
Existem três, e somente três razões para se vender uma ação. A primeira delas
deveria ser óbvia para qualquer um. É quando cometemos um erro na compra
original e torna-se cada vez mais claro que os bastidores daquela companhia são
bem menos favoráveis do que pareciam inicialmente. A forma correta de lidar com
este tipo de situação é uma questão tipicamente de autocontrole emocional. De
certa forma, ela depende também da capacidade do investidor ser honesto consigo
mesmo.
Duas das características mais importantes no investimento em ações são os
grandes lucros que podem advir da manutenção dos papéis, e a habilidade e a
capacidade de julgamento necessárias para fazer esta manutenção. Como o caminho
para se obter esses lucros quase fantásticos é bastante complexo, não é de
surpreender que devam ocorrer alguns erros durante o processo de compra.
Felizmente, os lucros provenientes das verdadeiras ações superiores no
longo-prazo mais do que compensam esses erros e ainda devem resultar uma enorme
margem de ganhos. Isso é particularmente verdadeiro se reconhecemos o erro
prontamente. Quando isso acontece, as perdas, se é que existirão algumas,
deverão ser bem menores do que se conservássemos a ação por muito mais tempo. E
o melhor de tudo, os fundos comprometidos nessa situação desagradável ficam
livres para serem empregados em outra coisa quaisquer que, se selecionada
corretamente, podem produzir ganhos substanciais.
Porém, existe um fator complicador que torna a insistência nos erros de
investimentos ainda mais comuns. O ego de cada um de nós. Ninguém gosta de
admitir para si mesmo que cometeu um erro. Se nós cometemos um erro comprando
uma ação, mas ainda podemos revendê-la com algum lucro perdemos qualquer juízo
de que estivemos errados. Por outro lado, se nós vendemos com algum prejuízo
ficamos bastante desconfortáveis sobre o assunto. Esta reação, embora
completamente normal e natural, é provavelmente, uma das mais perigosas pelas
quais podemos passar em todo processo de investimento. É possível que os
investidores percam mais dinheiro por manter uma ação que eles realmente não
desejavam possuir até que "consigam ficar quites" do que por outra razão
qualquer. Se somarmos a essas perdas os lucros que ainda poderiam ter sido
ganhos através de um investimento apropriado logo que esse erro fosse
descoberto, o custo da auto-indulgência passa a ser muito maior.
Ainda por cima, essa aversão em realizar qualquer perda, até mesmo uma pequena
perda, é tão natural quanto é ilógica. Se o verdadeiro objetivo do investimento
em ações é obter um lucro de algumas centenas percentuais em um determinado
período de anos, a diferença resultante de uma perda de vamos dizer, 20
porcento, ou um lucro de 5 porcento é, comparativamente, insignificante. O que
realmente fará diferença é se o lucro deixar de aparecer constantemente, aí às
habilidades do investidor ou do seu consultor financeiro devem ser
questionadas.
Da mesma forma que as perdas nunca deveriam causar um grande aborrecimento, não
deveríamos também passar ilesos por elas. Essas perdas devem sempre ser revistas
com cuidado para que possamos aprender com cada uma delas. Se os fatores que
levaram a uma má avaliação na compra de uma ação forem bem compreendidos, é
pouco provável que uma compra pobre seja efetuada novamente baseada nos mesmos
quesitos de investimento.
Vamos agora a segunda razão pela qual uma ação deva ser vendida... Deveremos
vender as ações de uma companhia sempre que, devido às mudanças causadas pelo
passar do tempo, ela não mais se qualifique com o mesmo grau que possuía no
momento da compra. É por isto que os investidores devem estar sempre alertas.
Isso explica porquê é de suma importância nos mantermos sempre em contato direto
com todos os assuntos relacionados com as ações que possuímos.
