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MONITORAMENTO dos FIIS com IA

Uma dica que resolvi trazer para os colegas investidores, é usar tarefas agendadas do chatGPT para monitorar seus investimentos, eu fiz um PROMPT assim:

Verifique se algum dos FIIs da carteira do usuário (KNRI11, XPML11, HGRU11, MXRF11, HGLG11, RECR11 e XPLG11) apresentou aumento relevante de risco, como inadimplência significativa, recuperação judicial de devedores relevantes, forte deterioração dos indicadores, corte expressivo de dividendos por problemas de crédito, aumento relevante da vacância (quando aplicável) ou outros eventos materiais. Notifique apenas se houver uma mudança que justifique reavaliar a permanência do ativo na carteira.

Agora todo dia o chatGPT navega na internet buscando notícias e fatos relevantes, e caso encontre alguma mudança importante ele me notifica.

Neste mês recebi duas notificações bem importantes dele, uma sobre recuperação judicial (RJ) da Mobly/Toky e outra das Casas Bahia, ambas empresas que alugam galpões de um FII que possuo na carteira, o XPLG, desde então eu pedi pra ele monitorar o caso mais de perto e quase todo dia desde então tenho recebido alertas desse tipo abaixo:


 

Tenho incorporado no meu dia a dia o uso de ferramentas de IA pra me ajudar em diversas atividades, e essa eu achei bem útil para nós investidores, pois muito antes de sair qualquer fato relevante no XPLG, eu já estou sabendo de diversas notícias relacionadas indiretamente ao fundo, e poderia decidir vender/comprar antes que muita gente fique sabendo através de fatos relevantes. 

 

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Até o futuro meus amigos! 

A evolução dos dividendos dos FIIs da minha carteira

Um dos principais motivos que me fizeram investir em Fundos Imobiliários foi a previsibilidade da geração de renda. Mais importante do que olhar apenas o dividend yield do momento é acompanhar como cada fundo consegue manter ou aumentar seus dividendos ao longo dos anos. Esse histórico mostra a qualidade dos ativos, a capacidade da gestão e a resiliência diante de diferentes ciclos econômicos.

Analisando os FIIs da minha carteira, fica evidente que a maioria deles conseguiu atravessar períodos bastante desafiadores: pandemia, alta da inflação e juros elevados, mantendo uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos. 

XPML11 – A recuperação após a pandemia

O XPML11 possui um histórico interessante por mostrar claramente o impacto da pandemia sobre o setor de shopping centers. Em 2020 houve uma forte redução dos dividendos devido ao fechamento temporário dos shoppings.

Entretanto, a recuperação foi rápida. Já em 2022 os dividendos retornaram aos níveis anteriores e, em 2024 e 2025, atingiram os maiores valores da história do fundo, superando R$ 11 anuais por cota.

Essa recuperação demonstra não apenas a resiliência dos shoppings brasileiros, mas também a qualidade dos ativos administrados pela XP Asset.

https://investidor10.com.br/fiis/XPML11/

XPLG11 – Evolução gradual da renda

O XPLG11 apresenta uma trajetória praticamente contínua de crescimento. Desde sua estabilização em 2019, os dividendos aumentaram ano após ano, passando da faixa de R$ 7 para quase R$ 10 anuais em 2025.

Esse crescimento demonstra a qualidade dos ativos logísticos e o sucesso da gestão na expansão do portfólio. Além disso, o fundo negocia com um desconto relevante em relação ao patrimônio (P/VP de 0,87), oferecendo uma combinação interessante entre renda e potencial de valorização.

https://investidor10.com.br/fiis/XPLG11/

HGLG11 – Logística de alta qualidade

O HGLG11 teve um crescimento expressivo entre 2020 e 2022, período em que o segmento logístico viveu um forte aquecimento impulsionado pelo comércio eletrônico.

