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Estratégias, Psicologia, Rentabilidade

E aí meus queridos 16 leitores! Todos bem? 😀

Conversando com um amigo sobre investimentos, que está começando agora e decidiu ser "trader", eu disse para ele que não vale a pena ser trader, 99% deles perdem dinheiro, a história dos homens mortos não contam história e tal, mas olhando alguns gráficos da cotação de algumas empresas, e do próprio IBOV, as vezes tenho que concordar com os grafistas, de que investir com foco no curto prazo é uma alternativa interessante para o nosso Brasil, visto que ficamos patinando no lugar por muitos anos, famosos voos de galinha.


 

Fiquei imaginando se eu teria aguentado na estratégia Buy and Hold, comprando ETF BOVA11, por exemplo, durante 10 anos e tendo rentabilidade negativa durante uns 6 anos seguidos, 2010 até 2016, difícil né?! Claro que se tivesse conseguido, a partir de 2016 a valorização teria sido muito satisfatória, mas então, vem o COVID e derruba tudo para o mesmo preço de 10 anos atrás. 

Imagina a tristeza desse investidor hipotético ao ver que depois de 10 anos a rentabilidade foi zero... claro que a recuperação nesses casos de crise sempre são rápidas, quase tão rápidas quanto a queda, exemplos anos de 2008/2009 e 2020, mas o psicológico deve ter abalado.

O que me preocupa agora é se nos próximos anos o Brasil vai passar por um período semelhante ao que passou entre 2010 e 2016, onde após a rápida recuperação depois de uma crise, o mercado ficou caindo lentamente esperando a recuperação da economia acontecer de fato. Ainda mais com a dificuldade do governo conter a inflação, com medidas populistas visando a reeleição, e as polêmicas que ainda devem surgir agora que começam as campanhas eleitorais, provavelmente muita CPI vai rolar.

Esse post vai contra o que tenho escrito aqui no blog até o momento, de seguir a mesma estratégia por muitos e muitos anos, focando no LONGO PRAZO... mas acho interessante refletirmos um pouco mais sobre isso.

Historicamente, no longo prazo a bolsa sempre sobe, mas as vezes, o prazo para vermos os resultados é muito longo e o psicológico do investidor sofre muito, e esse é um dos motivos que precisamos diversificar os investimentos por classes de ativos, ter renda fixa e quem sabe diversificar em diferentes estratégias de investimentos também?

Algumas ideias diferentes que me vem a cabeça agora são aquelas carteiras anuais, do tipo "Dogs  of the Dow" e a fórmula mágica do Joel Greenblatt, também os robôs que montam sua carteira por objetivos como o Warren, além de estratégias quantitativas com estudos estatísticos do mercado, que foi onde eu comecei conhecer sobre os investimentos 14 anos atrás, mas será que vale a pena mudar de estratégia no meio do caminho? Só com uma bola de cristal pra responder.

Pensando um pouco mais sobre esse assunto, a diversidade de estratégias, a dificuldade de escolher uma, dúvidas do meio do percurso, acho que isso explica a grande quantidade de blogs da finansfera que são abandonados após poucos anos. 

No fim, controlar as emoções e o psicológico me parece ser o mais difícil, e o mais importante.

Após 3 anos desta carteira de investimento, eu estou com a rentabilidade histórica de 0,25%, mas sigo aportando acreditando que meu prazo para o resgate ainda é longo o suficiente para que as sementes virem árvores, e as árvores deem frutos, com um pouco de sorte, espero que em breve consiga uma rentabilidade histórica superior a inflação, ainda mais porque em teoria isso é fácil, bastaria comprar TD IPCA+...e desconsiderar a marcação a mercado né :)

Até o momento tenho conseguido atingir minhas metas através de aportes crescentes, então não estou muito preocupado, mas já começo a pensar em alternativas para buscar melhores resultados no futuro.

Abraços!

Aprendizados no Mercado com a Crise do Coronavírus

Olá pessoal! Os últimos estão sendo de muitos aprendizados.

Tivemos hoje (12/03/2020) 2 circuit breakers aqui na B3, que é quando a bolsa cai 10% e para as negociações para o pessoal se acalmar, frear o pânico do Sr Mercado, literalmente.

Junto disso, tem alguns fatos curiosos acontecendo, minha estratégia se baseia em percentuais de investimento em diferentes classes de ativos, sendo que a primeira divisão é entre renda fixa versus renda variável, 50% em cada. Era de se esperar, que após dias de fortes quedas das ações e FIIs, o percentual em renda fixa estivesse muito maior que em renda variável, e nesse momento eu faria o balanceamento da carteira, tirando um pouco de dinheiro da renda fixa e investindo em renda variável, mas eis que me deparo com esse gráfico no CEI.