Existem normalmente dois motivos para que uma companhia se deteriore dessa
forma. Ou houve má administração ou a companhia não tem mais as perspectivas de
crescimento de mercado para seus produtos como tinha anteriormente. Algumas
vezes a administração se deteriora porquê o sucesso afetou a cabeça de um ou
mais executivos chaves. O excesso de confiança, a complacência ou a inércia
substituíram a antiga motivação e ingenuidade. Normalmente, isso ocorre quando
um novo time de executivos não avalia os negócios com os mesmos padrões e
referenciais que seus antecessores. Ocorre também quando eles não se mantêm
fiéis às políticas que fizeram daquela companhia uma vencedora, ou não possuem a
habilidade para continuar adotando as mesmas políticas. Quando qualquer uma
dessas coisas ocorrer, a ação afetada deverá ser vendida de uma vez só,
independente das perspectivas gerais do mercado e do imposto de renda que tenha
que ser pago sobre o lucro.
Da mesma forma, às vezes acontece que depois de um crescimento fenomenal por
vários anos, a companhia atinja um estágio em que suas perspectivas de
crescimento de mercado tenham se exaurido. Daí para frente ela passará crescer
com a mesma taxa que o setor ou a economia. Essa mudança poderá ocorrer
independentemente da deterioração da administração. Muitas administrações
mostram grande habilidade em desenvolver produtos relacionados ou afins para
tirar vantagem do crescimento no seu nicho de mercado. Embora elas reconheçam
que não possuem qualquer vantagem adicional para entrar em outra esfera de
atividade. Assim, se depois dela ter sido um expert em uma nova indústria em
fase de crescimento, os tempos mudaram e os seus fatores econômicos vierem se
exaurido de tal forma que as perspectivas de crescimento de mercado são ruins,
ou se suas ações se deterioraram de uma forma muito acentuada em nosso teste dos
quinze pontos, a ação deverá ser vendida.
Nessa ocasião, a venda poderá ser efetuada com mais segurança do que no caso de
uma má administração ter assumido a companhia. Talvez, alguma parte desse
investimento possa ser preservado até que se encontre um outro lugar mais
atraente para investir. Embora, sob quaisquer circunstâncias, a companhia não
deva mais ser considerada adequada para um novo investimento. Os ganhos de
capital, não importam o tamanho, deverão sempre nos prevenir de transferirmos
nossos recursos para um outro lugar em que, alguns anos adiante, possam voltar a
crescer de forma similar ao investimento anterior.
Existe um bom teste para sabermos se uma companhia não se qualifica mais no
quesito crescimento futuro. O investidor deve perguntar a si mesmo se no próximo
pico do ciclo do negócio, independente do que possa acontecer nesse meio tempo,
o lucro-por-ação (depois do recebimento de dividendos e splits, mas sem
considerar as ações emitidas para obter novos recursos) irá mostrar, pelo menos,
o mesmo crescimento a partir dos níveis atuais que ela obteve no último ciclo
econômico. Se a resposta for sim, a ação provavelmente deverá ser mantida. Se
for não, ela deve provavelmente ser vendida.
Mas, para aqueles que seguiram corretamente os princípios para fazer suas
compras originais, surge a terceira razão para se vender uma ação, e esta deve
ser apenas empregada se o investidor souber perfeitamente o que está fazendo.
Ela parte do princípio de que as oportunidades de investimento são muito raras
de serem encontradas. Pelo ponto de vista do timing elas normalmente acontecem
quando os recursos para investimentos estiverem disponíveis. Se um investidor
possuir fundos para investir por um bom período e encontrar novas oportunidades
atrativas para investir esses recursos, ele poderá empregar parte, ou todo o
montante em uma companhia bem administrada que ele acredite possuir boas
perspectivas de crescimento. Embora seja possível que essas perspectivas de
crescimento possam apresentar uma taxa de crescimento anual inferior a outros
investimentos aos quais ele já se deparou anteriormente. Embora as companhias
que ele já possui em carteira possam parecer menos atrativas em outros
aspectos.