Após atingir um pico em 2022, os dividendos permaneceram em um patamar elevado durante 2023, 2024 e 2025, ao redor de R$ 13 anuais. Essa estabilidade mostra que, mesmo após o boom do setor, o fundo conseguiu preservar sua capacidade de geração de renda.

https://investidor10.com.br/fiis/HGLG11/

 

KNRI11 – Crescimento consistente ao longo do tempo

O KNRI11 é um excelente exemplo de fundo maduro. Entre 2016 e 2020 os dividendos oscilaram entre aproximadamente R$ 8 e R$ 11 por cota ao ano, refletindo um período de estabilidade. A partir de 2022 iniciou uma nova fase de crescimento, superando os R$ 12 anuais em 2023 e mantendo esse patamar em 2024 e 2025.

Mesmo sendo um fundo conhecido por sua gestão conservadora, conseguiu aumentar gradualmente a geração de caixa sem grandes oscilações. Hoje continua negociando abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,96), o que torna o preço ainda interessante para investidores de longo prazo.

investidor10.com.br/fiis/KNRI11/

HGRU11 – Um dos históricos mais consistentes

Entre todos os fundos da carteira, o HGRU11 talvez seja um dos exemplos mais claros de crescimento sustentável. Desde 2018 os dividendos praticamente triplicaram, passando de pouco mais de R$ 4 para aproximadamente R$ 12 anuais.

A estratégia focada em imóveis de varejo alimentar, educação e contratos de longo prazo proporcionou uma evolução bastante estável da renda, praticamente sem interrupções. Isso mostra como contratos bem estruturados conseguem proteger o fluxo de caixa mesmo em momentos econômicos difíceis.

https://investidor10.com.br/fiis/hgru11/


RECR11 (Antigo UBSR11) – Dividendos elevados, porém mais cíclicos

O RECR11 chama atenção pelo elevado nível de distribuição. Entre 2020 e 2022 houve forte crescimento dos dividendos, alcançando mais de R$ 13 anuais.

Nos últimos anos ocorreu uma normalização das distribuições, acompanhando principalmente a marcação a mercado dos ativos e a redução gradual dos juros futuros. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores geradores de renda da carteira, oferecendo atualmente um dividend yield bastante elevado.

Como já comentei em outras análises do RECR11, é importante lembrar que fundos de papel tendem a apresentar maior volatilidade nos resultados quando comparados aos fundos de tijolo, inclusive já pensei em vender ele algumas vezes para reduzir o risco da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/recr11/

MXRF11 – Crescimento gradual e previsível

O MXRF11 apresenta uma das trajetórias mais lineares da carteira. Desde 2016 houve crescimento praticamente contínuo dos dividendos, atingindo seu pico em 2023.

Nos anos seguintes ocorreu apenas uma pequena acomodação, mas os pagamentos permaneceram próximos das máximas históricas.

Como fundo de papel, seus resultados acompanham mais diretamente o comportamento das taxas de juros e da inflação. Mesmo assim, conseguiu entregar uma evolução bastante consistente aos cotistas ao longo dos anos.

https://investidor10.com.br/fiis/MXRF11/

Lista dos FIIs da carteira e seus indicadores atuais

https://statusinvest.com.br/cliente/ativos-seguindo
 

Conclusão 

A análise mostra que, apesar dos diferentes ciclos econômicos, a maioria dos FIIs da carteira conseguiu manter ou ampliar sua capacidade de gerar renda ao longo do tempo. Mesmo enfrentando desafios como a pandemia, mudanças nos juros e crises em setores específicos, os fundos de melhor qualidade demonstraram resiliência e recuperação.

Vale destacar que este estudo analisou apenas a evolução dos dividendos distribuídos, sem considerar a valorização ou desvalorização das cotas ao longo do período. Portanto, ele não representa o retorno total (total return) dos investimentos. Uma análise mais completa deveria incluir também a variação do preço das cotas, além dos rendimentos recebidos.

Ainda assim, observar o histórico de distribuição dos dividendos é uma ferramenta importante para entender a consistência dos fundos e a capacidade da gestão em gerar renda para os cotistas ao longo dos anos.

 

E os FIIs que saíram da carteira ao longo do caminho?

Nem todos os Fundos Imobiliários permanecem na carteira para sempre. Ao longo dos anos alguns ativos acabaram sendo vendidos, seja por mudanças estruturais nos próprios fundos, seja por decisões de gestão da carteira. Apesar disso, todos fizeram parte da minha trajetória como investidor e deixaram alguns aprendizados importantes.

