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A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira

Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.

Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos. 

XPML11 – A recuperação após a pandemia

O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.

Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.

Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.

https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/

XPLG11 – Evolução gradual da renda

O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.

Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.

https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/

HGLG11 – Logística de alta qualidade

O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.

Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.

https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/

 

KNRI11 – Crescimento consistente ao longo do tempo

O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.

Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.

investidor10.com.br/fiis/KNRI11/

HGRU11 – Um dos históricos mais consistentes

Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.

A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.

https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/


RECR11 (Antigo UBSR11) – Dividendos elevados, porém mais cíclicos

O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.

Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.

Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/recr11/

MXRF11 – Crescimento gradual e previsível

O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.

Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.

Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.

https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/

Lista dos FIIs da carteira e seus indicadores atuais

https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo
 

Conclusão 

A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.

Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.

Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.

 

E os FIIs que saíram da carteira ao longo do caminho?

Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.

A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.

BRCR11 – Recuperação operacional, mas fora da carteira

O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo... 

Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.

https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/

XPCM11 – Um exemplo de que nem todo FII dá certo

O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.

Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.

Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!

https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/

GGRC11 – Venda por estratégia tributária

O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.

Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.

 

https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/


HGRE11 – Um bom fundo que acabou saindo

O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.

Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/

No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.

HGBS11 – Um ciclo completo no segmento de shoppings

O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.

Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings. 

Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.

https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/

 

SAAG11 → incorporação pelo RBVA11

O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.

Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.

 

https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/

 Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.

 

BBPO11 – Outro bom fundo que acabou saindo

O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.

https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/
 

Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.


O principal aprendizado

Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.

Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.

Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor. 

No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo. 

 

Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira. 


  

Até o futuro!

Fechamento 69 - Dezembro 2024

Olá!

Pra começar, quero te desejar um feliz ano novo! 

2024 foi um ano com altas expectativas mas acabou decepcionando no final, no quesito investimentos no Brasil, claro que isso se configura também como excelentes oportunidades para novos investimentos, então iniciamos 2025 novamente com altas expectativas, que Deus nos abençoe a todos!

Negócios Realizados

Além dos 200 reais pra reserva de emergência, comprei R$ 1.000,00 de LCA do banco inter, porque a LCI sumiu de lá, a LCA rende 94% do CDI e tem vencimento em 17/11/2027.

As outras transações conforme imagem abaixo:

Negócios de dezembro

Comprei um título do tesouro com vencimento mais curto, 2029, que estava com a maior taxa de todas, e também comprei o Tesouro Educa+ 2041 que já tinha na carteira.

Nos FIIs comprei bastante XPLG11 e HGRU11, aproveitando as fortes quedas, ainda seguiu caindo mais uns dias após minhas compras, e no meio do mês em diante deu uma disparada de alta, dei sorte neste mês comprei próximo do fundo. No geral foi um ano ruim para FIIs, mas ainda sofreram bem menos que as NTN-B.

No exterior só reinvesti dividendos, novamente comprei VGLT, na esperança dos juros caírem em 2025. A ideia é que quando os juros normalizarem vou vender a renda fixa do exterior e comprar só ETFs de stocks ou REITs lá fora, vou deixar a renda "fixa" aqui no Brasil mesmo que rende mais.

E nas ações comprei ENGIE e recebi bonificação da Itaúsa. 

O total aportado foi R$ 4.512,44, bem acima da meta de 3k. No ano foi aportado R$ 39.765,58, sendo que a meta de aportes era 3x12=36k, então essa meta foi superada!

Rentabilidade Dezembro

 A rentabilidade em dezembro veio negativa, eu estava praticamente no zero a zero até novembro, então a rentabilidade anual acabou ficando negativa também. Ações, tesouro e até o exterior, apesar da alta do dólar, ficaram negativos. Somente investimentos atrelados ao CDI/SELIC e de alguma forma, os FIIs fecharam positivos em dezembro.

 

Dezembro de 2024

Na minha planilha a rentabilidade ficou ainda pior que no statusinvest, foi -4,87% em dezembro.

Minha planilha de rentabilidade

Planilha com saldos em cada classe de ativo

Apesar de superar a meta dos aportes, acabei fechando com valor acumulado abaixo da meta pela má rentabilidade, vamos ter que recuperar através de mais aportes ou com boa rentabilidade em 2025.


Gráfico Evolução


Rentabilidade 2024

Abaixo rentabilidades dos últimos 12 meses, ou 2024. O investimento no exterior foi que salvou a rentabilidade este ano, o que prejudicou bastante foi títulos do tesouro direto IPCA+, que desvalorizaram cerca de 25%, se as taxas voltaram a 6% até final de 2025, o que ainda é um cenário ruim, deve subir pelo menos 33%, então por isso tenho novamente a expectativa de boa rentabilidade.

