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A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira

Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.

Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos. 

XPML11 – A recuperação após a pandemia

O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.

Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.

Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.

https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/

XPLG11 – Evolução gradual da renda

O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.

Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.

https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/

HGLG11 – Logística de alta qualidade

O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.

Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.

https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/

 

KNRI11 – Crescimento consistente ao longo do tempo

O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.

Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.

investidor10.com.br/fiis/KNRI11/

HGRU11 – Um dos históricos mais consistentes

Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.

A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.

https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/


RECR11 (Antigo UBSR11) – Dividendos elevados, porém mais cíclicos

O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.

Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.

Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/recr11/

MXRF11 – Crescimento gradual e previsível

O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.

Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.

Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.

https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/

Lista dos FIIs da carteira e seus indicadores atuais

https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo
 

Conclusão 

A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.

Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.

Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.

 

E os FIIs que saíram da carteira ao longo do caminho?

Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.

A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.

BRCR11 – Recuperação operacional, mas fora da carteira

O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo... 

Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.

https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/

XPCM11 – Um exemplo de que nem todo FII dá certo

O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.

Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.

Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!

https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/

GGRC11 – Venda por estratégia tributária

O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.

Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.

 

https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/


HGRE11 – Um bom fundo que acabou saindo

O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.

Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/

No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.

HGBS11 – Um ciclo completo no segmento de shoppings

O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.

Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings. 

Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.

https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/

 

SAAG11 → incorporação pelo RBVA11

O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.

Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.

 

https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/

 Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.

 

BBPO11 – Outro bom fundo que acabou saindo

O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.

https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/
 

Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.


O principal aprendizado

Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.

Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.

Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor. 

No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo. 

 

Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira. 


  

Até o futuro!

Subscrição de FIIs: XPML12, HGLG12, MXRF12 vale a pena?

Fala investidores imobiliários, tudo bem?

Os gestores resolveram captar recursos, aproveitando que a maioria está sendo negociada muito próximo do valor patrimonial, 3 FIIs que tenho em carteira anunciaram subscrição e já recebi direitos de XPML12 e HGLG12, fiz uma rápida análise e vou compartilhar aqui minha decisão.

É importante ressaltar que esta análise tem fins educacionais e não deve ser considerada como uma recomendação de investimento. A decisão de participar ou não da subscrição é sua e deve estar alinhada com seus objetivos e perfil de investidor.

Vídeo no Canal

 

Subscrição no XP Malls FII  BVMF: XPML11 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 105,44 agora, e o valor para subscrição é R$ 112,61, sem considerar taxa de distribuição, então pra mim não faz sentido participar, prefiro comprar mais barato no mercado secundário do que participar desta oferta primária.

https://www.google.com/finance/quote/XPML11:BVMF

Anúncio: https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=997187&cvm=true

Ainda tem o detalhe que é destinada exclusivamente a investidores profissionais.

 

Subscrição no HGLG11 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 159,61, e o valor para subscrição é R$ 162,22, então é outro que não participarei, pelo mesmo motivo, no mercado é mais barato.

https://www.google.com/finance/quote/HGLG11:BVMF?window=1Y

 2 bilhões, o apetite está bom hein?!

Anúncio de Início

 

Subscrição no MXRF11 em 2025 vale a pena?

O fundo está sendo negociado no mercado por R$ 9,60 agora, e o valor para subscrição é R$ 9,50, valor muito próximo do negociado no mercado, então também vou considerar que não compensa e não farei nada. Considerando a taxa de 1,48% de distribuição, 0,14 por cota, o valor deve ficar em R$ 9,64, acima do valor de mercado, pra quem for participar da oferta.

 

https://www.google.com/finance/quote/MXRF11:BVMF?window=1Y

Se a diferença fosse maior até poderia fazer arbitragem de subscrição, flipagem como dizem, que seria vender as cotas no mercado secundário após a data base e subscrever pelo preço menor...
 

https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1007569&cvm=true


Conclusões

Como podem ver, acabei decidindo ficar de fora das 3 subscrições, por causa do preço e pelo fato de que ao participar na emissão de novas cotas, elas demoram uns dias para entrar na custódia, e também já tem um tempo que não tenho feito novos aportes nesta classe de ativos, estou achando mais vantagem em outras classes.