A maior reorganização da carteira ocorreu em 2023. Na ocasião, aproveitei para revisar algumas posições e realizar um planejamento tributário. O prejuízo obtido com a venda do BRCR11 foi utilizado para compensar os lucros realizados em outros FIIs, reduzindo o imposto sobre ganho de capital. Após essa reorganização, alguns fundos deixaram definitivamente a carteira, enquanto outros continuaram fazendo parte da estratégia de longo prazo.

BRCR11 – Recuperação operacional, mas fora da carteira

O BRCR11 passou por anos difíceis, refletindo os desafios do mercado de escritórios. Os dividendos sofreram forte redução em relação aos primeiros anos do fundo e permaneceram em níveis inferiores desde então. Foi o principal fundo que motivou a reorganização da carteira em 2023, hoje é negociado com P/VP de 0,50, e faz tempo... 

Minha venda ocorreu principalmente por falta de confiança na gestão, se pesquisar na internet tem vários episódios antigos, provavelmente hoje a gestão é outra, mas a má fama ficou. Hoje acompanho sua evolução apenas como observador, enquanto a carteira segue direcionada para outros segmentos que considero mais alinhados aos meus objetivos.

https://investidor10.com.br/fiis/brcr11/

XPCM11 – Um exemplo de que nem todo FII dá certo

O XPCM11 talvez tenha sido um dos maiores aprendizados da minha carteira, inclusive tem vários posts dele aqui no blog. O fundo enfrentou sérios problemas após perder seu principal inquilino, o que provocou uma queda expressiva tanto na distribuição de dividendos quanto no valor das cotas.

Preferi encerrar a posição quando percebi que a recuperação seria longa e bastante incerta. Foi uma decisão difícil, mas reforçou uma lição importante: mesmo em Fundos Imobiliários existem riscos relevantes, especialmente quando há grande concentração de receita em um único imóvel ou locatário.

Lição principal: Fundo mono imóvel ou mono inquilino NUNCA MAIS!

https://investidor10.com.br/fiis/XPCM11/

GGRC11 – Venda por estratégia tributária

O GGRC11 sempre apresentou uma evolução bastante consistente dos dividendos. Após um período de crescimento gradual, os rendimentos estabilizaram em um patamar elevado, demonstrando a qualidade do portfólio logístico.

Acabei vendendo minha posição quando reestruturei a carteira de FIIs em 2023, aproveitei que a posição estava com lucro para realizar o ganho e utilizá-lo no planejamento tributário da carteira. Posteriormente, optei por não recomprar as cotas porque decidi aumentar minha exposição ao Tesouro IPCA+ e reorganizar a carteira.

 

https://investidor10.com.br/fiis/GGRC11/


HGRE11 – Um bom fundo que acabou saindo

O HGRE11 sempre foi um dos principais representantes do segmento de lajes corporativas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo mercado de escritórios durante e após a pandemia, o fundo conseguiu manter uma distribuição relativamente estável e, em 2025, voltou a apresentar dividendos bastante elevados.

Assim como ocorreu com outros FIIs da carteira, a venda fez parte da reorganização realizada em 2023. A posição apresentava lucro e sua realização permitiu compensar o prejuízo obtido na venda do BRCR11. Apesar de reconhecer a qualidade do HGRE11, optei por não voltar a investir no fundo após a reorganização da carteira.

https://investidor10.com.br/fiis/hgre11/

No geral o fundo tem pago rendimentos crescentes, talvez volte pra carteira no futuro.

HGBS11 – Um ciclo completo no segmento de shoppings

O HGBS11 foi um dos primeiros fundos de shopping centers da minha carteira e acompanhou diferentes fases do setor. Até 2019 apresentou uma evolução consistente dos dividendos, refletindo o bom momento dos shoppings brasileiros. Em 2020, porém, sofreu fortemente os impactos da pandemia, quando o fechamento temporário dos empreendimentos reduziu significativamente a geração de receita e, consequentemente, a distribuição de rendimentos.