Se a situação é clara e evidente e o investidor se sente bastante confortável
sobre a sua percepção, ele irá, mesmo tendo que pagar impostos sobre ganho de
capital, trocar para o investimento que aparenta possuir as melhores
perspectivas. Uma companhia que apresente uma taxa de crescimento média anual de
12% por um longo período de anos será uma fonte de grande satisfação financeira
para seus proprietários. Embora a diferença entre esses resultados e aqueles que
se pode esperar de uma outra companhia que a presente uma taxa de crescimento
médio anual de 20% devem superar bastante os problemas adicionais da troca e o
pagamento do imposto sobre ganho de capital decorrentes da operação.
Na tentativa de transferir seus recursos para um investimento ainda melhor,
torna-se necessária uma palavra de precaução. Sempre haverá a possibilidade de
que algum elemento dentro do cenário não tenha sido avaliado corretamente.
Provavelmente, se isso ocorrer, o investimento não se transformará naquilo que
você havia previsto. Em compensação, um investidor atento e que mantém uma ação
por tempo considerável deve ser um bom conhecedor de suas melhores qualidades e
também das menos desejáveis. Dessa forma, antes de vender um investimento
satisfatório para tentar trocar por outro melhor ainda, é necessário estar bem
atento para certificar-se de que todos os elementos da situação foram avaliados
corretamente.
Nesse ponto, um leitor crítico e com boa capacidade de discernimento deve ter
identificado um dos princípios básicos de investimentos, que parece ser bem
conhecido de uma pequena minoria de investidores bem sucedidos. Ele diz que uma
vez que uma ação seja escolhida corretamente e tenha passado ilesa pelo teste do
tempo, somente em casos excepcionais existirá algum motivo para vendê-la. Só que
a comunidade financeira emitirá pareceres e recomendações frequentemente dando
uma série de motivos pelos quais deveríamos vender nossas ações superiores. O
que dizer sobre a validade desses motivos?
As razões mais frequentes são a convicção de que haverá uma queda generalizada
de grandes proporções logo adiante... Retardar a compra de ações atrativas por
receio daquilo que poderá ocorrer se houver uma queda generalizada do mercado,
tem, através dos anos, demonstrado ser uma atitude bem cara. Isto porquê o
investidor está ignorando a forte influência de uma força, sobre a qual ele
possui grande conhecimento, em detrimento de uma outra força menos poderosa que
na qual, no estado atual do conhecimento humano, é apenas uma suposição. Se o
argumento de que a compra de ações atrativas não deve ser influenciada pelo medo
de um mercado de baixa é válido,na defesa do argumento contra a venda dessas
ações nas mesmas condições ele é ainda mais relevante ainda... Além do mais, a
chance de um investidor estar correto fazendo essas vendas é ainda menor pelo
fato dele ainda ter ainda que pagar imposto de renda sobre os ganhos de capital.
Os grandes lucros que essas ações superiores devem ter acumulado, caso tenham
sido mantidas por um considerável período de anos, só farão com que o imposto
sobre os ganhos de capital acentuam ainda mais o custo de se fazer essas
vendas.
Existe ainda uma outra razão pela qual um investidor não deve vender uma ação
superior porquê um mercado de baixa tem a possibilidade de ocorrer. Se a
companhia é realmente a companhia certa, o próximo mercado de alta fará com que
ação atinja um pico ainda superior ao anterior. Como o investidor iria saber
quando comprar de volta? Teoricamente, depois do fundo ter ocorrido. Pressupondo
que o ele teria como saber exatamente quando o mercado chegou ao fundo. Eu tenho
visto muitos investidores venderem suas ações que vieram depois a apresentar um
ganho excepcional nos anos seguintes simplesmente pelo simples receio da
possibilidade de um mercado de baixa. Normalmente o mercado de baixa acaba não
ocorrendo e a ação continua subindo. Eu não consegui ver até hoje um caso entre
dez em que depois do término do mercado de baixa o investidor tenha realmente
retornado as mesmas ações que possuía antes delas atingirem o valor pelo qual
ele as vendeu. Normalmente, ele fica esperando que a ação volte a um valor bem
abaixo daquele que ela caiu, ou, quando ela está caindo, o medo de que alguma
outra coisa venha a acontecer evita que ele embarque novamente no papel.