Os percentuais estão praticamente iguais ao mês passado, e olha que as ações caíram muito neste último mês, algumas chegaram a cair mais de 30%, como explicar? Fui verificar minhas posições de renda fixa, e eis que o governo aumentou as taxas pagas em todos títulos do Tesouro Direto.

Taxas do Tesouro IPCA+ 2035
Isso faz com que o preço de compra/venda dos títulos públicos caia, conforme já visto no post sobre Marcação a Mercado.

https://www.tesourodireto.com.br/titulos/historico-de-precos-e-taxas.htm

Logo, tanto meus ativos de renda fixa quanto os de renda variável estão em queda nos últimos dias, com isso, minha estratégia foi por água abaixo. Pelo visto pra minha estratégia funcionar, vou ter que deixar uns 80% da parte da renda fixa em CDI ou Tesouro SELIC, e não títulos com marcação a mercado... o que vocês acham? Ou passo a considerar títulos Renda variável, o que eles realmente são no curto prazo, fixo apenas se ficar até o vencimento.

Por quê o governo aumentou as taxas dos títulos em um momento como esse?

A única resposta que consegui pensar foi para que o pessoal não tire o dinheiro dos títulos para comprar ações, pois perderiam boa parte da rentabilidade com a queda dos preços, ou para evitar de tirarem dinheiro do Brasil mesmo, já que muitos estrangeiros compram títulos públicos no Brasil e em épocas de crises preferem tirar pra deixar em países mais seguros, como EUA.

Até então eu acreditava que as taxas dos títulos mais ou menos seguiam a taxa SELIC, sendo que a SELIC é usada principalmente para acelerar ou frear a economia, além de controle da inflação. Como muitos sabem, o Federal Reserve fez uma reunião emergencial semana passada e cortou a taxa de juros por causa do Coronavírus, coisa que não acontecia desde 2008, ou seja, por lá eles estão incentivando a economia ao abaixar os juros, eu imaginei que o governo aqui também faria algo parecido, mas as taxas aqui subiram... não a SELIC, mas enfim, as taxas dos títulos da dívida pública... essa parte eu preciso estudar mais pra entender, ou se alguém puder me explicar melhor eu agradeço.


UPDATE - 01/04/2020 - ENCONTREI UMA RESPOSTA DO JK, Érica com a mesma dúvida.

O vídeo todo é bem interessante, se quiserem assistir desde o começo, recomendo.


De qualquer forma, acho que preciso melhorar a seleção dos ativos da renda fixa. No curto prazo, penso em tirar dinheiro do tesouro SELIC, que é onde tenho maior percentual alocado, e comprar alguns títulos IPCA que acabaram barateando e ficando com taxas mais atrativas, também, pra não perder as belas oportunidades, acho que os próximos meses aportarei um pouco mais em Ações e FIIs.

Pro médio prazo, quando as coisas voltarem a normalidade, acho que preciso rever a parte da renda fixa, que não pode cair junto com a variável. Eu já tinha percebido estes dias que os títulos públicos (exceto SELIC) se moviam de forma parecida com os FIIs, por causa da relação do preço com a taxa de juros, agora comprovei. Uma possível solução seria usar apenas tesouro SELIC pra contrabalancear a carteira, mas fico meio receoso de manter 50% pós fixado na SELIC.

Um gráfico do IBOV nos últimos 90 dias, praticamente igual do preço dos títulos públicos, só que o IBOV caiu uns 40% e títulos uns 10%, mas o gráfico é parecido.


Outros pontos interessantes:
  1. Bitcoin, que é defendido por muitos como uma reserva de valor, semelhante ao ouro em crises, hoje caiu 23%, ou seja, só serve pra reserva de pessoas em países que a economia estiver muito ruim, mas quando o mundo todo está ruim, Bitcoin cai junto.
  2. Ouro ainda está com uma tendência de alta, mas hoje caiu também, acho que o pessoal está querendo liquidez mesmo, ou talvez estejam embolsado lucros e comprando ações? Talvez o Ouro me sirva melhor pra contrabalancear minha carteira de renda variável...
  3. Dólar é outro que só subiu nos últimos dias, esse sim, como geralmente faz o inverso da bolsa, também pode ser uma forma de rebalancear a carteira. Apesar que no ano passado dólar e a bolsa subiram juntos, foi um fato bem curioso no meu ver.
No momento algumas dúvidas novas, mas muita experiência sendo adquirida. E vocês, aprenderam muito nestes últimos dias?

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