Com a reabertura da economia, o fundo mostrou capacidade de recuperação. Entre 2022 e 2024 os dividendos voltaram a crescer e atingiram novos patamares, evidenciando a retomada das vendas e do fluxo de consumidores nos shoppings. 

Também vendi durante o processo de reorganização da carteira em 2023. O HGBS11 foi um investimento que cumpriu seu papel por muitos anos, mas que acabou cedendo espaço para outros ativos que, naquele momento, se mostravam mais alinhados à minha estratégia de longo prazo.

https://investidor10.com.br/fiis/hgbs11/

 

SAAG11 → incorporação pelo RBVA11

O SAAG11 foi um fundo que acompanhei por bastante tempo até sua incorporação pelo RBVA11. A fusão fez parte da reorganização promovida pela gestão, buscando aumentar a escala e melhorar a qualidade do portfólio.

Embora o fundo tenha deixado de existir, a operação mostrou como o mercado de FIIs está em constante evolução. Fusões e incorporações podem gerar ganhos de eficiência para os cotistas, ainda que isso signifique o desaparecimento de um ticker bastante conhecido.

 

https://investidor10.com.br/fiis/RBVA11/

 Olhando o gráfico do RBVA11, bastante estável no pagamento, com leve queda em anos recentes.

 

BBPO11 – Outro bom fundo que acabou saindo

O BBPO11 era um fundo de agências e prédios administrativos alugados ao Banco do Brasil por contratos atípicos de longo prazo, eu gostava muito dele, mas quando alguns bancões começaram a fechar agências eu resolvi vender, descobri que em hoje ele não existe mais, passou a se chamar TVRI11.

https://investidor10.com.br/fiis/tvri11/
 

Pelos rendimentos parece que a reestruturação foi boa.


O principal aprendizado

Uma das maiores lições que aprendi investindo em FIIs é que é fundamental estudar o histórico da gestora e do fundo antes de investir. Quando isso não é possível, uma boa alternativa é começar com aportes menores e acompanhar o desempenho ao longo do tempo, aumentando a posição apenas quando houver confiança na qualidade da gestão e dos ativos.

Em alguns casos,vendi FIIs porque os fundamentos mudaram, como ocorreu com o XPCM11. Em outros, faz parte da gestão da carteira e do planejamento tributário, permitindo compensar prejuízos e reduzir o imposto sobre operações lucrativas.

Também aprendi que errar faz parte do processo. Nem todo investimento dará o retorno esperado, e reconhecer isso cedo pode evitar perdas ainda maiores. Mais importante do que acertar todas as escolhas é aprender com cada decisão e evoluir como investidor. 

No fim das contas, a carteira deve evoluir junto com o investidor. Alguns fundos entram, outros saem, mas o objetivo permanece o mesmo: construir um patrimônio sólido e uma renda passiva crescente no longo prazo. 

 

Pra finalizar o post, essa imagem do site https://smartfolio.meusdividendos.com/free/ com os proventos recebidos de FIIs da minha carteira. 


  

Até o futuro!

Fechamento 87: Junho de 2026

Olá! Metade do ano já se foi!!

Mês de junho foi exaustivo, estudando e trabalhando muito, além de diversos compromissos com a sociedade e família, graças a Deus tudo dando certo.

Copom reduziu a taxa Selic para 14,25% a.a., apesar da pressão externa na inflação, eu concordo com o Copom, essa taxa alta só prejudica as empresas, pode baixar um pouco mais. A inflação está alta mais pelo aumento do custo dos combustíveis do que por economia aquecida, é inflação de custo não de demanda.

Transações 

Aportei 5 mil (reinvesti pra ser mais exato) na caixinha do nubank, que havia vencido no mês passado. Esta caixinha turbo rende 120% do CDI, vai vencer em 02/06/2027, mas talvez eu acabe resgatando antes, pois final de ano tenho algumas despesas extras previstas.

Em meados de junho vi as taxas do tesouro direto nas alturas, resolvi aportar mais um pouco no Educa+2042,  R$ 604,23. Neste dia também resolvi comprar mais 12 cotas do XPLG11, fiz um aporte de 1k e junto com proventos foi o suficiente pra liquidar o negócio.