Isso nos leva a uma outra linha de raciocínio muito empregada para que
investidores bem intencionados, mas pouco sofisticados, percam grandes lucros no
futuro. É o argumento de que se uma ação superior ficou sobre-avaliada e deveria
ser vendida. Não existe lógica nisso? Se uma ação está sobre-avaliada, porquê
não vendê-la ao invés de permanecer com ela?
Antes de chegarmos a conclusões erradas, vamos olhar um pouquinho abaixo da
superfície. O que é sobre-avaliada? Aonde estamos querendo chegar? Qualquer ação
superior será vendida, e realmente deveria ser, a um preço em relação aos lucros
superior a de uma outra com potencial de expansão de lucros menor. Afinal de
contas à possibilidade de participar do crescimento de lucros contínuo deve
valer alguma coisa. Quando dizemos que uma ação está sobre-avaliada, nós podemos
estar querendo dizer que ela está sendo vendida a um índice acima daquilo que
nós acreditamos que deveria ser o seu poder de crescimento de lucros no futuro.
Possivelmente podemos estar querendo dizer que ela está sendo vendida a um
índice superior a outras ações de companhias com perspectivas similares de
aumentar substancialmente seus lucros futuros.
Tudo isso é uma tentativa de medir alguma coisa com um nível de precisão maior
do que é realmente possível. O investidor não poderá dizer exatamente quanto
será o lucro por ação de uma companhia daqui a dois anos. Ele pode, na melhor
das hipóteses, avaliar isso genericamente dentro de parâmetros não matemáticos
tais como vai ser mais ou menos a mesma coisa, vai subir um pouquinho, vai subir
muito, ou vai subir pra caramba. De uma forma geral, nem mesmo a alta
administração da companhia poderá prever um número com maior precisão do que
essa. Nem eles nem os investidores são capazes de dizer com a mínima segurança
se haverá um aumento considerável de lucros daqui a alguns anos. Saber quanto
ela vai crescer, ou em que ano exatamente isso irá ocorrer, normalmente envolve
fazer suposições sobre diversas variáveis que tornam previsões precisas
impossíveis.
Baseado nessas circunstâncias como alguém poderá dizer, mesmo com a mínima
precisão, o que é sobre-avaliado para uma companhia superior com uma taxa de
crescimento excepcional? Suponha que ao invés de ser vendida a 25x seu lucro,
como normalmente ocorre, a companhia esteja agora avaliada a 35x seus lucros.
Talvez, em um futuro próximo, existam novos produtos de uma grande importância
que a comunidade econômica possa ainda não ter se apercebido. Talvez nem haja
qualquer desses produtos. Se a taxa de crescimento de lucros for tão boa de
forma que daqui a dez anos a companhia possa muito bem ter quadruplicado, é
realmente de grande importância se a companhia está, ou não está sobre-avaliada
de 35%? O que realmente importa é não perturbar uma posição econômica que irá
valer muito mais daqui a algum tempo.
Novamente, nosso velho amigo, o imposto sobre ganho de capitais, acrescenta um
pouco mais a essas conclusões. Ações de crescimento que são recomendadas para a
venda somente porquê estão supostamente sobre-avaliadas normalmente custarão aos
seus proprietários porções consideráveis em termos de ganhos de capital. Ainda
devemos adicionar a isso o risco de perdermos uma posição permanente em uma
companhia que através dos anos deve continuar a apresentar mais lucros além de
conseguirmos uma postergação de impostos. Não é muito mais seguro e mais barato
simplesmente nos convencermos que a companhia está moderadamente precificada um
pouco à frente no tempo? Nós já temos um lucro considerável em cima dela. Se
ocasionalmente a ação perder, vamos dizer, 35% de sua cotação atual no mercado,
isso é realmente um problema de verdadeira relevância? Novamente, não é a
manutenção de nossa posição ao invés de uma perda temporária de nossos ganhos de
capital o que realmente importa?