Rentabilidade por Classes em 2024

Carteira x Ibovespa x CDI

Abrindo mais detalhadamente, foi um ano bem difícil para maioria das ações e FIIs também.

Ações na maioria tiveram rentabilidade negativa em 2024

Fundos de Investimento Imobiliários (FII) só HGLG11 positivo


Diversificação da Carteira

A carteira segue bem diversificada, com 37% de renda fixa, 25% no exterior, 1,6% reservas, 12,8% FIIs e 23,4% em ações brasileiras.

Para 2025, ainda não me aprofundei nos detalhes, mas o quadro principal de diversificação na política anual de investimentos ficou assim:


Objetivo é 40% renda fixa e 60% renda variável, o qual estou praticamente nisso atualmente, só seguir aportando dentro dos limites, teria que parar de comprar NTNB, mas é difícil ignorar as oportunidades, da mesma forma ações já estou um pouco acima, mas ainda assim vejo muitas oportunidades.

Então pretendo ir aportando pouco nessas classes que já estou acima do objetivo, e a maior parte nas classes que estão abaixo do objetivo.

Abraços! Até o futuro!


Aporte de Outubro (FIIs)

Olá a todos!

O aporte que seria no TD, apliquei em FIIs, a minha planilha estava conforme imagem abaixo, e resolvi seguir ela quase a risca para manter essa parte bem distribuída, só faltou comprar KNRI11, quem sabe alguma renda extra eu aporte nele nos próximos dias.

 

Carteira antes das Compras

Ordens executadas


Abaixo a planilha atualizada.

"O caminho do sucesso é a busca contínua pelo conhecimento."

Napoleon Hill


 Até!


Aporte Mensal Setembro/2020

Olá a todos!

Ontem transferi R$ 1.000,00 para corretora, demorei um pouco mais para realizar o aporte este mês porque, conforme comentado no post anterior, estou gastando com manutenção do carro, este ano tive várias manutenções já feitas, e já estou achando que está virando tendência, cada pouco uma coisa nova, o orçamento pra trocar 2 amortecedores passou de R$ 2.000,00, estou pensando que demorei demais pra trocar de carro, pra piorar, a FIPE dele caiu uns R$ 5.000,00 do ano passado para este, então fiz uma soma dos gastos do período, considerando a desvalorização, em 1 ano passou de 10 mil reais.

Minha dúvida agora é a seguinte: será que eu sigo com esse carro, ano 2012, gastando com manutenção, mas pelo menos conheço bem ele e sei que está tudo em ordem, ou troco por um carro mais novo que vai "teoricamente" me dar menos gastos com manutenção, mas provavelmente terá desvalorização maior? 

Qual caminho seguir?...

Minha vontade atual é trocar, pegar um carro mais novo, mais econômico dessa vez, só que para isso vou ter que gastar a reserva de emergência e talvez ainda resgatar uma parte dos investimentos, dependendo do valor do carro a ser comprado.

Bom, voltando para o assunto principal, o aporte foi para Fundos Imobiliários, ontem comprei 6 cotas de BRCR11 pelo preço de R$ 91,00 cada, e hoje 3 cotas de HGRE11, por R$ 154,59. Com isso a carteira de FIIs agora ficou assim:

Do site Funds Explorer

Minha Planilha de Balanceamento

Aproveitar pra comentar que minha intenção inicial era ter comprado hoje HGRU11, mas a cota está R$ 133,00, e está em andamento a nova emissão de cotas por R$ 123,37, talvez vou entrar na emissão, vou receber direito de subscrição de 1 cota, talvez até faça a flipagem.

Link Prospecto 4ª Emissão HGRU11: https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=115735&flnk

Se mais alguém tiver interesse nesse FII, HGRU11, eu gostei dele, apesar de ter poucos inquilinos, nessa crise ele foi bem, mercados não fecharam, escolas sim, mas ainda assim, continuam usando... 

Até o futuro!

Estudo FIIs Multi Imóveis Funds Explorer

Olá!