Mais próximo do final do mês olhei os saldos nas contas, resolvi reinvestir os proventos recebidos, comprei 28 ações preferenciais da Sanepar, para completar 600 ações SAPR4. No exterior reinvesti no XLRE, ETF de REITS, dá uma pena ver 30% dos rendimentos indo para o governo americano, mas é isso aí...

Extrato Dividendos recebidos exterior

Ordem de compra XLRE

  

Transações

Rentabilidade 

O total aportado foi de R$ 6.604,22. A rentabilidade ficou negativa em 1,69% pelas minhas contas.

Planilha de Controle Metas

Com isso ainda estou abaixo da meta de valor acumulado, acho que este ano vai ser difícil bater, acabei gastando muito com impostos e saúde no primeiro semestre, e no segundo ainda tem mais. 

As ações caíram no final do mês, as taxas do tesouro foi uma montanha russa, só o exterior que foi bem, dólar subiu.
 


 

Proventos

 Recebi 684,86 segundo status invest.


 

 E é mais ou menos isso aí, pelo que tenho previsto para o segundo semestre, provavelmente não vou conseguir atingir a meta de aportes de 3k mensais, mas com sorte talvez a meta de capital acumulado ainda seja possível de alcançar.

Até o futuro! 

Fechamento 69 - Dezembro 2024

Olá!

Pra começar, quero te desejar um feliz ano novo! 

2024 foi um ano com altas expectativas mas acabou decepcionando no final, no quesito investimentos no Brasil, claro que isso se configura também como excelentes oportunidades para novos investimentos, então iniciamos 2025 novamente com altas expectativas, que Deus nos abençoe a todos!

Negócios Realizados

Além dos 200 reais pra reserva de emergência, comprei R$ 1.000,00 de LCA do banco inter, porque a LCI sumiu de lá, a LCA rende 94% do CDI e tem vencimento em 17/11/2027.

As outras transações conforme imagem abaixo:

Negócios de dezembro

Comprei um título do tesouro com vencimento mais curto, 2029, que estava com a maior taxa de todas, e também comprei o Tesouro Educa+ 2041 que já tinha na carteira.

Nos FIIs comprei bastante XPLG11 e HGRU11, aproveitando as fortes quedas, ainda seguiu caindo mais uns dias após minhas compras, e no meio do mês em diante deu uma disparada de alta, dei sorte neste mês comprei próximo do fundo. No geral foi um ano ruim para FIIs, mas ainda sofreram bem menos que as NTN-B.

No exterior só reinvesti dividendos, novamente comprei VGLT, na esperança dos juros caírem em 2025. A ideia é que quando os juros normalizarem vou vender a renda fixa do exterior e comprar só ETFs de stocks ou REITs lá fora, vou deixar a renda "fixa" aqui no Brasil mesmo que rende mais.

E nas ações comprei ENGIE e recebi bonificação da Itaúsa. 

O total aportado foi R$ 4.512,44, bem acima da meta de 3k. No ano foi aportado R$ 39.765,58, sendo que a meta de aportes era 3x12=36k, então essa meta foi superada!

Rentabilidade Dezembro

 A rentabilidade em dezembro veio negativa, eu estava praticamente no zero a zero até novembro, então a rentabilidade anual acabou ficando negativa também. Ações, tesouro e até o exterior, apesar da alta do dólar, ficaram negativos. Somente investimentos atrelados ao CDI/SELIC e de alguma forma, os FIIs fecharam positivos em dezembro.

 

Dezembro de 2024

Na minha planilha a rentabilidade ficou ainda pior que no statusinvest, foi -4,87% em dezembro.

Minha planilha de rentabilidade

Planilha com saldos em cada classe de ativo

Apesar de superar a meta dos aportes, acabei fechando com valor acumulado abaixo da meta pela má rentabilidade, vamos ter que recuperar através de mais aportes ou com boa rentabilidade em 2025.


Gráfico Evolução


Rentabilidade 2024

Abaixo rentabilidades dos últimos 12 meses, ou 2024. O investimento no exterior foi que salvou a rentabilidade este ano, o que prejudicou bastante foi títulos do tesouro direto IPCA+, que desvalorizaram cerca de 25%, se as taxas voltaram a 6% até final de 2025, o que ainda é um cenário ruim, deve subir pelo menos 33%, então por isso tenho novamente a expectativa de boa rentabilidade.