Existe ainda um outro argumento que alguns investidores normalmente empregam
para impedir que eles consigam auferir os lucros que tinham potencial para
conseguir. Esse então é o mais ridículo de todos. É que a ação que eles possuem
já fez um grande avanço. E, se ela já subiu bastante, deverá provavelmente ter
perdido a maior parte do seu potencial. Consequentemente, eles devem vender este
papel e comprar outro que ainda não subiu tanto ainda. Companhias superiores,
que são o único tipo de companhias que acredito que os investidores deveriam
comprar, não funcionam dessa maneira. A forma como funcionam será mais bem
compreendida pela interessante analogia abaixo.
Analogia com Estudantes para Justificar Manter Empresa em Carteira
Vamos supor que um dia você se gradue no científico. Se você não fez o
científico, considere que esta seja a sua formatura de ginásio; no ponto de
vista do nosso exemplo isso não fará a menor diferença. Suponha então que no dia
da sua formatura todos os meninos da sua sala possuam uma necessidade urgente de
dinheiro. Todos eles propõem a você o mesmo trato. Se você der a qualquer um
deles a soma equivalente a dez vezes o salário que cada um deles ganharia nos
primeiros 12 meses de trabalho, esse aluno retornaria para você um quarto de
seus ganhos anuais pelo resto de suas vidas! Finalmente, vamos supor que, embora
você ache essa uma excelente proposta, você só tem dinheiro suficiente para
fechar acordo com três dos seus colegas de turma.
Nesse ponto seu raciocínio de investidor deve estar correlacionando isso
vagamente aos bons princípios de investimento empregados para a escolha de
ações. Você então começaria a analisar cada um de seus colegas de turma não pelo
ponto de vista das amizades, mas apenas sobre o ponto de vista de quanto
dinheiro eles teriam potencial de fazer no futuro. Se você fizer parte de uma
classe grande, provavelmente irá eliminar aqueles que você não conhece bem
suficientemente, para que possa efetuar um julgamento razoável de como eles
estarão financeiramente daqui a alguns anos. Novamente a analogia com a compra
de ações ronda por perto.
Você logicamente escolherá três dos seus colegas que você tem o pressentimento
que terão o maior potencial para obterem alta lucratividade no futuro. Você
fecha um acordo com eles. Dez anos se passaram. Um de seus três colegas se saiu
extremamente bem. Foi trabalhar em uma grande companhia, e recebeu uma promoção
atrás da outra. Alguns insiders dentro dessa companhia vem dizendo que ele tem
grandes chances de obter o maior cargo dentro da firma nos próximos dez anos
porquê o presidente da empresa está de olho nele. Ele terá direito a grandes
bônus anuais, opções sobre ações e benefícios de previdência que acompanham o
cargo.
Nessas circunstâncias o que estarão dizendo os analistas de mercado? Realize o
lucro logo porquê a ação subiu mais que o resto do mercado? Você pensaria em
vender esse contrato simplesmente porquê alguém lhe ofereceu 600% acima do valor
que você pagou a esse antigo colega de turma? Você não acredita que alguém que
tenha aconselhado você a vender esse contrato e trocá-lo por outro de um antigo
colega que ainda está ganhando a mesma coisa de dez anos atrás quando ele largou
o científico, deva fazer um exame mental o mais rápido possível? O argumento de
que seu colega bem sucedido já subiu bastante enquanto o outro colega não tão
bem sucedido (financeiramente) ainda não subiu vai parecer bastante idiota para
você. Se você, da mesma forma, conhecer bem suas ações, muitos dos argumentos
ouvidos sobre a venda de ações superiores irão se parecer igualmente tolos.