Com as quedas nos preços dos FIIs, e também alguns que diminuíram e outros pararam de distribuir rendimentos mensalmente, resolvi atualizar o estudo que fiz sobre FIIs multi imóveis a alguns meses atrás. Eu fiz esse estudo utilizando o site Funds Explorer, e deixei o estudo salvo, se você quiser conferir ele no próprio site precisa criar uma conta, e depois acessar este link: https://www.fundsexplorer.com.br/estudos/6a99Ap28JhSce3W7JY9qEwmQ

Bom, pra quem quiser conferir o estudo antigo, o link é esse: https://bilionariodozero.blogspot.com/2019/09/estudos-funds-explorer-multi-imoveis.html

Relembrando algumas informações importantes:
Os estudos do site Funds Explorer são bem úteis para encontrar oportunidades nesse mercado, um detalhe importante aqui é que isso não deve ser utilizado isoladamente para tomada de decisão, busque ler os relatórios do gestor e se aprofundar sobre a qualidade dos imóveis, inquilinos, vencimento dos contratos, tretas com gestores etc.

Digo isso porque os fundos que possuem os melhores indicadores isolados, como por exemplo, P/VP abaixo de 1, DY acima de 1%, etc, são os fundos que geralmente estão passando por algum problema, e cabe a você ler os relatórios e fazer uma pesquisa sobre o fundo específico para identificar o que pode ser a causa disso, o mercado não é burro, se o preço está baixo, algum problema tem.
Dito isso, segue os prints do estudo atualizado:

HGRE11 está com uma vacância elevada, aumentou um pouco mais desde a última vez

KNRI11 por ser um dos maiores e com mais liquidez, tem maior participação no IFIX
É meio contraditório que o BRCR11 tenha a menor ABL (Área Bruta Locável) da lista, mas é o segundo colocado em Patrimônio Líquido, isso quer dizer que o valor do metro quadrado dos imóveis dele é bem superior ao dos outros.


Calculei rapidamente o Patrimônio Líquido do FII dividido pelo ABL (Área Bruta Locável), para identificar o preço médio do metro quadrado dos imóveis do FII, confiram a tabela abaixo:


Interessante né, acho que essa informação poderia ser estudada em conjunto com a classificação dos imóveis do FII feita por agências, se são AAA, AA etc. Será que os imóveis são tão superiores pra justificar essa diferença no preço do metro quadrado? Ou porque será que deu tanta diferença? No primeiro estudo o valor do PL/ ABL do KNRI11 era R$ 6.326,324, se não me engano esse FII captou recursos neste período e ainda não comprou imóveis, então pode ter dinheiro em caixa aguardando pra ser aplicado em imóveis, o que pode justificar o aumento do PL maior do que o aumento da ABL. E os outros? Tema de estudo.

Depois que fiz essa conta, eu ainda resolvi multiplicar o resultado pelo P/VPA, assim daria o valor que você paga pelo metro quadrado ao comprar a cota do FII no mercado, talvez o mercado já preveja que há algo de errado nessas avaliações patrimoniais e de um desconto no valor da cota? faz sentido isso? Segue o resultado pra vocês:



Em relação a quantidade de imóveis, as mudanças foram:
  • HGLG11 tinha 14 e agora só tem 11, 
  • BRCR11 tinha 11 e agora tem 12, 
  • KNRI11 tinha 18 e agora possui 19, 
  • HGRE11 tinha 20 e agora tem 22.

Com a baixa nos preços das cotas, o que mais mudou foi o indicador P/VPA, agora temos 3 FIIs do estudo sendo negociados abaixo do seu valor patrimonial. No estudo anterior só BRCR11 estava com P/VP abaixo de 1.

O Dividend Yield médio ainda não mudou muito, a exceção novamente é BRCR11 que tinha do DY bem alto (1,23%) daquela vez e agora voltou a média, se não me engano tinha um rendimento não recorrente afetando o indicador na época.

O novato da lista, HGRU11, lidera no quesito DY, ele também está com 0% de vacância, pena que o P/VP ainda está acima de 1, vou dar uma estudada a mais nele pra ver se vale a pena incluir em carteira ou não, no momento estou com 10 FIIs e estou confortável com este nível de diversificação.

Tabela Resumida
Conforme visto acima, desde a última vez que fiz este estudo, caiu fora o FII TRXL11 e o FII HGPO11, e entrou nos resultados o FII HGRU11. Eu mudei alguns filtros do estudo inicial do primeiro post, no estudo atual pega FIIs que tenham mais de 10 imóveis, o HGPO11 só tem 2 imóveis, por isso caiu fora.

No mês de Março e Abril alguns FIIs distribuíram menos rendimentos, alguns de shoppings até pararam de distribuir, mas com o fim do semestre se aproximando, quero ver o que vai acontecer, a legislação dos FIIs diz que eles devem distribuir 95% dos rendimentos no semestre, talvez virá um rendimento gordo em Junho ou Julho, o que vocês acham? vou ficar acompanhando.

Até o futuro!

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