UPDATE: Hoje vi isso na corretora XP, a própria corretora avisa que o preço de exercício é maior que o preço atual, então fica fácil ver que não compensa participar.

  

OFF TOPIC: Agora pouco também li essa notícia, de que a MP 1303 tem prazo até amanhã para ser votada, e o senador Calheiros tirou ela da mesa hoje, então tem uma chance de isso não acontecer tão cedo, se não me engano, na última versão da MP haviam mantido a isenção nos FIIs, mas é interessante acompanhar.

 

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Até o futuro meus amigos! 

Fechamento 75: R$ 193.957,39

Olá galera!

Notícias de Junho: um mês de tensão, ajustes e reflexões

Chegamos à metade de 2025 com um cenário internacional conturbado. O conflito de 12 dias entre Irã e Israel gerou preocupação global — e pessoalmente fiquei apreensivo, especialmente quando o Brasil decidiu se posicionar a favor do Irã, país com histórico de envolvimento em ações terroristas. Foi uma postura diplomática controversa, que talvez pudesse ter sido evitada. Felizmente, o cessar-fogo foi aceito antes que houvesse uma escalada mais grave.

Charge by chatGPT
No campo econômico, a taxa Selic atingiu 15%, e a inflação segue pressionada, ultrapassando o teto da meta por seis meses consecutivos. Como determina a legislação, o Banco Central terá que enviar uma carta explicativa ao Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, até o dia 10 de julho. A carta do ano passado culpava o crescimento econômico, o câmbio, o clima e a inércia inflacionária. Mas agora, com o dólar recuando (R$ 5,43 atualmente), será curioso ver qual será a justificativa de 2025. Será que vão admitir falhas da política fiscal? Independentemente disso, a inflação tem sido um desafio global — algo que até a charge que pedi ao ChatGPT ilustrou de forma perspicaz. 

Em outro episódio curioso, o IBGE publicou um mapa com erros na localização de estados brasileiros. O equívoco foi corrigido rapidamente, mas gerou críticas e piadas nas redes sociais, afetando a credibilidade do instituto. No entanto, os dados de migração revelam tendências interessantes: estados como Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais têm recebido um volume crescente de novos moradores. Talvez seja um sinal de oportunidade para investidores atentos às empresas que atuam nessas regiões.

Por fim, o Brasil apresenta uma taxa de desemprego historicamente baixa. Com a redução da taxa de natalidade e o envelhecimento da população, a tendência é de escassez de mão de obra nos próximos anos. Nesse cenário, a automação pode deixar de ser vista como inimiga dos empregos e passar a ser uma solução. Robôs poderão ajudar especialmente no cuidado com os idosos — um desafio que minha geração certamente enfrentará. Só espero que caprichem na programação: não quero ser vítima de um erro na dosagem da força! 😅 

 

Fechamento da Carteira - Rentabilidade 

Consegui voltar na minha meta, o acumulado alcançou R$ 193,957,39 com uma rentabilidade de 1,81% pela minha planilha. O aporte foi acima da meta (3k), totalizando R$ 4.999,45, isso serviu pra compensar os aportes menores de janeiro e abril, ficando com uma média de aportes R$ 3.098,14 agora.
 
 

 
No status invest, apenas exterior negativo, devido a desvalorização do dólar

 

Negócios realizados

Reinvesti os dividendos dos FIIs, comprei 2 cotas do XPML11 por 102,40 cada. 
Apliquei R$ 1.999,45 no Tesouro Educa+2041, que no dia 13/06/2025 estava pagando IPCA+7,11%.
Apliquei R$ 3.000,00 no RDB NUBANK que rende 120% do CDI no dia 05/06/2025.

Diversificação e Carteira

Após aplicações e rendimentos, o percentual de renda fixa e reservas em dinheiro aumentaram levemente, reduzindo o percentual de FIIs, ações e investimentos no exterior.
 

Fundos de Investimento Imobiliário

Após o recente estudo de FOFs, sigo sem movimentar essa parte da carteira, só acompanhando, meio de longe, sem grandes aportes significativos. 
 