Você poderá até estar pensando que tudo isso soa correto, mas colegas de turma
não são ações. Para dizer a verdade, existe uma grande diferença. De fato, esta
diferença aumenta mais ainda o motivo pelo qual nunca devemos vender uma ação
superior simplesmente porquê ela subiu bastante e estar aparentando
temporariamente sobre-avaliada. A diferença é que o seu colega de turma é
finito, e poderá morrer logo e, certamente, acabará morrendo um dia. Não existe
nenhuma similaridade com ações. As companhias por trás desse papel podem possuir
a prática de selecionar seus talentos administrativos com profundidade e
treiná-los nas políticas da companhia, métodos e técnicas de forma que ela
consiga reter e passar o vigor corporativo por várias gerações. Veja o caso da
Du Pont em seu segundo século de existência corporativa. Veja a Dow Chemical
anos depois da morte de seu brilhante fundador. Nessa era de necessidades
humanas ilimitadas e de mercados deslumbrantes, não existem limitações para o
crescimento corporativo como existe na vida de um indivíduo.
Os pensamentos por detrás desse capítulo talvez possam ser resumidos em uma
única frase:
Se o trabalho foi bem feito quando uma ação foi comprada,
Estou lendo o livro de Timothy Ferriss, "Trabalhe 4 Horas por Semana", e achei alguns coisas interessantes, embora como o título sugere, eu não acredito que conseguiria trabalhar apenas 4 horas por semana em um negócio tradicional, que é onde a maioria se encaixa. Apenas através de e negócios altamente automatizáveis como e-commerce ou Marketing Digital é que isso pode funcionar, depois que já tiver muito tráfego orgânico ou pago.
Pontos interessantes:
Defina metas. Liste 5 coisas que você deseja TER, 5 coisas que você deseja SER, e 5 coisas que você deseja FAZER, então crie um plano para conseguir, com atividades bem definidas e prazos.
Elimine o maior gargalo que limita o crescimento do seu negócio, você mesmo. Dê poder de decisão. Dê toda a informação para seus funcionários ou terceirizados e permita que eles tomem as decisões, eles são mais espertos que você pensa, e dessa forma não ficam te pedindo toda hora o que fazer, te liberando para outras atividades.
Fuja de reuniões. Reuniões são pouco produtivas, peça para que te enviem as dúvidas por e-mail e somente se for urgente, por telefone. Deslocar-se e reunir diversas pessoas em uma sala para tratar de assuntos diversos é ruim e te deixa preso a um lugar, sendo que para o estilo de vida Nômade que o autor sugere, isso é inviável.
No caso de não poder evitar a reunião, crie uma lista clara de objetivos e estabeleça uma hora para terminar, ou peça para ser o primeiro a falar e saia antes, invente um compromisso se for necessário.
Faça suas atividades em lote. Exemplo, não leia seus e-mail assim que eles chegam, marque um horário do dia pra fazer isso e evite ficar interrompendo suas atividades toda vez que receber uma notificação de email, whatsapp, mensagem etc. Com isso você não perde o foco em atividades importantes, as interrupções são muito prejudiciais, você perde sua concentração, perde tempo pra reiniciar sua atividade anterior, etc. Então, desative notificações.
Terceirização e Automação. Aqui é um ponto chave do livro, aprenda a delegar e a pagar outras pessoas a fazerem coisas por você, isso é crucial para atingir o estilo de vida desejado. Mesmo que você possa fazer algo de graça, pagando outra pessoa pra fazer isso você se libera e ganha tempo para outras atividades mais rentáveis.
Cuidados ao delegar e automatizar: "A primeira regra de qualquer tecnologia usada em uma empresa é que a automação aplicada a uma operação eficiente aumentará a eficiência. A segunda é que a automação aplicada a uma operação ineficiente aumentará a ineficiência." BILL GATES.