Rentabilidade por Classes em 2024

Carteira x Ibovespa x CDI

Abrindo mais detalhadamente, foi um ano bem difícil para maioria das ações e FIIs também.

Ações na maioria tiveram rentabilidade negativa em 2024

Fundos de Investimento Imobiliários (FII) só HGLG11 positivo


Diversificação da Carteira

A carteira segue bem diversificada, com 37% de renda fixa, 25% no exterior, 1,6% reservas, 12,8% FIIs e 23,4% em ações brasileiras.

Para 2025, ainda não me aprofundei nos detalhes, mas o quadro principal de diversificação na política anual de investimentos ficou assim:


Objetivo é 40% renda fixa e 60% renda variável, o qual estou praticamente nisso atualmente, só seguir aportando dentro dos limites, teria que parar de comprar NTNB, mas é difícil ignorar as oportunidades, da mesma forma ações já estou um pouco acima, mas ainda assim vejo muitas oportunidades.

Então pretendo ir aportando pouco nessas classes que já estou acima do objetivo, e a maior parte nas classes que estão abaixo do objetivo.

Abraços! Até o futuro!


Fechamento 68 - Novembro 2024



Olá pessoal!

Fechamento de novembro, 68 meses da carteira.

Aportes e Negócios Realizados

Fiz um post antecipado dos negócios feitos no começo do mês, negócios de novembro, mas além dos negócios já descritos lá, acabei reinvestindo dividendos dos FIIs e comprei mais 2 cotas do XPLG11 no dia 21. No dia 28 tivemos taxas do tesouro acima dos 7%, eu acabei comprando mais um pouco do Educa+2041, 0,40 com IPCA + 6,73%, dando R$ 526,44 de aporte extra.


O total aportado no mês chegou em R$ 3.628,90.

No meio do mês o MXRF11 chegou a negociar por R$ 9,09, muito tentador, apesar das alternativas na renda fixa muito atrativas, penso que a renda fixa tem data de vencimento, e os FIIs não, isso vale principalmente para tijolos, visto que FIIs de papel tem uma duração na carteira (duration) igual a renda fixa e na renovação talvez não tenham taxas tão boas. Há prós e contras em ambos os casos.

Estive criando uma nova política de investimentos para 2025, fazendo alguns ajustes nos percentuais de cada classe de ativos, tentando imaginar os cenários futuros, mas está difícil chegar numa conclusão, espero que antes do final do ano eu publique aqui a política atualizada com as principais ideias, a de 2024 podem ver aqui.

Fatos e Notícias Relevantes

Dentro da minha carteira não percebi fato relevante neste mês de novembro, mas as notícias do dia 27 desagradaram o mercado, foi tanta coisa junta que eu ainda não tive tempo de digerir tudo, mas no pacote anunciado pelo governo tem promessa de limitar o aumento do salário mínimo pra evitar estourar o teto de gastos nos próximos anos, aumentar a faixa de isenção do IR até 5k, tirar alguns benefícios dos militares, criar mais impostos sobre renda acima de 50k/mês, a princípio isso deve ter grande apoio popular, visto que a maior parte da população será beneficiada.
 
De imediato as ações caíram forte no dia 27, e dólar subiu, aí deu um hedge na carteira. As taxas do tesouro dispararam no dia 28, superando o IPCA+7% em alguns vencimentos mais curtos, isso reduziu bastante minha rentabilidade que estava razoável até ali.
 
O que chateou os investidores foi esse novo imposto, quando era esperado um corte de gastos o governo anunciou mais impostos e renúncia de receitas. 50 mil hoje é muito dinheiro, mas não podemos desconsiderar o risco de haver uma grande inflação em algum momento futuro e esse valor não ser reajustado. Outro ponto negativo é que ele vai incidir sobre qualquer tipo de rendimento, então me parece que haverá no mínimo uma dupla tributação, vai pagar imposto, digamos 15% sobre o lucro, mas depois de tudo, se a renda global passou dos 50k/mês, tem que verificar se precisa pagar mais um pouco... meio esquisito isso aí.