Neste segmento, estou considerando vender FIIs de papel para realocar os recursos em um FoF ou FI-INFRA que esteja sendo negociado com um bom desconto. Ainda estou avaliando se farei esse movimento nos próximos meses. Um ponto de atenção é a MPV 1303/2025, que pretende eliminar a isenção de imposto para diversos segmentos. Caso essa medida avance, pode deixar de fazer sentido investir em FI-INFRA, ou pelo menos reduzir significativamente sua atratividade.
 

Ações (empresas do Brasil)

Gostaria de comprar mais, mas já estou no limite do que me planejei.

 
 
A minha tabela/gráfico de balanceamento de ações, fazia tempo que não postava aqui no blog.
 
 

Esses dias perdi uma boa oportunidade de vender Ambev com um pequeno lucro. Fui ganancioso — confesso. Fiquei esperando que a cotação se aproximasse da “linha do lucro” naquele gráfico de preço vs. lucro (P/L). Na minha cabeça, os R$ 18,00 seriam o ponto ideal para sair da posição com “justiça técnica”. Mas o mercado, como sempre, ignorou meus planos. Ainda não descartei vender, mas adiei a decisão.

Nada contra a Ambev em si — é uma empresa sólida — mas hoje enxergo outras opções com mais potencial. E segurar um ativo apenas por apego ao preço-alvo é uma armadilha comum, que pode custar caro.

O caso das Lojas Quero-Quero é parecido. A posição já se tornou praticamente irrelevante na minha carteira, mas continuo esperando uma “melhora” para vender. No fundo, sei que isso é um erro. Esse hábito de aguardar o mercado “me devolver” um preço mais simpático é emocional, não racional.

Fica aqui o alerta: não repita esse comportamento em casa. Se a tese perdeu sentido ou se há oportunidades melhores, talvez o melhor movimento não seja esperar — mas agir.

Investimentos no Exterior (ETFs americanos em dólar)


Aproveitando a queda recente do dólar, este mês vou destinar metade do aporte para o exterior, estou pensando em investir mais no ETF XLRE, do mercado imobiliário americano. 

 

Estou pensando em trocar o ETF SCHP – que aplica em títulos TIPS (proteção contra inflação, com vencimento curto, similar ao Tesouro IPCA) – pelo ETF VGLT, que investe em títulos da dívida americana de longo prazo, com duração média de cerca de 16 anos. Embora seja justamente nesse segmento que tenho registrado prejuízos no exterior, é também onde a valorização pode ser mais forte — por exigir uma queda nas taxas para subir.

Minha expectativa? Quando o Fed reduzir as taxas, o VGLT deve se valorizar com força, já que títulos de longo prazo reagem mais intensamente a esses movimentos . O timing exato é incerto — pode ser ainda este ano ou talvez só no próximo — mas, pelo cenário macro que tenho visto, a tendência é de queda dos juros.

 
 
VGLT nos últimos 5 anos

Este artigo da Vanguard comenta sobre possíveis cortes nas taxas pelo Fed: "Os recentes desdobramentos tarifários devem atenuar a gravidade dos desafios ao duplo mandato do Federal Reserve (Fed), que consiste em garantir a estabilidade de preços e apoiar o emprego sustentável máximo. Continuamos prevendo dois cortes de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros pelo Fed no segundo semestre. O Fed terá espaço para ser paciente com os cortes nas taxas de juros se o mercado de trabalho permanecer resiliente.". 
 
Até o futuro! 

Fechamento 070 - Janeiro/2025

 Saudações!

Rentabilidades

Mantendo o histórico da minha carteira, janeiro negativo novamente, desde 2020 todos janeiros negativos. Olhando Status invest hoje a rentabilidade seria de quase 2% negativos, dando destaque para títulos do tesouro direto que continuam subindo as taxas e consequentemente, preços caindo. Tenho um pouco de Renda+ 2065 que já acumula uma queda de quase 50% no último ano.


Olha que as minhas ações até subiram forte, mas mesmo assim não foi suficiente pra compensar, LCIs dando quase 1% no mês, e previsão da SELIC subir até os 15% este ano, devido a inflação que deu uma disparada novamente. É bem possível que títulos do tesouro cheguem a pagar IPCA+8%, acho que nem no impeachment da Dilma não tinha essa taxa, tem gente vendendo IMAB+ pra comprar CDI e SELIC, particularmente não pretendo vender nada, vou comprando mais aos poucos.