Elimine antes de delegar. Nunca automatize nada que possa ser eliminado, e nunca delegue algo que possa ser automatizado ou dinamizado.
Uma última dica, eu estou lendo estes livros utilizando o Kindle no PC e no celular, "gratuitamente", através do Amazon Prime, serviço de assinatura que te dá frete grátis em alguns produtos, acesso a Amazon Music e Amazon Video, por R$ 9,90 ao mês, ou R$ 89,00 ao ano (25% de desconto). Eu achei o custo benefício muito bom, porque tem muitos livros da minha lista que posso ler de graça no app, além de ouvir música e ver séries e filmes.
Eu li este livro a mais de 10 anos, e volta e meia pego ele de novo pra dar uma relembrada. Neste livro aprendi conceitos básicos de finanças pessoais, acredito que foi um dos livros mais importantes que li, ele me motivou a criar uma reserva financeira para alcançar meus sonhos, e assim criei o hábito de gastar menos do que ganho, poupar e investir.
Através de uma história, o autor no ensina muita coisa, e pra dar um gostinho, deixo aqui as 5 Leis do Ouro:
I. O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para seu futuro e o de sua própria família.
II. O ouro trabalha diligente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo.
III. O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio.
IV. O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com que não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo.
V. O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo.
"Uma bolsa gorda fica logo vazia se não houver um constante fluxo de ouro."
"A riqueza é um poder. Com a riqueza, muitas coisas se tornam possíveis."
"A riqueza, como uma árvore, cresce a partir de uma simples semente. A primeira moeda de cobre que economizar será a semente a partir da qual sua árvore da riqueza crescerá. Quanto mais cedo plantá-la, mais cedo a árvore crescerá. E quanto mais fielmente alimentar e regar essa árvore com economias constantes, logo chegará o dia em que poderá abrigar-se em pleno contentamento embaixo de sua sombra."
"Aproveitem a vida enquanto estiverem aqui. Não exagerem nem tentem economizar demais. Se um décimo de tudo que ganharem é o que vocês podem confortavelmente poupar, contentem-se com essa porção. Por outro lado, vivam de acordo com suas rendas e não sejam sovinas nem temerosos ao gastar. A vida é boa e rica com coisas que valham a pena e causem prazer."
"Uma parte de todos os seus ganhos pertence exclusivamente a você"
E por aí vai, muita sabedoria em um livro muito pequeno. Boa leitura a todos!
Acabei de ler o livro Filosofia Bastter. Posso dizer que é um livro essencial para todos os iniciantes na bolsa, ele descreve de uma maneira simples coisas que levamos muito tempo para aprender na prática.
Algumas frases do livro que gostei:
"Patrimônio não se gira, se acumula."
"Taxa não ganha de tempo."
"O que enriquece é trabalhar"
"Nada determina mais o seu enriquecimento do que o quanto você aporta por mês! "
"Foque no seu trabalho"
"Só quem poupa aproveita a vida. Tendo uma reserva de poupança você pode comprar o que quiser, viajar, etc sem se preocupar e sem fazer dívidas."
Uma das coisas que estou lutando para aprender é parar de olhar cotação, como eu trabalho com computador, é muito fácil dar aquela espiada no mercado, e muitas vezes deixamos a emoção tomar as decisões por causa dessas espiadas.
Outro ponto interessante é a questão do preço, na verdade essa é bem polêmica, Bastter acredita que preço não importa, mas pra quem utiliza estratégia de acumulo de capital, comprando ao longo do tempo somente bons ativos, que é o que a maioria das pessoas deveria fazer.
Por fim, praticar esportes, cuidar da saúde e da família, podemos dizer que é o que todos nós precisamos fazer.
Ele também tem um canal no youtube onde encontrei muitos videos interessantes.