Olá a todos!
Pra quem acompanha o blog, sabe que meu objetivo com a renda fixa é contrabalancear a carteira e ter segurança, e hoje tenho 50% em renda fixa, tudo no tesouro direto, e isso não tem funcionado para meu objetivo.
As alternativas ao Tesouro Direto levantada nos comentários do post anterior foram as seguintes:
- CDB/LCI de Liquidez Diária (Poupador do Interior)
- Poupança (Garota de Investimentos)
- CDB Pré-fixado (Escola para Investidores)
No meu planejamento inicial, eu tinha definido algumas alocações conforme exposto na página "Alocação", que era o seguinte:
- Dentro da Renda Fixa
- a melhor opção que conheço é Tesouro Direto, sendo o tesouro SELIC o mais seguro, servindo também como meu colchão de segurança;
- os títulos IPCA com vencimento mais longo também são indicados, pra evitar pagar impostos. Mas não servem muito pra balancear a carteira, por causa da marcação a mercado, como aprendido durante a crise do Coronavírus.
Na época que escrevi isso, eu já tinha uma noção sobre marcação a mercado no Tesouro Direto, mas não sabia que o Tesouro SELIC também tinha isso, coisa que só fui aprender na prática, pois ninguém falava disso antes de Setembro/2020. Também já começava a ver que na prática o Tesouro IPCA e os fundos imobiliários possuem rendimentos e flutuação de preços muito parecidos, apesar de serem ativos com riscos bem diferentes.
Pois bem, depois de tudo a gente ainda tem algumas questões entre renda fixa e variável, por exemplo: FIIs de papel, são ativos de renda variável que investem em ativos de renda fixa, CRI, LCI etc, então se você tem FIIs de papel na parte de renda variável, eles também poderiam contar como renda fixa? isso dá uma bagunçada nas suas ideias quando você pensa nessas questões de balanceamento de carteira entre renda fixa e variável, hoje mesmo estive pensando em comprar LCI, aí pensei, mas eu já faço isso indiretamente quando tenho esses FIIs... 😕A simplicidade é o último grau de sofisticação!
Leonardo da Vinci
Lembrando dessa frase famosa, comecei a pensar seriamente em usar a poupança, que não rende quase nada eu sei, perde para inflação, mas vai funcionar perfeitamente para contrabalancear a carteira, que é meu objetivo principal na renda fixa.
A diferença de render apenas 70% da SELIC enquanto o Tesouro SELIC rende quase 100%, precisa descontar a questão das taxas, não vai mudar muito na minha vida, pelo menos não nesse período de aprendizado e acumulação, e vou ficar muito mais sossegado sem a tal da marcação a mercado, só torcendo pro governo não confiscar de novo.
Conclusão
Depois de ficar uns dias pensando a situação da renda fixa no Brasil, resolvi não movimentar o que está aplicado no Tesouro Direto, pelo menos até dezembro, porque talvez lá eu finalize esses investimentos pra simplificar e começar 2021 com a carteira organizada, o aporte que já fiz para corretora vou aplicar nos FIIs, e os próximos manterei na Poupança pra somar com a renda fixa e voltar aos 50%.
Desta forma, se um dia precisar vender renda fixa para balancear a carteira, vou tirar sempre da poupança, e deixo os títulos IPCA rendendo até o vencimento se for necessário, sem stress.
Uma outra questão que estou analisando é migrar
meus investimentos para o exterior, já que o Brasil já não tem mais renda fixa boa o suficiente pra justificar o risco país, e também lá fora posso simplificar tudo através de ETFs,
ainda mais agora que a Avenue criou um plano com zero de corretagem...
mas isso pretendo começar lentamente ano que vem.
Comentem aí o que acham disso, não tenho ideia definida para sempre, estou sempre buscando o melhor.
Abraços e até o futuro!