Taxas 01/02/2025 - https://www.tesourodireto.com.br/titulos/precos-e-taxas.htm

O dólar resolveu recuar depois do Trump começar a trabalhar, talvez eu acabe aportando pro exterior este ano novamente, dependendo se o percentual da carteira no exterior cair abaixo do mínimo estipulado na minha estratégia de alocação.

Em janeiro dólar caiu dos 6,16 pra 5,84

Se essa queda do dólar continuar pode ser que a SELIC não chegue nos 15%, mas no último boletim Focus a expectativa do mercado ainda se mantinha.

Negócios realizados

Tirei umas férias e por incrível que pareça, não acompanhei mercado nas férias, fiz um reinvestimento dos dividendos dos FIIs, comprando 2 cotas de XPML11 por 96,96 cada no dia 17. No piloto automático foram 200 reais na reserva de emergência, 1k para uma LCI no banco inter, encontrei novamente ela, mas não rende mais os 95%, e sim 93% do CDI. Também fiz um aporte de R$ 1.004,38  no Tesouro IPCA+ 2045, fazia tempo que não aportava nesse título e resolvi comprar mais.

Não tenho muita estratégia no tesouro, estou comprando IPCA+, Educa+ e um pouco de Renda+, todos são parecidos, só mudam alguns custos dependendo do prazo e a forma de pagamento ao final, se ficar até o vencimento.

Evolução (ou não)

Nos últimos meses a carteira não tem evoluído, apesar dos aportes constantes, tem caído o valor total.

A rentabilidade de janeiro na minha planilha ficou de -0,98%, não tão ruim quanto dizia o status invest, mas ainda assim ruim.


Praticamente 6 meses de lado.

Os proventos cresceram um pouquinho ano passado, mesmo eu tendo reduzido a posição dos FIIs que eram os maiores pagadores de proventos e ter feito a maior parte dos aportes em ativos que não pagam proventos, como LCI e títulos do tesouro.

Proventos no Brasil (portal do investidor B3 não tem a parte do exterior)

Fevereiro provavelmente vai passar voando, até breve pessoal!


Negócios de Novembro

Olá pessoal!

Antecipando parte da postagem de fechamento, os negócios e aportes realizados.
Somando aportes até o momento deu R$ 3.102,46, um pouco acima do planejado:

  • Aportei 200 reais pra reserva de emergência;
  • Aportei 1000 reais pro banco inter, aplicados na LCI 360 rende 95% CDI;
  • Aportei 902,46 no Tesouro Educa+ 2041
  • Aportei 500 reais na XP para FIIs, comprei 6 XPML11 (somando aporte e dividendos)
  • Aportei 500 reais pra Clear para ações, comprei 12 EGIE3, Engie.
  • Comprei 75 FLRY3, ações da Fleury (R$ 1086,32, dinheiro da venda de HASH11 e dividendos).


Ações

Começando de baixo pra cima, as ações da Fleury estão num preço muito interessante, olhando relação lucro x cotação, somado ao fato que minha planilha de balanceamento estava mandando comprar ela, foi a minha escolha para o dinheiro da venda do ETF HASH11.

Gráfico da planilha de balanceamento antes das compras

A Engie é uma empresa do setor de energia, não está com preço tão descontado, mas é uma empresa que considero defensiva na carteira e passei boa parte deste ano comprando ela, tinha ideia de chegar em 100 ações dela até o final do ano mas não será possível.

Ambev e B3 estão pedindo aporte a bastante tempo também, mas me parece que as duas estão no preço justo, sem tanto espaço pra crescer, talvez eu compre mais elas no ano que vem.

Por outro lado, Weg que comprei bem no começo do ano subiu quase 70% desde minha última compra, estou pensando em vender um pouco pra balancear a carteira, talvez eu faça isso um dia desses.
A LJQQ3 estou deixando abandonada na carteira, menor posição com uns 60% de queda, já comentei ela em outro post.