Pensando mais, a parte da renúncia de receitas é popular e tem grandes chances de ser aprovada, já o aumento de impostos é impopular e talvez não passe, nesse cenário o déficit do governo iria piorar ao invés de melhorar. 

Rentabilidade

Acompanhando no statusinvest minha rentabilidade ficou um pouco negativa, mas quando olhei os saldos nas corretoras e somei tudo, pra minha surpresa, ainda fechei no positivo.

0,96% no mês 68

Abaixo um gráfico do site status invest com as rentabilidades por classe de ativo, aparentemente só investimentos no exterior e LCI/CDB positivos, mas na prática as minhas ações e FIIs não caíram tanto, talvez amanhã essa rentabilidade do site se atualize, já me aconteceu outras vezes.
 

 
Até este mês, o melhor investimento do ano com certeza foi o exterior.
 
 

Lazeres

Em novembro fizemos duas viagens, uma programada a bastante tempo para termas, tudo incluso, comida muito boa, drinks e cervejas também incluso com marcas boas, diferente das termas que fomos a mais tempo e as cervejas melhores tinha que pagar por fora... gostei bastante do passeio, apesar que a patroa passou mal na volta, o hotel era muito bom, Grand Suites em Itá-SC, recomendo se tiverem crianças, a estrutura e atendimento muito bom.

Fila de carros
A segunda viagem fomos para Argentina e Paraguai, ficamos no hotel De la Costa em Encarnación, a hospedagem não foi das mais baratas, mas a localização dele é muito boa, de frente pra praia, nessa viagem pegamos muita fila pois fomos no feriado 😢, as filas que me refiro foram em Porto Mauá, onde atravessamos de balsa, além de irmos no feriado, dia que muita gente resolveu ir fazer compras, o que complicou mais foi que o abençoado dono da balsa resolveu casar na balsa neste dia, então a balsa grande estava parada sendo ornamentada para o casório que foi a noite, chegamos 7 da manhã e a fila já era enorme, conseguimos passar somente a tarde, muita gente não conseguiu passar. 

Seria muito importante pra região a construção de uma ponte interligando Brasil e Argentina, mas existe gente contra isso, principalmente os donos de balsas e os comerciantes dos portos que faturam com hospedagem e consumo dos que não conseguem atravessar a acabam tendo que pernoitar.  

Aproveitando que estava no exterior, fiz algumas compras com o cartão de débito da Avenue, gastei 25 dólares que recebi de dividendos em algumas comprinhas pelo caminho, fiz pra testar e dessa forma eu não preciso trazer esses dólares de volta pra gastar no Brasil, economizo no spread e impostos.

Provavelmente no futuro sempre farei isso quando for pro exterior. Também tentei usar o cartão internacional da Nubank que gerei na hora, mas acabou dando erro de saldo, acho que funciona só débito e teria que ter transferido um valor pra conta, mas sendo internacional não incidiria o IOF.

Meu compadre que foi conosco usou seu cartão de crédito de bancão, nesse caso ele vai ter IOF, uns 5%, mais o spread do câmbio, em torno de 4% pelo que me disse, me parece que não é interessante fazer isso, mas ele me disse que acha isso barato, então tá.

Outro casal de amigos que foram para EUA estes dias me falaram que usaram cartão da Nomad e gostaram, eu tenho conta lá também mas nunca transferi dinheiro, talvez numa próxima eu teste ele.

* O peso argentino está custando R$ 0,005, então 1 real compra 200 pesos aproximadamente. 

** No Paraguai eles aceitam praticamente todas as moedas, real/peso/dolar/guarani, mas o câmbio nem sempre é favorável, por exemplo, o peso argentino eles aumentam muito o valor por causa da inflação Argentina. No hotel se pagasse em dinheiro vivo, reais, custaria 850 reais, no cartão cobraram 750 reais, é estranho mas falam que cobram a mais por causa do spread quando convertem pro guarani, mas pensando aqui no cartão temos spread também, vou ter que fazer mais viagens pra entender melhor. 😁


Até o futuro!

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