Ações, após as compras

Hypera caindo muito, já comentei dela aqui, mas ainda não chegou no ponto da minha planilha mandar comprar.

Fundos de Investimento Imobiliário

Eu reduzi o percentual da carteira nesta classe de ativos, mas o momento atual é muito interessante pra comprar alguma coisa, todos meus FIIs estão negociados abaixo de seu valor patrimonial.

07/11/2024

Minha planilha de balanceamento mandando comprar XPML11, MXRF11 ou XPLG11. Das 3 opções a que me agradou mais no momento foi XPML11, mas as outras 2 considero boas também.

 

Apesar da queda generalizada nos FIIs, considerando os dividendos só o XPLG11 que está me dando prejuízo, e incrivelmente o XPML11 ainda estava levemente positivo em relação a meu preço médio na data em que escrevo (07/11/2024).

07/11/2024 - Tudo próximo as mínimas

Curiosidade: Este ano fiz relativamente poucos negócios na renda variável, no meu primeiro ano investindo fiz 49 negócios, no segundo 42, no terceiro 47, quarto 45, ano passado foram 51 e este ano até agora foram 23, se comprar mais alguma coisa mês que vem devo fechar em 24 ou 25 negócios em 2024.

Todos negócios de renda variável 2024

 Me parece que a tendência será negociar cada vez menos daqui pra frente, a não ser que eu fique meio louco e faça grandes alterações na carteira ou comece com novos estudos.

Tesouro Direto

Novamente não pude evitar aportar no Tesouro Direto, todas opções IPCA+ estão muito atrativas.

 

Acabei comprando o Educa+ 2041, também pensei de comprar mais da NTN-B Principal 2045 que é onde tenho a maior parte, o Renda+ 2065 tenho um bom valor também, mas parei de comprar ele por causa das taxas maiores, no caso de venda antecipada, e acho improvável que fique com ele até o vencimento, mas vai saber né?!


E a marcação a mercado batendo forte no Renda+, vi em algum lugar que NTNs variam cerca de 5% para cada 1% de variação da taxa quando a duration (prazo) for 5 anos, e preço varia uns 20% para cada 1% de oscilação na taxa quando a duration for 20 anos até o vencimento, se seguir essa lógica... no caso do renda+ 2065 que temos uns 40 anos de duration, a variação do preço deve ser uns 40% para cada 1% de variação na taxa, hora que a taxa voltar pra 4,5% seria uma alta de 80%, veremos.


Buenas pessoal, de negócios e curiosidades era isso que tinha pra hoje, até breve!

Fechamento de julho/2024 - R$ 149.836,66

Fala pessoal!!

Julho foi bastante positivo, acabei aportando um pouco menos do que o planejado, por desleixo mesmo, fiquei procurando oportunidades em FIIs e avaliando minha carteira de ações, e o mês acabou e não decidi onde colocar o restante do aporte. Também voltei a ler o livro o investidor inteligente, recomendo.

Rentabilidades

Pra começar trouxe essa imagem do status invest, com rentabilidade das 4 classes que tenho maior posição na carteira, nos últimos 30 dias as ações renderam 3,64%, FIIs 0,61%, NTN-Bs 4,48% e ETFs no exterior 3,78%. Tudo positivo, raridade! 😁


Com esses bons resultados, o valor acumulado cresceu e voltei a ficar acima da minha meta, 101,62% da meta neste fechamento mensal.


Pela minha tabela, a rentabilidade foi de 4,57%. No site status invest deu 3,45% nos últimos 30 dias, na tabela 3,01% para julho, mas já percebi de outros meses, que as vezes ele demora pra sincronizar algumas coisas e sempre dá umas diferenças. 

Comparando com Ibovespa e CDI, nesse mês superei eles, finalmente né! O acumulado agora beirou os 150k, número redondo assim sempre é bonito de ver. 


No mês passado que minha rentabilidade foi negativa, no status invest ainda foi levemente positiva, não tirei tempo pra avaliar e tentar descobrir onde está o erro, talvez eu tenha esquecido de somar algum investimento na minha planilha no mês passado? Talvez...

Julho tudo verde, raridade!!

Olhando a imagem acima, dá pra ver que neste semestre, o que está rendendo mais são os ETFs no exterior, um pouco pelos resultados, muito pela alta do dólar, é a classe de ativos que melhor performou até essa metade do ano. O Tesouro é o pior até o momento, MTM. Eu imagino que no próximo semestre isso deve inverter, porque pelas previsões dos analistas (focus), dólar em 2025 é pra ficar na casa dos R$ 5,25, sendo que hoje está R$ 5,68, e as taxas TD devem ir caindo devagarinho.

Dólar hoje

https://www.bcb.gov.br/content/focus/focus/R20240726.pdf

 A previsão é do dólar cair até o final do ano, vou segurar aportes para o exterior até lá, e torcer que a previsão aconteça, porque há alguns dizendo que dólar vai continuar subindo, aí é um misto de emoções.

Dividendos

Mês fraco em dividendos no Brasil, no exterior que veio mais forte.

 


Olhando o canal do investidor B3, o valor aqui no Brasil foi R$ 213,09.


Os dados da B3 são mais corretos que do status invest, diferença de 9 centavos, mas no status invest tenho os do exterior, por isso trouxe ambos.

E abaixo mais um gráfico, mostrando em especial os proventos recebidos do exterior.

SCHD paga muito!

Negócios realizados em julho


Comecei o mês comprando Bradesco, 500 reais de aporte mais dividendos recebidos consegui comprar 70 ações BBDC3, com dividendos no exterior comprei XLRE (inter) e VGLT (Avenue), depois recebi mais uns dividendos e comprei novamente o VGLT. Também fiz duas compras Tesouro IPCA+ 2045, totalizando cerca de 1.6k, e na XP comprei 6 cotas do XPML11, conforme já comentado no post Carteira de FIIs 2024 - Buscando oportunidades.

Evolução

O gráfico de evolução, batendo recordes!

Evolução com classes de ativos

Evolução com Aporte e Resultado (lucro ou prejuízo)

Alocação e Planejamento

Alocação por classes

A minha alocação segue minha política anual de investimentos, tem um detalhe que coloquei meta IPCA + 4,5% a.a., que na realidade não estou acompanhando, acho que vou olhar só uma vez no fechamento anual de 2024.

Política Anual de Investimento (PAI) - 2024

Estou com 62% "renda variável" e 38% "renda fixa", apesar de tantos aportes no tesouro direto, ainda tenho que reduzir o percentual da variável, mas a vontade de comprar um pouco de ações todos os meses é grande, com objetivo de aumentar os dividendos e ter renda passiva superior a 2x as despesas, mas claro que essa renda também poderá vir da RF, como título Renda+ por exemplo, mas o detalhe que no Renda+ eu estaria comendo o principal também.

Para o próximo semestre penso em seguir comprando Tesouro IPCA+ ou RENDA+ enquanto taxas estiverem acima do IPCA+6%, mas em menor quantidade, pensei em comprar as LCI do banco inter que estão pagando 97% do CDI para 1 ano, e também tenho muita vontade de comprar algum FI-INFRA, pois no caso de dar tudo certo, vão ter rentabilidade superior aos títulos públicos. 

Estou na busca de ativos isentos de IR agora! Diversificar😎

Meu aporte de 3k vai ser dividido em 3:

  1. 1K para RV: Ações, FIIs e FI-INFRA (É RF ou RV?)
  2. 1K para RF com IR: CDBs, TD IPCA+ ou Renda+.
  3. 1K para RF isenta: LCI, LCA.

2k para renda fixa e 1k para variável, com sorte até o final do ano eu fico com percentuais bem próximos do PAI, sem precisar vender.

Esse mês a internet teve uma onda de memes do Haddad, eu me diverti bastante com isso, apesar que a realidade é o governo batendo recordes de arrecadação, e ainda assim com possibilidade de déficit. É muito desperdício de dinheiro com obras mal feitas, burocracias etc, o pior é que a única forma de mudar isso, é mudando a mentalidade de todos, pois a corrupção hoje não é só dos políticos, está enraizada na cultura brasileira.

Acho que era isso para hoje, um abraço a todos e bons investimentos!!

Fechamento 89: Agosto foi Top!

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